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Informação! Uma grande aliada no combate as drogas!

Prazer do Álcool
Se considerarmos que: 
Os adultos brasileiros bebem, em média, 8,7 litros de álcool puro por ano - quantidade que já foi maior, mas continua sendo uma das mais altas nas Américas e supera a média mundial, segundo um recente informe da Organização Mundial da Saúde (OMS)." (Dados de 2015 - BBC,2015) tem-se a ideia do quanto o álcool é comum, nas sociedades ocidentais, e na cultura brasileira de um modo geral.

Você entra em um supermercado por exemplo, e pessoas bebem latas de cerveja, enquanto fazem suas compras. Festas de todo tipo, desde familiares até festas frequentadas pela juventude, reuniões, conversas, celebrações, comemorações, enfim, em quase tudo está ligado o consumo do álcool, e nas "rodas" onde não é tão usual o consumo, basta ter um ou dois usuários, pra que seja feita a introdução.

O álcool, sob todos os aspectos, do vinho aos destilados, pode causar dependência física e psíquica, sendo a dependência física uma das mais fortes que existem, entre as dependências. (Como agem as drogas no SNC - Álcool Saiba Mais)

Mas, quem sabe beber? Quem bebe socialmente? Quem bebe errado? Quem é alcoólatra?

Em alguns casos, são perguntas de difícil resposta, pois existem bebedores de todos os tipos e níveis. Após o alcoolismo estar "instalado" como doença, pode levar muitos anos, até que consequências mais visíveis e notórias apareçam, e muito disto se deve justamente ao fato da "cultura alcoólica" na sociedade. O fato real, é bem simples, ao mesmo tempo que nós não necessitamos de álcool para viver, ele faz parte da nossa vida, desde os primórdios bíblicos. Outro fato real, é de que tudo em excesso, faz mal. Portanto aí temos dois parâmetros: 1-Álcool, nós somos sabedores hoje das consequências e possibilidade de desenvolver dependência, 2-Excesso, conhecedores dos malefícios.

Vamos tentar analisar os tipos de bebedores, nomeando-os da seguinte maneira:

Gourmet
Vamos chamar deste nome, que não é oficial lógico. Mas se deve ao fato de que, algumas pessoas, fazem uso do álcool, apenas em ocasiões específicas. Ex: Um jantar acompanhado de 1 ou 2 taças de vinho. No Natal, na ceia, um cálice de alguma bebida. Enfim, usos esporádicos, com intervalos de meses até. Porque usuário gourmet? Porque a bebida não é um acompanhamento, muito menos uma rotina, a bebida é um adicional específico a um momento, a um determinado momento específico e não corriqueiro, em sua grande maioria, a bebida torna-se um "ingrediente" da ocasião, no caso, à mesa de um jantar, a bebida então faz parte do jantar e complementa o prato servido. Portanto, ela é sim uma rara opção, quer para dar um tom social, quer para conferir sabor em conjunto com o alimento.

Social
Seria aquele que faz uso, tanto quanto no modelo anterior, quanto em outras ocasiões. Não é um bebedor diário, mas tem o uso mais constante. Reuniões rápidas, um copo ou outro, uma dose ou outra aqui e ali, nada exagerado, mas sim, constante. Não há data específica, mas também não há data necessária. Faz uso quando convém, ou quando o "momento social" pede.

Habitual
O bebedor habitual, faz uso do álcool em várias ocasiões, sem dias definidos ou datas ou rodas sociais. Faz uso tanto em grupo, quanto sozinho em sua casa. Pode se definir como um uso quase que diário.

Abusivo
Já passamos agora a outro nível. Um bebedor abusivo, ainda não é um alcoólatra por definição. A própria palavra o denota, "abusivo", ou seja, faz o uso, e faz o abuso do álcool. É um usuário que passa da cota normal de uso, dos usuários anteriores, e faz uso exagerado, sem ter para isso justificativa ou data definida. Não existe nesse usuário, a característica da tolerância, porém existe o consumo exagerado, fora dos padrões sociais. Os danos e consequências podem ser iguais às de um usuário alcoólatra.


Alcoólatra
Se existir a predisposição para dependência do álcool, o usuário vai passar a consumir a bebida por necessidade, não mais por vontade. Uma das características é a tolerância, que todo alcoólatra tem. O que é a tolerância? Enquanto consumidores normais, se satisfazem com 2 doses, ou 2 a 3 cervejas, o alcoólatra vai precisar, de doses cada vez maiores para sua satisfação, ou seja, se um bebedor normal consome 2 cervejas, o alcoólatra consome 4 ou 5, o "estado de torpor" que a bebida provoca, demora mais a chegar. Outra característica é a compulsão. Leia mais em: "o que é adicção"?


Prazer do Álcool
Festa alemã no sul do país
Voltando ao aspecto cultural do consumo de bebidas alcoólicas, a sociedade em geral é ensinada e estimulada ao consumo, e tudo muitas vezes, começa em casa no núcleo familiar, onde os familiares fornecem os exemplos. Depois, vem a mídia, apesar dos avanços em legislações que trouxeram restrições. Ainda há os aspectos de festas, como o carnaval, ou festas culturais das diversas regiões onde cada população carrega consigo as suas características, e nestas manifestações culturais, do sul ao norte do país, na maioria esmagadora dos casos óbvio, a bebida alcoólica é um dos "ingredientes" da festa.


Prazer do Álcool
O consumo excessivo de álcool traz sérios prejuízos tanto a nível do indivíduo, como para sociedade, e para o estado. Ao indivíduo prejuízos na saúde e destruição pessoal, na sociedade desde a perda de um membro produtivo, até acidentes envolvendo terceiros muitas vezes resultando em mortes(em consequência do consumo do álcool), e para o estado, gastos astronômicos que vão desde os citados acidentes(em grande parte automobilísticos), até tratamentos hospitalares.

Prazer do Álcool
Então qual o prazer?
Fica evidente, que o consumo de álcool de um modo geral, tem 2 finalidades(com outras raras exceções): 1 - Mero acompanhamento social, ou 2 - como "droga". Porque droga? (Droga é qualquer ingrediente ou substância química, natural ou sintética que provoca alterações físicas e psíquicas numa pessoa.) Então, usar de forma recreativa com o objetivo de "amplificar" ou "facilitar" contatos sociais, é na essência o uso "como droga", e não retira do álcool sua definição, . E é exatamente esse aspecto social que potencializa seus possíveis efeitos nocivos. Porquê? Usar do álcool para se "soltar", e para ficar "alegre", pode acabar com que a pessoa necessite sempre desse artifício para desempenhar-se melhor socialmente, e isso seria uma "faca de dois gumes", pois o álcool é uma substância que provoca profundas alterações no SNC se consumido em excesso, além dos outros fatores de risco, Há prazer então? Inegavelmente há...como qualquer outra droga recreativa proporciona inicialmente. Mas o fato é que, é um prazer artificial, ou seja, ilusão, um prazer momentâneo e frágil. Nisso tudo, existe o aspecto entorpecedor, para "aliviar" depressão, tristeza, nervosismo, etc, igualmente ineficiente, e apenas momentâneo. Álcool não é "remédio" contra tristeza e depressão, de forma alguma. Não vejo como o álcool possa ser algo necessário na vida de um ser humano. 



Aspectos Bíblicos
A grande maioria da população, pertence a alguma religião, seja ela qual for, e a grande maioria crê, por exemplo, na Bíblia como fonte da palavra de Deus. Acho válido dar uma "espiada" nesse aspecto, pois ali podemos encontrar não só subsídios de como se formaram as raízes culturais acerca do consumo do álcool, como inclusive advertências. 

Não sou especialista, e nem pretendo ser de forma alguma, trago apenas alguns trechos para ilustrar o que escrevi anteriormente, e buscar estas raízes culturais mais profundas. 

O álcool como parte da sociedade: Cristo fez seu primeiro milagre, transformando água em vinho, em uma festa de casamento. João 2

O álcool como ingrediente de uma celebração espiritual: Cristo também usou o vinho para simbolizar o sangue na Santa Ceia, possivelmente a celebração mais profunda antes de Sua morte, trata-se de uma simbologia com a bebida vinho. Lucas 22, 20

A bebida alcoólica como droga: Antes disso, no Velho Testamento, o álcool é mencionado em diversas passagens bíblicas, desde o Gênesis. Veja agora o aspecto(droga) que foi citado anteriormente, em Provérbios: "(...)para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e não mais se lembrem da sua infelicidade." Provérbios 31:7. Esse é o uso entorpecente, para esquecer, para aplacar a tristeza, e é sem dúvidas um aspecto ainda presente hoje, claro.

Advertência sobre o consumo em excesso: E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, Efésios 5:18, e segundo Paulo: "Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada domine. "Os alimentos foram feitos para o estômago e o estômago para os alimentos", mas Deus destruirá ambos.1 Coríntios 6:12,13. Ou seja, a Bíblia, as escrituras para quem assim crê, menciona o uso quase que exatamente como acontece nos dias atuais, e faz as advertências para o uso exagerado, inclusive enfatizando que o "vinho"(álcool) leva a embriaguez, que é de toda forma condenada nas escrituras.


Nenhuma sociedade muda do dia para noite. Erradicar o álcool é na prática impossível, mas educar o indivíduo desde cedo, é vital. Ou seja, isso implica numa mudança cultural nas famílias, e talvez não nas famílias de hoje, mas naquelas do futuro. Hoje vivemos por exemplo, uma tempestade social e política no país, com valores invertidos e corrupção desenfreada, como muda-se isso? Exatamente a mesma situação cultural do álcool, deve-se educar maciçamente, e a mudança futura está nas crianças, desde cedo, pelos exemplos dos pais e educadores, mas principalmente os pais. Tudo pode levar muito tempo, gerações inteiras renovadas culturalmente, para que lá na frente, resultados talvez apareçam.




Autor - Emerson
Mais 24 Hrs




O nosso artigo anterior, olhou para o Nacional Avanced Driving Simulator, que o NIDA, o Gabinete de Política Nacional de Controle de Drogas (ONDCP), e a Administração Nacional Highway Traffic Safety (NHTSA), usou para um estudo de três anos sobre os efeitos da maconha, com e sem uma dose baixa de álcool na condução das pessoas. O que o estudo descobriu?

A realização do estudo

Primeiro, vamos olhar para a forma como o estudo trabalhou. Aqui estão alguns dos princípios básicos: 
(1) Os pesquisadores selecionaram 18 participantes entre as idades de 21 e 55 anos que preencheram os critérios específicos.  

Os participantes:
  • relataram beber álcool e usar maconha não mais do que três vezes por semana;
  • haviam sido motoristas licenciados por não menos de dois anos, e tinham uma licença irrestrita válido; e
  • tinham percorrido pelo menos 1.300 milhas no ano anterior.

Os participantes também:
  • não tinham nenhuma doença médica significativa passado ou atual (ou seja, uma doença médica com um genuíno, efeito perceptível na vida diária);
  • não tinha história de uma experiência negativa significativa com a cannabis ou intoxicação alcoólica, ou com a doença de movimento;
  • não estavam grávidas ou amamentando; e
  • não estavam tomando medicamentos que possam causar danos se eles fossem combinados com cannabis ou álcool, ou que são conhecidos por afetar a condução.

(2) Os participantes receberam quantidades específicas de maconha, álcool, e,  ambos, ou um placebo (algo que não iria ter efeito algum) antes de cada simulação e teste. Uma vez que a Universidade de Iowa é um campus de não fumantes, os participantes receberam maconha vaporizado em vez do tipo que você fuma. 

(3) Depois de passar a noite no Hospital da Universidade de Iowa, para garantir que eles estivessem sóbrios quando o teste começou, os participantes chegaram a NADS, consumiram a cannabis e / ou álcool ou placebo, e então foram ao simulador durante 45 minutos. Cada um deles fez isso seis vezes, separados por pelo menos uma semana entre os testes.

Como dissemos no post anterior, o National Avanced Driving Simulator (NADS) mede muitas coisas sobre o comportamento, e movimentos de olho de motorista, tempos de reação, e a direção nas situações de condução.Os primeiros resultados do estudo focou em três aspectos:
  •     quanto alguém fazia "zigue-zague" dentro da pista;
  •     o número de vezes que o carro saiu da pista; e
  •     o quão rápido o "zigue-zague" era.

Lembre-se, a principal questão de pesquisa era, qual o nível de Δ9-tetra-hidrocanabinol (THC) no sangue do motorista, era necessário para prejudicar seu desempenho de condução, semelhante ao álcool, dentro de um limite de US 0,08%? THC é o principal ingrediente da maconha.


A resposta: A concentração sanguínea de 13,1 ug / L (microgramas por litro de sangue) de THC aumentou o zigue-zague do carro dentro da pista com a mesma intensidade dos motoristas com uma concentração de álcool de 0,08%.  



Tradução: Fumar um único cigarro de cannabis tem mesmo nível de comprometimento desta concentração mínima de álcool.

 

É importante notar que esta foi a "concentração de maconha no sangue", registrada durante a condução, não no momento em que sangue de uma pessoa seria coletado após um acidente ou a polícia o parar. Por que isso é importante? A concentração de THC no sangue, começa a diminuir paulatinamente, após o uso. No momento em que um motorista recebe um exame de sangue, o seu nível de THC estará abaixo de 13,1 ug / L, mas isso não significa que eles estavam bem quando eles estavam dirigindo.

A Maconha é frequentemente consumida em combinação com álcool. O estudo constatou que os motoristas que usavam álcool e maconha tecida dentro pistas, mesmo que os seus THC e álcool concentrações sanguíneas foram abaixo das concentrações de imparidade de um ou outro quando usado sozinho.


Isto significa basicamente que quando o álcool ea maconha são usados ​​juntos, você precisa de menos de cada um para prejudicar suas habilidades de condução. Se isso soa complicado, é. É muito arriscado para beber e dirigir, ou erva daninha do fumo e de unidade. 

Perdeu a Parte 1? Leia-o aqui!(em inglês)

Traduzido e adaptado por Mais24Hrs

Autor - NIDA for Teens - NIDA

Drogas e álcool podem sequestrar seu cérebro


As pessoas com dependência, perdem o controle sobre suas ações.
Elas anseiam em procurar drogas, álcool ou outras substâncias, não importa o que o custo, mesmo correndo o risco de amizades prejudiciais, prejuízos a família, ou a perder postos de trabalho. O que há, sobre esse ciclo vicioso, que faz com que as pessoas se comportem de maneira tão destrutiva?
E por que é tão difícil parar?
Cientistas NIH estão a trabalhar para aprender mais sobre a biologia do vício. Eles mostraram que a dependência é uma doença cerebral duradoura e complexa, e que os tratamentos atuais podem ajudar as pessoas a controlar(estagnar) seus vícios. Mas, mesmo para aqueles que já tiveram sucesso, há sempre o risco de retornar, o que é chamado de recaída.
A base biológica da dependência de ajuda a explicar por que as pessoas precisam de muito mais do que boas intenções ou vontade de quebrar seus vícios.
"Um equívoco comum é que a dependência é uma escolha ou problema moral, e tudo que você tem a fazer é parar. Mas nada poderia estar mais longe da verdade ", diz o Dr. George Koob, diretor do Instituto Nacional do NIH sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo. "O cérebro realmente muda com o vício, e é preciso uma boa dose de trabalho para obtê-lo de volta ao seu estado normal. Quanto mais drogas ou álcool que você use, mais perturbador é para o cérebro ".
Os pesquisadores descobriram que muito do poder de vício reside na sua capacidade de sequestrar e até mesmo destruir regiões importantes do cérebro que se destinam a ajudar a sobreviver.
Um cérebro saudável, tem um sistema de recompensa, através de comportamentos saudáveis, como exercícios, comer, ou ligação afetiva com os entes queridos. Ele faz isso por ligar os circuitos cerebrais que fazem você se sentir melhor, que então te motiva a repetir esses comportamentos. Em contraste, quando você está em perigo, um cérebro saudável empurra o seu corpo a reagir rapidamente com medo ou alarme, para assim que você sair da situação adversa e perigosa. Se você é tentado por algo questionável, como comer sorvete antes do jantar, ou comprar coisas que você não pode pagar, regiões frontais do cérebro podem ajudar a decidir se as consequências valem as ações.
Mas quando você torna-se viciado em uma substância, os processos cerebrais podem começar a trabalhar contra você. Drogas ou álcool podem sequestrar os circuitos de prazer / recompensa em seu cérebro e ligá-lo a querer mais e mais. A adicção, também pode enviar aos seus circuitos emocionais estímulos, fazendo você se sentir ansioso e estressado quando você não está usando as drogas ou álcool. Nesta fase, as pessoas costumam usar drogas ou álcool para não sentir-se mal, em vez de por seus efeitos prazerosos.
Para acrescentar a isto, o uso repetido de drogas pode danificar o centro de decisão essencial na parte frontal do cérebro. Esta área, conhecida como o córtex pré-frontal, é a região que deve ajudá-lo a reconhecer os malefícios do uso de substâncias que causam dependência.
"Estudos de imagem cerebral de pessoas viciadas em drogas ou álcool mostram diminuição da atividade neste córtex frontal", diz Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional do NIH sobre Abuso de Drogas. "Quando o córtex frontal não está funcionando corretamente, as pessoas não podem(ou conseguem) tomar a decisão de parar de usar ou tomar, a droga, mesmo que eles percebam que o preço de tomar essa droga pode ser extremamente alto, como perder a custódia de seus filhos ou acabar na cadeia. No entanto, eles usam. "
Os cientistas ainda não entendem por que algumas pessoas se tornam dependentes, enquanto outros não. A doença da adicção(dependência química) tem certos tipos de genes, e estes têm sido associados a diferentes formas de dependência. Mas nem todos os membros de uma família afetada, por exemplo, são necessariamente propensas ao vício. "Tal como acontece com doença cardíaca ou diabetes, não há um gene que torna vulnerável", diz Koob.
Outros fatores também podem aumentar suas chances de vício. "Crescer com um alcoólico; sendo abusado quando criança; sendo expostos a estresse extraordinário, todos esses fatores sociais podem contribuir para o risco de dependência de álcool ou drogas ", diz Koob. "E com drogas ou álcool, quanto mais cedo começar, maior a probabilidade de ter o transtorno de uso de álcool ou dependência mais tarde na vida."
Adolescentes são especialmente vulneráveis ​​ao vício possível, porque seus cérebros ainda não estão completamente desenvolvidos, nas regiões frontais que ajudam com controle de impulso e avaliação de riscos. Circuitos de prazer no cérebro de adolescentes também operam em uma forma de "prazer maior", fazendo uso de drogas e álcool ainda mais gratificante e atraente.
NIH está lançando um novo estudo de âmbito nacional para saber mais sobre como o cérebro adolescente são alterados pelo álcool, tabaco, maconha e outras drogas. Pesquisadores usarão exames cerebrais e outras ferramentas para avaliar mais de 10 mil jovens em um período de 10 anos. O estudo vai rastrear as ligações entre o uso de substâncias e as alterações cerebrais, desempenho acadêmico, o QI, habilidades de pensamento e de saúde mental ao longo do tempo.
Embora há muito ainda a aprender, nós sabemos que a prevenção é fundamental para reduzir os malefícios do vício. "A infância e a adolescência são momentos em que os pais podem se envolver e ensinar seus filhos sobre um estilo de vida saudável e atividades que podem proteger contra o uso de drogas", diz Volkow. "A atividade física é importante, bem como o trabalho, projetos de ciência, arte, ou redes sociais que não promovem o uso de drogas."
Para tratar o vício, os cientistas identificaram vários medicamentos e terapias comportamentais, especialmente quando usados ​​em combinação, isto pode ajudar as pessoas a parar de usar substâncias específicas e prevenir recaídas. Infelizmente, não há medicamentos disponíveis para tratar a dependência de estimulantes, como a cocaína ou metanfetamina, mas as terapias comportamentais podem ajudar.
"O tratamento depende, em grande medida, da gravidade do vício e da pessoa individual," adiciona Koob. "Algumas pessoas podem parar de fumar cigarro e transtornos por uso de álcool por conta própria. Casos mais graves podem exigir meses ou mesmo anos de tratamento e acompanhamento, com esforços reais pela abstinência individual e geralmente completa da substância depois. "
Pesquisadores NIH também estão avaliando terapias experimentais que possam melhorar a eficácia dos tratamentos estabelecidos. A meditação e a estimulação magnética do cérebro estão a ser avaliados por sua capacidade de fortalecer os circuitos cerebrais que tenham sido prejudicados pelo vício. Os cientistas também estão a estudar o potencial de vacinas contra a nicotina, cocaína e outras drogas, que podem impedir o fármaco de entrar no cérebro.
"O vício é uma doença devastadora, com uma taxa de mortalidade relativamente elevada e graves consequências sociais", diz Volkow. "Estamos explorando várias estratégias para que as pessoas acabarão por ter mais opções de tratamento, o que irá aumentar suas chances de sucesso para ajudá-los a parar de usar drogas."

Fonte - NIDA
Traduzido por Google Tradutor (com adaptações e correções por Mais24hrs)

O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad/MJ) aprovou Resolução que regulamenta as chamadas comunidades terapêuticas. Essas entidades, que realizam o acolhimento de pessoas, em caráter voluntário, com problemas associados ao uso nocivo ou dependência de substância psicoativa, integram o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad) e passam agora a ter mais uma ferramenta normativa, além da RDC Anvisa nº 29/2011. O documento, assinado pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi publicado no DOU desta sexta-feira (28).


Atualmente existem cerca de 2 mil entidades nessa situação no Brasil e todas eram fiscalizadas apenas com base nas normas sanitárias. Com o marco regulatório das comunidades terapêuticas, o Brasil, nos moldes de outros países que organizaram amplamente sua rede de cuidados, passa a ter um importante instrumento de proteção às pessoas acolhidas em tais órgãos.

Para o secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Vitore Maximiano, o esforço conjunto do governo e da sociedade civil para a regulação das CTs tornou o texto final um material que contempla as garantias aos acolhidos e mecanismos de funcionamento e fiscalização dos orgãos de controle e das próprias comunidades. “Estamos dando condições ao estado para a garantia de um espaço digno, que respeita os direitos humanos e tem condições de participar do processo de recuperação de usuários abusivos de drogas. Foi um processo democrático que levou ao marco regulatório dessa rede suplementar cujo objetivo é a reinserção social e a proteção do usuário, e não o tratamento de saúde propriamente”, afirmou.

O documento foi construído com a participação da sociedade civil por meio de um grupo de trabalho dentro do Conad, audiências públicas, consultas públicas e amplo debate. Participaram das discussões representantes de vários segmentos representativos do governo e da sociedade civil, dentre eles das próprias comunidades terapêuticas.

O presidente da Confederação Brasileira das Comunidades Terapêuticas, CONFENACT, Célio Barbosa, acredita que começou uma nova etapa para as comunidades terapêuticas no Brasil. “Nós tínhamos CT e prestadores de serviço que não eram CTs, mas atrapalhavam nosso trabalho usando esse mesmo nome. Estivemos numa luta de um ano e quatro meses para mostrar á sociedade e governo que prestamos um serviço diferenciado, de interesse da saúde, assistência social, justiça e educação”. Para Célio também será importante a diferenciação das instituições que prestam serviços de saúde e que não se enquadram como CT. “Não somos um equipamento de saúde e o entendimento disso, a interpretação dessa realidade, foi um processo pesado de demonstração que tivemos nesse tempo. Agora, ninguém fica no limo. Conseguimos, além disso, separar o joio do trigo”.

Dentre os avanços da regulação, fica determinado que as entidades não são estabelecimentos de saúde, esses regidos pela RDC Anvisa nº 50/2002, mas de interesse e apoio das políticas públicas de cuidados, atenção, tratamento, proteção, promoção e reinserção social de usuários de drogas. As entidades que oferecerem serviços assistenciais de saúde ou executarem procedimentos de natureza clínica não serão consideradas comunidades terapêuticas.

A adesão e permanência do cidadão é exclusivamente voluntária e entendida como uma etapa transitória para a reinserção sócio-familiar e econômica do acolhido, que pode interromper o acolhimento a qualquer momento.

Essas instituições precisam oferecer ambiente residencial, de caráter transitório, propício à formação de vínculos e com convivência entre os pares. O foco deve ser pessoas em situação de vulnerabilidade com problemas associados ao abuso ou dependência de substância psicoativa.

Entre as novas regras previstas, cabe destacar:

  • As CTs precisam comunicar o início e o encerramento de suas atividades, bem como o seu programa de acolhimento, para os órgãos de controle e atuar de forma integrada com a rede de cuidados;
  • Todos os acolhidos precisam passar por avaliação prévia na rede de saúde;
  • Devem elaborar plano de atendimento singular (PAS), em consonância com o Programa de Acolhimento da entidade;
  • Desenvolver atividades recreativas, de desenvolvimento da espiritualidade, de promoção do autocuidado e da sociabilidade e de capacitação, de promoção da aprendizagem, formação e as atividades práticas inclusivas; 
  • Informar os critérios de admissão, permanência e saída;
  • Permitir a visitação de familiares, bem como acesso aos meios de comunicação que permitam contato com familiares;
  • Não praticar ou permitir ações de contenção física ou medicamentosa, isolamento ou restrição à liberdade da pessoa acolhida;
  • Manter os ambientes de uso dos acolhidos livres de trancas, chaves ou grades;
  • Não praticar ou permitir castigos físicos, psicológicos ou morais, nem utilizar expressões estigmatizantes com os acolhidos ou familiares;
  • Não submeter os acolhidos a atividades forçadas ou exaustivas, sujeitando-os a condições degradantes; 
  • Fica garantido ao acolhido o direito à privacidade.


Financiamento público

O Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça, de forma inédita, tem um programa de financiamento de vagas em comunidades terapêuticas. Até o momento, foram contratadas 371 entidades, gerando 8034 vagas em todo o Brasil. O valor pago é de R$ 1 mil/mês para adulto e de R$ 1,5 mil/mês para adolescente ou mãe/nutriz.

Fonte - Senad/MJ

O STF está julgando a liberação do porte de maconha para uso próprio. A favor da medida estão, como sempre, cantores, jornalistas, sociólogos, advogados, surfistas e ex-presidentes que, durante seus governos, nunca tiveram uma política sobre drogas em termos de esclarecimento, prevenção e cura –entre os quais, FHC. Mas o que pensam a respeito os profissionais da saúde, como os médicos e os psiquiatras?


A entrevista da dra. Ana Cecilia Marques, presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas), à Folha ("População não entende liberação de droga para uso próprio, diz psiquiatra", 21/8), responde a essa pergunta. Merece ser acessada e lida na íntegra. Mas aqui vão alguns de seus principais pontos.


"A população não entenderá que a liberação é só para uso pessoal. Pensará que liberou geral. * Nos países que aplicaram essa flexibilização, houve aumento de consumo entre adolescentes, de dependência da cannabis e da facilidade para consumir outras drogas. * Fala-se do porte individual, mas onde cada um vai comprar? De empresas que plantem, colham e fabriquem o cigarro. Ou seja, vai-se criar uma indústria da maconha, como a do álcool. * Quem dita a política do álcool no Brasil? A Ambev. Quem ditará a política da droga? A indústria da droga.



"Onde está escrito que a droga é um problema individual, que não afeta terceiros?
* A maconha não é um simples produto. É uma droga psicotrópica, que atinge o córtex pré-frontal, que controla a autonomia. O usuário não controla a quantidade que usa nem os seus atos e muito menos as consequências, que não atingem só a ele. "As pessoas vão usar mais, vão pirar mais e não haverá leitos ou serviço de saúde que deem conta dos quadros de intoxicação e dependência – porque, hoje, já não dão."
Autor - Ruy Castro, Folha de São Paulo 

A Gerência de Estatística do Departamento de Trânsito (Detran) divulgou, nesta semana, um levantamento com dados fornecidos pelo Instituto Médico Legal (IML) que apontou que 21% das pessoas vítimas fatais no trânsito do Distrito Federal, no primeiro semestre deste ano, tinham ingerido bebida alcoólica. O exame de sangue realizado pelo IML indicou resultado positivo para álcool em 38 das 180 pessoas.


De acordo com o Detran, nas vias internas das cidades, o segmento que apresentou maior índice de vítimas alcoolizadas foi o de motociclistas. Os dados mostraram que cinco dos 20 motociclistas mortos tinham ingerido bebida alcoólica, um índice de 25%. Já nas rodovias distritais e federais que cortam o DF, a presença de álcool foi constatada no sangue de quatro dos 25 motociclistas mortos (16%).

Com base nesses dados, o Detran informou que já preparou ações educativas e de fiscalização com foco na condução de motocicletas. O órgão esteve presente no evento Brasília Motocapital, ocorrido em julho deste ano, na Granja do Torto, para realizar uma campanha educativa com o slogan “Motociclista: se beber, não pilote”.

A ocorrência de alcoolemia também esteve presente em 16 dos 56 pedestres mortos (28%) e cinco dos 20 ciclistas vitimados (25%). A análise por tipo de via apontou que o número de pedestres mortos sob efeito de álcool foi de 35% nas rodovias (11 de 31) e 25% nas vias urbanas (5 de 20); já os ciclistas alcoolizados representaram 30% das ocorrências nas rodovias (3 de 10) e 20% nas vias urbanas (2 de 10).


Fonte - Jornal de Brasília
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