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Informação! Uma grande aliada no combate as drogas!


Muitas pessoas, quando falam sobre dependentes químicos, ou em linguajar comum, viciados, drogados, fazem esta pergunta, talvez a si mesmas, ou aos seus interlocutores.
A droga, e falamos do álcool aqui também, acompanha o homem desde os primórdios dos tempos. 

Breve história

O uso de drogas parece ser tão antigo quanto a humanidade. As primeiras referências sobre a papoula, de onde é extraído o ópio, se encontram em tábuas sumerianas, na Mesopotâmia, datando de três a quatro mil anos antes de Cristo (Werebe, 1982). Presume-se que foi a partir do território onde se situa atualmente a Turquia, a Síria, o Iraque e o Irã, que se difundiu o cultivo da papoula para o Ocidente, atingindo o Egito, onde foram descobertos papiros que relatam a larga utilização do ópio, mil e quinhentos anos antes de Cristo. 

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Na China, a papoula já era conhecida e empregada para fins medicinais desde o oitavo século. A reintrodução do ópio no país, através de Formosa, aconteceu no século XVIII. Na América do Sul, desde tempos imemoriais, o homem usa a coca. Mascando suas folhas, os índios adquiriam vigor e energia. O conquistador espanhol reconheceu rapidamente o perigo de tal hábito para os seus soldados. Por esse motivo, houve, em 1569, a proibição da mastigação das folhas de coca pelos colonizadores. 
Desde o norte da Sibéria, passando pelas bacias de Ob, Ienissei e Lena, chegando ao Tibete, Turquestão e Usbequistão, o uso do cogumelo alucinógeno Amanita Muscaria traz uma história antiga. Esse uso está intimamente ligado ao xamanismo, descrito pelos viajantes e antropólogos dos séculos XVIII e XIX. Na América Central, o peyotl é largamente usado em cerimônias religiosas. A maconha, a mais utilizada das drogas, cresce em muitos lugares e climas. Marco Polo observou seu uso nas cortes orientais entre os emires e os sultões. É muito usada no vale do Tigre e Eufrates, nas Indias, na Pérsia, no Turquestão, na Ásia Menor, no Egito e em todo o litoral africano.

A partir dessa "pincelada" histórico-geográfica, fica demonstrada a intimidade dos homens, de todas as partes do mundo, desde os tempos mais longínquos, com os mais variados tipos de drogas. De todas essas curiosidades, o que pode nos interessar nesse momento é refletir sobre o consumo de substâncias químicas que produzem alterações de consciência é sua relação com as necessidades e anseios humanos. 

 

Como nos lembra Huxley, em sua discussão sobre a história do homem com as drogas, "a necessidade é a mãe da invenção". Sendo assim, o homem primitivo explorou o universo farmacológico com perfeição espantosa. Nossos ancestrais não deixaram por descobrir quase nenhum estimulante, alucinógeno ou estupefaciente naturais. Não podemos nos esquecer de que, se a farmacologia moderna nos deu uma série de novos sintéticos, ela não fez grandes descobertas básicas no campo das drogas naturais, ela simplesmente aperfeiçoou os métodos de extração, purificação e combinação. Pelas evidências de que dispomos, podemos supor que o homem primitivo experimentou todas as raízes, galhos, folhas e flores, todas as sementes, frutos e fungos do seu ambiente. 

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Voltando a pergunta: Existe recuperação ? O detalhe, em toda esta "história", é que o uso de drogas, não é uma simples experiência casual. Em virtude da doença, chamada de Dependência Química, esta "experiência" pode com grandes chances, ser mortal, e destruidora. 

Muito antes disto, o uso de drogas, incluindo o álcool em seu uso recreativo, é consequência da incessante busca do homem pelo prazer imediato. Subterfúgio perigoso, para aliviar a dor, a frustração, o medo, a raiva, até a própria alegria. Seria correto afirmar, que o uso, a grosso modo, advém da inabilidade do indivíduo, de lidar com ele mesmo, e com as situações cotidianas. Também e/ou conjuntamente, pode advir como consequência da educação, formação, e/ou do meio ambiente em que o indivíduo vive, cresce. Mas o que é recuperação? Talvez, o que para alguns seria recuperação, para outros, seria um "estado normal". Quando falamos de recuperação aqui, trata-se em última análise, da reversão de uma situação grave, qual seja, o uso descontrolado de substâncias, e as consequências inerentes.

Transformações - "O médico e o monstro"

Mas, em que se transforma o indivíduo que faz uso de drogas ? A princípio, em nada do que ele já não era, antes de usá-las. Mas então poderíamos nos perguntar: Como? Nos deparamos com tantas brutalidades e insanidades que alguns "viciados" cometem? 

Pra início de conversa, inúmeros outros sociopatas, e psicopatas cometem crimes, sem usar drogas. A droga, é primeiramente, um agente potencializador, daquilo que temos dentro de nós mesmos. Então é um fato que, ou somos bons, ou ruins ? Também não. Somos doentes ! Ou melhor: desvios de caráter, falhas na personalidade, desvios de conduta, fraquezas, tudo isto fruto de um processo que pode acontecer ao longo de anos...onde o resultado, é um ser humano doente, com ausência de valores, dentre outras coisas, e principalmente para quem crê, ausência de Deus. Mas, e se eu não acredito em Deus? Bom, não importa, resta provado que uma das buscas do homem, é por algo superior a si mesmo, e que a espiritualidade transcende e modifica o homem, e o seu modo de pensar, ainda que esta crença esteja baseada em diferentes modelos de divindades.

Acreditar, que uns nascem bons, e outros ruins, acreditar que uns nascem com "má índole", outros não, acreditar que, caráter falho não tem cura, é absurdamente medieval, estúpido, e (novamente para aqueles que creem) totalmente contrário a Deus. Seria crer, que Deus estaria brincando em um jogo aleatório, onde hora sim hora não, ele enviasse um "santo" e um "demônio" em forma humana. 

A onisciência divina, segundo a crença cristã, prevê logicamente tudo e sabe o que cada um fará na terra, é atemporal. Eu, pessoalmente, creio ser(muito longe de mim achar o que Deus faz ou não faz) esta, exatamente uma PREVISÃO no sentido literal. Porquê? Porque se fosse o contrário, seria a história anterior, de enviar uma alma boa, outra má aleatoriamente. Todos podem portanto, mudar seu próprio "destino" pelo livre arbítrio, seja individualmente, seja por influência externa. Assim como todos são resultado de uma equação complexa que envolve valores recebidos, estruturas emocionais, fatores externos culturais, influências externas sociais e religiosas, etc, ou seja, uma espécie de "programação", e se há uma programação,então todos podem ser reprogramados, e aí reside a dificuldade, principalmente em adultos. O "grosso" da programação (que nos é relevante) humana (idioma, valores, alfabetização, habilidades sociais, habilidades emocionais, etc) acontece entre 2 e10/12 anos de idade. Resta provado que inclusive, uma criança pode aprender mais de um idioma(além do idioma pátrio) com muito mais facilidade do que um adulto.


Sendo assim, todos nós, todos os seres humanos nascem com a capacidade de fazer tanto o bem, quanto o mal. Então, diversas circunstâncias, fatores e variáveis irão influenciar, o que irá se sobressair. Veja o exemplo de uma máquina, um computador, ou smartphone, que serve a um determinado propósito, nós a programamos para realizar tal tarefa. Assim somos, desde o nascimento, "programados" por meio da família, do meio, da sociedade, somados a fatores genéticos (predisposição para doenças psicológicas e físicas até), religião ou ausência desta, da abundância material ou da penúria, enfim, um complexo conjunto que irá determinar e dar probabilidade ao resultado final daquilo que seremos quando formos adultos, entrando aí também, nossa capacidade individual de escolha. Mas tal qual uma máquina(neste aspecto), somos também passíveis de MUDANÇA, DE "REPROGRAMAÇÃO". E aí, diferentemente de uma máquina (que não sofre no processo da mudança, qual seja uma consequência, a dor), nós sofremos por meio da possível "dor" interior, esta mudança, porque estas mudanças a que nos referimos, não são mudanças do tipo: mudar o horário de acordar(e isso pra alguns já não é fácil), mudar de marca de creme dental, etc. São as mudanças de atitudes e posturas enraizadas em nosso ser, convicções e crenças que possam neste ponto, estar nos prejudicando, mas deixá-los nos seria e é penoso, dada a "profundidade" em que estes "residem" em nós. Sendo que em geral, mudamos(sob diversos aspectos) quando estamos perto do "abismo", quando chegamos ao limite, quando um "choque" nos proporciona abrir os olhos. A história da humanidade nos mostra isto.

Pensando assim, os genes herdados se apresentam como possibilidades variáveis de desenvolvimento em contacto com o meio e não como certeza inexorável de desenvolvimento. Sensatamente, o ser humano não deve ser considerado nem exclusivamente ambiente, nem exclusivamente herança, antes disso, uma combinação destes dois elementos em proporções completamente insuspeitadas.

O ser humano não deve ser considerado um produto exclusivo de seu meio, tal como um aglomerado dos reflexos condicionados pela cultura que o rodeia e despido de qualquer atributo mais nobre de sentimentos e vontade própria. Não pode, tampouco, ser considerado um punhado de genes, resultando numa máquina programada a agir desta ou daquela maneira, conforme teriam agido exatamente os seus ascendentes biológicos.

Seguindo essa ideia a definição de Personalidade poderia ser esboçada da seguinte maneira:

"PERSONALIDADE É A ORGANIZAÇÃO DINÂMICA DOS TRAÇOS NO INTERIOR DO EU, FORMADOS A PARTIR DOS GENES PARTICULARES QUE HERDAMOS, DAS EXISTÊNCIAS SINGULARES QUE EXPERIMENTAMOS E DAS PERCEPÇÕES INDIVIDUAIS QUE TEMOS DO MUNDO, CAPAZES DE TORNAR CADA INDIVÍDUO ÚNICO EM SUA MANEIRA DE SER, DE SENTIR E DE DESEMPENHAR O SEU PAPEL SOCIAL". Fonte - Ballone GJ, Meneguette JP- Teoria da Personalidade - Geral, in. internet PsiqWeb, disponível em www.psiqweb,med.br, atualizado em 2008 
 
PERSONALIDADE:
é a sua identidade, em relação ao que os outros pensam ao seu respeito, mas que muitas vezes, não representa o que você é. (aquilo que você vê na outra pessoa, ou eles vêem em você).

CARÁTER:
é tudo aquilo que você é na sua intimidade e ninguém sabe, são atitudes repetidas diariamente que moldam o seu caráter.

TEMPERAMENTOS:
Temperamentos são qualidades que já nascem com o indivíduo, é genético, ou seja, é aquilo que não é aprendido.

Então, a droga não tem culpa ? 

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Sem dúvida que tem, óbvio. O usuário, não será salvo por Jesus, não será salvo por um psiquiatra, ou por uma Comunidade Terapêutica, ou por Buda, ou pelo Espiritismo, enfim. O usuário, o indivíduo que faz uso de drogas, será salvo de si mesmo, por ele mesmo. Tudo o mais citado, mesmo Jesus Cristo, nada poderá fazer (não porque ELE não quer ou não pode, mas pelo livre arbítrio que ELE nos nos deu), se não houver ao menos um "grão de areia" de motivação para sobreviver, para mudar, por parte daquele que precisa. Claro que todos estes fatores acima e muitos outros, sozinhos ou em conjunto, podem ser "fluídos", ou "indutores" que possibilitarão melhores chances do indivíduo PARAR, PENSAR POR UM INSTANTE, E TALVEZ FAZER UMA NOVA ESCOLHA, ainda que esta escolha não traga todos os resultados imediatos que quer, mas que é o Primeiro Passo, tão coincidentemente, admitir o problema, reconhecer a derrota, aceitar ajuda, querer mudar.

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MUDANÇA INTERIOR! 

Talvez um dos processos mais dolorosos pelo qual poderia passar um ser humano. Transformação, modificação. A dor neste processo, é presente, porque comportamentos, crenças, e idéias erradas, concebidas e aprendidas às vezes por anos a fio, estão "fixadas" em nosso íntimo,como que se fizesse parte de nós mesmos. Talvez, seja fácil imaginarmos a seguinte situação: Se cada ação nossa, tem uma consequência, boa ou ruim, é pela lógica ter a certeza de que, somos resultado daquilo que desejamos, e pensamos. Daquilo que "cultivamos" em nós mesmos...

A parte disso, nós seres humanos, maravilha da criação, também somos ou estamos representados também nesta velha frase: "A maldade humana, não tem limites..." E a história nos prova isto, até os dias atuais. Guerras, fome, miséria, corrupção, violência, morte...

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De sorte que também, nem todos atingem graus de insanidade absoluta no mundo das drogas, mesmo usando-as em grandes proporções...Isto, por si só, já é um alívio. Isto, é a matemática citada acima: Somos resultado daquilo que pensamos, daquilo que aprendemos ao longo da vida, o meio, o ambiente, a família, tudo contribui para este resultado, ainda que o usuário possa fazer coisas impensáveis, muitos destes talvez dificilmente irão ter ações que tragam sérias e violentas consequências. Porém, e paradoxalmente falando, o uso de drogas ainda que ausente de ações graves, por si só é um ato de extrema e brutal violência, contra a própria pessoa que faz o uso. Tal qual uma fogueira que se inicia com uma fagulha, enquanto no processo do uso, a insanidade pode se iniciar com pequenos atos, e terminar acabando com a própria vida.

Existe recuperação ? 

Esta pergunta deve ser feita em todos os sentidos: aos dependentes químicos ou "drogados", aos políticos, às famílias doentes, aos homens de guerra, aos fanáticos religiosos, aos empresários gananciosos, aos destruidores, aos senhores de armas, à sociedade de consumo, à sociedade prostituída de suas decências e virtudes....Existe recuperação dos valores ?

Sim....eu creio. Pra tudo tem um jeito...só para morte não há. Mudança, mudança, mudança. Sem ela, nada vai acontecer, sem mudança não existe recuperação. E a mudança, bem, toda a mudança em geral causa certa "dor"...Mas, nós somos seres extremamente adaptáveis. E ao final do processo inicial, o oposto ocorre, e a dor se transformará em tranquilidade, e em paz de espírito.


Mais 24hrs de Paz e Serenidade

Autor - Emerson 
(artigo original 2012 - atualizado em 30/10/2016)
  • sábado, outubro 29, 2016
Neste 5º Passo, é possível ver que ele nos fala de confiança, mas que remete diretamente a libertação. 5º Passo - Admitimos a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata das nossas falhas. Poucas coisas foram, ou são, tão penosas para qualquer ser humano, ter de conviver com seus erros e falhas guardados em segredo e a sete chaves. Tais erros e falhas, vão paulatinamente consumindo-nos por dentro, e sem testemunhas.

Como uma panela de pressão, prestes a estourar, é vital para sobrevivência da recuperação liberar essa mesma pressão, mas nesse caso, faremos por completo, sem restrições, sem deixar nada, absolutamente nada de fora, e essa será a chave do sucesso deste passo, que proporcionará uma libertação jamais sentida antes. À luz da solidão do quarto passo que foi necessária nesse ponto, para colocamos por meio da boa vontade, fé, e comprometimento, tudo escrito no papel, somos agora impulsionados a seguir.

Com nossa fé fortalecida após os três primeiros passos, nossa confiança e boa vontade reforçadas no quarto passo, estaremos então prontos, a dar este "salto" pra liberdade, ler o que escrevemos, admitir os erros, diante de Deus, e de outro ser humano.

Admitimos a Deus

Talvez seja esta a parte mais fácil, por assim dizer, afinal, possivelmente agora temos confiança em Deus, e nossa fé é genuína, além do que, sabemos de antemão, que Deus não nos julgará por revelarmos à Ele nossas falhas, erros, e culpas. Muito pelo contrário. A maneira como fizermos isso, é pessoal, se acharmos melhor, poderemos fazer uso da formalidade religiosa para confessarmos algo, ou simplesmente nos dirigirmos à Deus da forma mais espontânea e particular possível, da maneira como nós O compreendemos. No que diz respeito a leitura do 5º passo em si, Deus estará presente também, obviamente. Muitos se dirigem a Deus de maneira separada, antes da abertura do passo, outros, não, importante é como nos sentiremos com relação a isso, e importante, é não imaginar que, algumas coisas contaremos somente à Deus, e não ao outro ser humano, ou seja, poderemos nos sentir tentados para tal coisa, afinal algumas de nossas ações do passado podem não ser nada agradáveis. Portanto, é importante a escolha certa do padrinho do 5º passo.

A nós mesmos

Quantas vezes, em nossas vidas, encaramos a nós mesmos com realidade? Quantas vezes, paramos para analisar como de fato, estávamos vivendo e nos relacionando com o mundo? Finalmente, com a confiança em um Poder maior que nós mesmos, podemos admitir à nós mesmos que estávamos errados em muitas situações, e que não precisava ser assim, e onde muitas destas situações começaram.

Mas, qual a finalidade deste passo ser feito com outra pessoa? 

Ao encararmos nossos piores monstros, com a ajuda de outro ser humano, poderemos ver, que possivelmente muitas das coisas pelas quais já passamos, não eram exclusividade nossa. Sim, é possível que nosso padrinho do 5º passo, tenha passado por situações iguais, e/ou semelhantes, e isso vai ajudar no sentido de que, nada é o fim do mundo para nós, pelo contrário, a partir de então, tudo poderá mudar, e nossa vida poderá ser reescrita. Nosso padrinho ou madrinha, também poderá nos "apontar" muitas coisas que nós mesmos não estamos enxergando, e pra tanto, é necessário ter a mente aberta para aceitar essa visão crítica, sempre feita de maneira não invasiva, mas sim, no intuito de nos ajudar. Haverá também a separação, das coisas que são ou eram, de nossa responsabilidade, daquilo que não foi ou é. Ou seja, não somos responsáveis por tudo que aconteceu, muitas vezes, apenas estávamos no meio da tempestade, mas sermos causadores dela.

É primordial termos confiança em nosso padrinho. Por outro lado, muitos optam por escolher pessoas completamente "estranhas" ao seu relacionamento pessoal, um padre ou um pastor, por exemplo. Deve-se se explicar, caso a pessoa não seja da irmandade de NA, o sentido deste passo, o papel desta pessoa, e a necessidade da ajuda, se assim for conveniente a ela. É importante, e sugere-se, evitar protelar este passo, ou seja, dar a sequência natural ao 4º passo.

A natureza exata de nossas falhas

O 5º passo então, não deverá seguir como uma simples leitura do 4º passo, que foi onde "apontamos" e escrevemos todas as situações. O 5º passo, servirá para revelar a real natureza de nossas falhas, e muitas delas, possivelmente já existiam antes mesmos do uso de drogas, afinal, na adicção, o uso é apenas uma consequência final da doença da adicção, que é por natureza comportamental.

Poderemos enxergar determinados padrões de comportamento, e possivelmente como surgiram e porque. Estes padrões poderão nos ajudar a nos guiar para fora da tempestade, e servirão de balizas, para nossa recuperação, pois já saberemos em quais pontos no passado fomos mais vulneráveis a determinados tipos de comportamento. 

Finalmente, podemos lembrar que todos os passos são sugeridos, nada nos é forçado. Assim como ninguém a princípio nos forçou a usar, não somos forçados tampouco a parar com o uso, ou a praticar quaisquer destes passos. A natureza dos 12 passos, é totalmente ligada à liberdade, e não a escravidão. Aprendemos com o tempo, que quanto maior nossa natural e clara dependência de um Poder Superior, seja Deus, maior será nossa real liberdade. Somos fortes, se conhecermos e reconhecermos nossa fraqueza perante determinadas situações, pessoas, coisas materiais, e substâncias.

Palavras chave deste passo:


Princípios Espirituais:




Mais 24Hrs de paz e serenidade
Autor - Emerson
Prazer do Álcool

Álcool - Qual o prazer?

Se considerarmos que: 
Os adultos brasileiros bebem, em média, 8,7 litros de álcool puro por ano - quantidade que já foi maior, mas continua sendo uma das mais altas nas Américas e supera a média mundial, segundo um recente informe da Organização Mundial da Saúde (OMS)." (Dados de 2015 - BBC,2015) tem-se a ideia do quanto o álcool é comum, nas sociedades ocidentais, e na cultura brasileira de um modo geral. Você entra em um supermercado por exemplo, e pessoas bebem latas de cerveja, enquanto fazem suas compras. Festas de todo tipo, desde familiares até festas frequentadas pela juventude, reuniões, conversas, celebrações, comemorações, enfim, em quase tudo está ligado o consumo do álcool, e nas "rodas" onde não é tão usual o consumo, basta ter um ou dois usuários, pra que seja feita a introdução.

O álcool, sob todos os aspectos, do vinho aos destilados, pode causar dependência física e psíquica, sendo a dependência física uma das mais fortes que existem, entre as dependências. (Como agem as drogas no SNC - Álcool Saiba Mais)

Mas, quem sabe beber? Quem bebe socialmente? Quem bebe errado? Quem é alcoólatra?

Em alguns casos, são perguntas de difícil resposta, pois existem bebedores de todos os tipos e níveis. Após o alcoolismo estar "instalado" como doença, pode levar muitos anos, até que consequências mais visíveis e notórias apareçam, e muito disto se deve justamente ao fato da "cultura alcoólica" na sociedade. O fato real, é bem simples, ao mesmo tempo que nós não necessitamos de álcool para viver, ele faz parte da nossa vida, desde os primórdios bíblicos. Outro fato real, é de que tudo em excesso, faz mal. Portanto aí temos dois parâmetros: 1-Álcool, nós somos sabedores hoje das consequências e possibilidade de desenvolver dependência, 2-Excesso, conhecedores dos malefícios.

Vamos tentar analisar os tipos de bebedores, nomeando-os da seguinte maneira:

Gourmet
Vamos chamar deste nome, que não é oficial lógico. Mas se deve ao fato de que, algumas pessoas, fazem uso do álcool, apenas em ocasiões específicas. Ex: Um jantar acompanhado de 1 ou 2 taças de vinho. No Natal, na ceia, um cálice de alguma bebida. Enfim, usos esporádicos, com intervalos de meses até. Porque usuário gourmet? Porque a bebida não é um acompanhamento, muito menos uma rotina, a bebida é um adicional específico a um momento, a um determinado momento específico e não corriqueiro, em sua grande maioria, a bebida torna-se um "ingrediente" da ocasião, no caso, à mesa de um jantar, a bebida então faz parte do jantar e complementa o prato servido. Portanto, ela é sim uma rara opção, quer para dar um tom social, quer para conferir sabor em conjunto com o alimento.

Social
Seria aquele que faz uso, tanto quanto no modelo anterior, quanto em outras ocasiões. Não é um bebedor diário, mas tem o uso mais constante. Reuniões rápidas, um copo ou outro, uma dose ou outra aqui e ali, nada exagerado, mas sim, constante. Não há data específica, mas também não há data necessária. Faz uso quando convém, ou quando o "momento social" pede.

Habitual
O bebedor habitual, faz uso do álcool em várias ocasiões, sem dias definidos ou datas ou rodas sociais. Faz uso tanto em grupo, quanto sozinho em sua casa. Pode se definir como um uso quase que diário.

Abusivo
Já passamos agora a outro nível. Um bebedor abusivo, ainda não é um alcoólatra por definição. A própria palavra o denota, "abusivo", ou seja, faz o uso, e faz o abuso do álcool. É um usuário que passa da cota normal de uso, dos usuários anteriores, e faz uso exagerado, sem ter para isso justificativa ou data definida. Não existe nesse usuário, a característica da tolerância, porém existe o consumo exagerado, fora dos padrões sociais. Os danos e consequências podem ser iguais às de um usuário alcoólatra.


Alcoólatra
Se existir a predisposição para dependência do álcool, o usuário vai passar a consumir a bebida por necessidade, não mais por vontade. Uma das características é a tolerância, que todo alcoólatra tem. O que é a tolerância? Enquanto consumidores normais, se satisfazem com 2 doses, ou 2 a 3 cervejas, o alcoólatra vai precisar, de doses cada vez maiores para sua satisfação, ou seja, se um bebedor normal consome 2 cervejas, o alcoólatra consome 4 ou 5, o "estado de torpor" que a bebida provoca, demora mais a chegar. Outra característica é a compulsão. Leia mais em: "o que é adicção"?


Prazer do Álcool
Festa alemã no sul do país
Voltando ao aspecto cultural do consumo de bebidas alcoólicas, a sociedade em geral é ensinada e estimulada ao consumo, e tudo muitas vezes, começa em casa no núcleo familiar, onde os familiares fornecem os exemplos. Depois, vem a mídia, apesar dos avanços em legislações que trouxeram restrições. Ainda há os aspectos de festas, como o carnaval, ou festas culturais das diversas regiões onde cada população carrega consigo as suas características, e nestas manifestações culturais, do sul ao norte do país, na maioria esmagadora dos casos óbvio, a bebida alcoólica é um dos "ingredientes" da festa.


Prazer do Álcool
O consumo excessivo de álcool traz sérios prejuízos tanto a nível do indivíduo, como para sociedade, e para o estado. Ao indivíduo prejuízos na saúde e destruição pessoal, na sociedade desde a perda de um membro produtivo, até acidentes envolvendo terceiros muitas vezes resultando em mortes(em consequência do consumo do álcool), e para o estado, gastos astronômicos que vão desde os citados acidentes(em grande parte automobilísticos), até tratamentos hospitalares.

Prazer do Álcool
Então qual o prazer?
Fica evidente, que o consumo de álcool de um modo geral, tem 2 finalidades(com outras raras exceções): 1 - Mero acompanhamento social, ou 2 - como "droga". Porque droga? (Droga é qualquer ingrediente ou substância química, natural ou sintética que provoca alterações físicas e psíquicas numa pessoa.) Então, usar de forma recreativa com o objetivo de "amplificar" ou "facilitar" contatos sociais, é na essência o uso "como droga", e não retira do álcool sua definição, . E é exatamente esse aspecto social que potencializa seus possíveis efeitos nocivos. Porquê? Usar do álcool para se "soltar", e para ficar "alegre", pode acabar com que a pessoa necessite sempre desse artifício para desempenhar-se melhor socialmente, e isso seria uma "faca de dois gumes", pois o álcool é uma substância que provoca profundas alterações no SNC se consumido em excesso, além dos outros fatores de risco, Há prazer então? Inegavelmente há...como qualquer outra droga recreativa proporciona inicialmente. Mas o fato é que, é um prazer artificial, ou seja, ilusão, um prazer momentâneo e frágil. Nisso tudo, existe o aspecto entorpecedor, para "aliviar" depressão, tristeza, nervosismo, etc, igualmente ineficiente, e apenas momentâneo. Álcool não é "remédio" contra tristeza e depressão, de forma alguma. Não vejo como o álcool possa ser algo necessário na vida de um ser humano. 



Aspectos Bíblicos
A grande maioria da população, pertence a alguma religião, seja ela qual for, e a grande maioria crê, por exemplo, na Bíblia como fonte da palavra de Deus. Acho válido dar uma "espiada" nesse aspecto, pois ali podemos encontrar não só subsídios de como se formaram as raízes culturais acerca do consumo do álcool, como inclusive advertências. 

Não sou especialista, e nem pretendo ser de forma alguma, trago apenas alguns trechos para ilustrar o que escrevi anteriormente, e buscar estas raízes culturais mais profundas. 

O álcool como parte da sociedade: Cristo fez seu primeiro milagre, transformando água em vinho, em uma festa de casamento. João 2

O álcool como ingrediente de uma celebração espiritual: Cristo também usou o vinho para simbolizar o sangue na Santa Ceia, possivelmente a celebração mais profunda antes de Sua morte, trata-se de uma simbologia com a bebida vinho. Lucas 22, 20

A bebida alcoólica como droga: Antes disso, no Velho Testamento, o álcool é mencionado em diversas passagens bíblicas, desde o Gênesis. Veja agora o aspecto(droga) que foi citado anteriormente, em Provérbios: "(...)para que bebam e se esqueçam da sua pobreza, e não mais se lembrem da sua infelicidade." Provérbios 31:7. Esse é o uso entorpecente, para esquecer, para aplacar a tristeza, e é sem dúvidas um aspecto ainda presente hoje, claro.

Advertência sobre o consumo em excesso: E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito, Efésios 5:18, e segundo Paulo: "Tudo me é permitido", mas nem tudo convém. "Tudo me é permitido", mas eu não deixarei que nada domine. "Os alimentos foram feitos para o estômago e o estômago para os alimentos", mas Deus destruirá ambos.1 Coríntios 6:12,13. Ou seja, a Bíblia, as escrituras para quem assim crê, menciona o uso quase que exatamente como acontece nos dias atuais, e faz as advertências para o uso exagerado, inclusive enfatizando que o "vinho"(álcool) leva a embriaguez, que é de toda forma condenada nas escrituras.

Nenhuma sociedade muda do dia para noite. Erradicar o álcool é na prática impossível, mas educar o indivíduo desde cedo, é vital. Ou seja, isso implica numa mudança cultural nas famílias, e talvez não nas famílias de hoje, mas naquelas do futuro. Hoje vivemos por exemplo, uma tempestade social e política no país, com valores invertidos e corrupção desenfreada, como muda-se isso? Exatamente a mesma situação cultural do álcool, deve-se educar maciçamente, e a mudança futura está nas crianças, desde cedo, pelos exemplos dos pais e educadores, mas principalmente os pais. Tudo pode levar muito tempo, gerações inteiras renovadas culturalmente, para que lá na frente, resultados talvez apareçam.

Autor - Emerson
Mais 24Hrs



Maconha X Direção

O nosso artigo anterior, olhou para o Nacional Avanced Driving Simulator, que o NIDA, o Gabinete de Política Nacional de Controle de Drogas (ONDCP), e a Administração Nacional Highway Traffic Safety (NHTSA), usou para um estudo de três anos sobre os efeitos da maconha, com e sem uma dose baixa de álcool na condução das pessoas. O que o estudo descobriu?

A realização do estudo

Primeiro, vamos olhar para a forma como o estudo trabalhou. Aqui estão alguns dos princípios básicos: 
(1) Os pesquisadores selecionaram 18 participantes entre as idades de 21 e 55 anos que preencheram os critérios específicos.  

Os participantes:
  • relataram beber álcool e usar maconha não mais do que três vezes por semana;
  • haviam sido motoristas licenciados por não menos de dois anos, e tinham uma licença irrestrita válido; e
  • tinham percorrido pelo menos 1.300 milhas no ano anterior.

Os participantes também:
  • não tinham nenhuma doença médica significativa passado ou atual (ou seja, uma doença médica com um genuíno, efeito perceptível na vida diária);
  • não tinha história de uma experiência negativa significativa com a cannabis ou intoxicação alcoólica, ou com a doença de movimento;
  • não estavam grávidas ou amamentando; e
  • não estavam tomando medicamentos que possam causar danos se eles fossem combinados com cannabis ou álcool, ou que são conhecidos por afetar a condução.

(2) Os participantes receberam quantidades específicas de maconha, álcool, e,  ambos, ou um placebo (algo que não iria ter efeito algum) antes de cada simulação e teste. Uma vez que a Universidade de Iowa é um campus de não fumantes, os participantes receberam maconha vaporizado em vez do tipo que você fuma. 

(3) Depois de passar a noite no Hospital da Universidade de Iowa, para garantir que eles estivessem sóbrios quando o teste começou, os participantes chegaram a NADS, consumiram a cannabis e / ou álcool ou placebo, e então foram ao simulador durante 45 minutos. Cada um deles fez isso seis vezes, separados por pelo menos uma semana entre os testes.

Como dissemos no post anterior, o National Avanced Driving Simulator (NADS) mede muitas coisas sobre o comportamento, e movimentos de olho de motorista, tempos de reação, e a direção nas situações de condução.Os primeiros resultados do estudo focou em três aspectos:
  •     quanto alguém fazia "zigue-zague" dentro da pista;
  •     o número de vezes que o carro saiu da pista; e
  •     o quão rápido o "zigue-zague" era.

Lembre-se, a principal questão de pesquisa era, qual o nível de Δ9-tetra-hidrocanabinol (THC) no sangue do motorista, era necessário para prejudicar seu desempenho de condução, semelhante ao álcool, dentro de um limite de US 0,08%? THC é o principal ingrediente da maconha.


A resposta: A concentração sanguínea de 13,1 ug / L (microgramas por litro de sangue) de THC aumentou o zigue-zague do carro dentro da pista com a mesma intensidade dos motoristas com uma concentração de álcool de 0,08%. 


Tradução: Fumar um único cigarro de cannabis tem mesmo nível de comprometimento desta concentração mínima de álcool.

É importante notar que esta foi a "concentração de maconha no sangue", registrada durante a condução, não no momento em que sangue de uma pessoa seria coletado após um acidente ou a polícia o parar. Por que isso é importante? A concentração de THC no sangue, começa a diminuir paulatinamente, após o uso. No momento em que um motorista recebe um exame de sangue, o seu nível de THC estará abaixo de 13,1 ug / L, mas isso não significa que eles estavam bem quando eles estavam dirigindo.

A Maconha é frequentemente consumida em combinação com álcool. O estudo constatou que os motoristas que usavam álcool e maconha tecida dentro pistas, mesmo que os seus THC e álcool concentrações sanguíneas foram abaixo das concentrações de imparidade de um ou outro quando usado sozinho.


Isto significa basicamente que quando o álcool ea maconha são usados ​​juntos, você precisa de menos de cada um para prejudicar suas habilidades de condução. Se isso soa complicado, é. É muito arriscado para beber e dirigir, ou erva daninha do fumo e de unidade. 

Perdeu a Parte 1? Leia-o aqui!(em inglês)

Traduzido e adaptado por Mais24Hrs
Autor - NIDA for Teens - NIDA

Drogas e álcool podem sequestrar seu cérebro - Biologia da Toxicodependência


As pessoas com dependência, perdem o controle sobre suas ações.
Elas anseiam em procurar drogas, álcool ou outras substâncias, não importa o que o custo, mesmo correndo o risco de amizades prejudiciais, prejuízos a família, ou a perder postos de trabalho. O que há, sobre esse ciclo vicioso, que faz com que as pessoas se comportem de maneira tão destrutiva?
E por que é tão difícil parar?
Cientistas NIH estão a trabalhar para aprender mais sobre a biologia do vício. Eles mostraram que a dependência é uma doença cerebral duradoura e complexa, e que os tratamentos atuais podem ajudar as pessoas a controlar(estagnar) seus vícios. Mas, mesmo para aqueles que já tiveram sucesso, há sempre o risco de retornar, o que é chamado de recaída.
 

A base biológica da dependência de ajuda a explicar por que as pessoas precisam de muito mais do que boas intenções ou vontade de quebrar seus vícios.
"Um equívoco comum é que a dependência é uma escolha ou problema moral, e tudo que você tem a fazer é parar. Mas nada poderia estar mais longe da verdade ", diz o Dr. George Koob, diretor do Instituto Nacional do NIH sobre Abuso de Álcool e Alcoolismo. "O cérebro realmente muda com o vício, e é preciso uma boa dose de trabalho para obtê-lo de volta ao seu estado normal. Quanto mais drogas ou álcool que você use, mais perturbador é para o cérebro ".
Os pesquisadores descobriram que muito do poder de vício reside na sua capacidade de sequestrar e até mesmo destruir regiões importantes do cérebro que se destinam a ajudar a sobreviver.
 

Um cérebro saudável, tem um sistema de recompensa, através de comportamentos saudáveis, como exercícios, comer, ou ligação afetiva com os entes queridos. Ele faz isso por ligar os circuitos cerebrais que fazem você se sentir melhor, que então te motiva a repetir esses comportamentos. Em contraste, quando você está em perigo, um cérebro saudável empurra o seu corpo a reagir rapidamente com medo ou alarme, para assim que você sair da situação adversa e perigosa. Se você é tentado por algo questionável, como comer sorvete antes do jantar, ou comprar coisas que você não pode pagar, regiões frontais do cérebro podem ajudar a decidir se as consequências valem as ações.
 

Mas quando você torna-se viciado em uma substância, os processos cerebrais podem começar a trabalhar contra você. Drogas ou álcool podem sequestrar os circuitos de prazer / recompensa em seu cérebro e ligá-lo a querer mais e mais. A adicção, também pode enviar aos seus circuitos emocionais estímulos, fazendo você se sentir ansioso e estressado quando você não está usando as drogas ou álcool. Nesta fase, as pessoas costumam usar drogas ou álcool para não sentir-se mal, em vez de por seus efeitos prazerosos.
Para acrescentar a isto, o uso repetido de drogas pode danificar o centro de decisão essencial na parte frontal do cérebro. Esta área, conhecida como o córtex pré-frontal, é a região que deve ajudá-lo a reconhecer os malefícios do uso de substâncias que causam dependência.
"Estudos de imagem cerebral de pessoas viciadas em drogas ou álcool mostram diminuição da atividade neste córtex frontal", diz Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional do NIH sobre Abuso de Drogas. "Quando o córtex frontal não está funcionando corretamente, as pessoas não podem(ou conseguem) tomar a decisão de parar de usar ou tomar, a droga, mesmo que eles percebam que o preço de tomar essa droga pode ser extremamente alto, como perder a custódia de seus filhos ou acabar na cadeia. No entanto, eles usam. "
 

Os cientistas ainda não entendem por que algumas pessoas se tornam dependentes, enquanto outros não. A doença da adicção(dependência química) tem certos tipos de genes, e estes têm sido associados a diferentes formas de dependência. Mas nem todos os membros de uma família afetada, por exemplo, são necessariamente propensas ao vício. "Tal como acontece com doença cardíaca ou diabetes, não há um gene que torna vulnerável", diz Koob.
Outros fatores também podem aumentar suas chances de vício. "Crescer com um alcoólico; sendo abusado quando criança; sendo expostos a estresse extraordinário, todos esses fatores sociais podem contribuir para o risco de dependência de álcool ou drogas ", diz Koob. "E com drogas ou álcool, quanto mais cedo começar, maior a probabilidade de ter o transtorno de uso de álcool ou dependência mais tarde na vida."
 

Adolescentes são especialmente vulneráveis ​​ao vício possível, porque seus cérebros ainda não estão completamente desenvolvidos, nas regiões frontais que ajudam com controle de impulso e avaliação de riscos. Circuitos de prazer no cérebro de adolescentes também operam em uma forma de "prazer maior", fazendo uso de drogas e álcool ainda mais gratificante e atraente.
NIH está lançando um novo estudo de âmbito nacional para saber mais sobre como o cérebro adolescente são alterados pelo álcool, tabaco, maconha e outras drogas. Pesquisadores usarão exames cerebrais e outras ferramentas para avaliar mais de 10 mil jovens em um período de 10 anos. O estudo vai rastrear as ligações entre o uso de substâncias e as alterações cerebrais, desempenho acadêmico, o QI, habilidades de pensamento e de saúde mental ao longo do tempo.
Embora há muito ainda a aprender, nós sabemos que a prevenção é fundamental para reduzir os malefícios do vício. "A infância e a adolescência são momentos em que os pais podem se envolver e ensinar seus filhos sobre um estilo de vida saudável e atividades que podem proteger contra o uso de drogas", diz Volkow. "A atividade física é importante, bem como o trabalho, projetos de ciência, arte, ou redes sociais que não promovem o uso de drogas."
 

Para tratar o vício, os cientistas identificaram vários medicamentos e terapias comportamentais, especialmente quando usados ​​em combinação, isto pode ajudar as pessoas a parar de usar substâncias específicas e prevenir recaídas. Infelizmente, não há medicamentos disponíveis para tratar a dependência de estimulantes, como a cocaína ou metanfetamina, mas as terapias comportamentais podem ajudar.
"O tratamento depende, em grande medida, da gravidade do vício e da pessoa individual," adiciona Koob. "Algumas pessoas podem parar de fumar cigarro e transtornos por uso de álcool por conta própria. Casos mais graves podem exigir meses ou mesmo anos de tratamento e acompanhamento, com esforços reais pela abstinência individual e geralmente completa da substância depois. "
 

Pesquisadores NIH também estão avaliando terapias experimentais que possam melhorar a eficácia dos tratamentos estabelecidos. A meditação e a estimulação magnética do cérebro estão a ser avaliados por sua capacidade de fortalecer os circuitos cerebrais que tenham sido prejudicados pelo vício. Os cientistas também estão a estudar o potencial de vacinas contra a nicotina, cocaína e outras drogas, que podem impedir o fármaco de entrar no cérebro.
"O vício é uma doença devastadora, com uma taxa de mortalidade relativamente elevada e graves consequências sociais", diz Volkow. "Estamos explorando várias estratégias para que as pessoas acabarão por ter mais opções de tratamento, o que irá aumentar suas chances de sucesso para ajudá-los a parar de usar drogas."

Fonte - NIDA
Traduzido por Google Tradutor (com adaptações e correções por Mais24hrs)