Carregando...aguarde, por favor.

"Enquanto que a abstinência é o princípio, nossa única esperança
de recuperação é uma mudança de fundo emocional e espiritual."

Preloader
Mais 24 Hrs

Pesquisadores comparam consumo do álcool a distúrbios do sono

Pesquisadores comparam consumo do álcool a distúrbios do sono
Um artigo publicado no jornal eletrônico “Behavioral Brain Research” indica mudanças que acontecem no cérebro resultantes de exposição crônica ao álcool. A pesquisa constatou que o consumo elevado pode levar a perturbações no ciclo de sono.


As avaliações realizadas mostram que os indivíduos com transtornos por uso de álcool sofrem grave distúrbio no sono. Isso pode ocorrer quando as pessoas estão bebendo ativamente, quando elas estão passando por retirada ou, até mesmo, quando estão em abstenção.

Um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo afirma que os distúrbios do sono-vigília podem durar meses ou mesmo anos depois de parar de beber. Esse dado indica que o abuso crônico de álcool pode causar efeitos negativos a longo prazo sobre o sono.

Alterações cerebrais

Os pesquisadores acreditam que a utilização crônica de álcool conduz a uma disfunção de células colinérgicas (células que sintetizam o neurotransmissor acetilcolina), em uma zona do tronco cerebral, chamada tegmento pedúnculo. Essa área está envolvida na regulação de diversos aspectos do sono.

Como um resultado da exposição prolongada de álcool, a atividade de produtos químicos que estimulam os neurônios no cérebro aumenta enquanto diminui simultaneamente a atividade de um composto químico que inibe essa atividade neuronal. Essa alteração resulta no excesso de atividade de produtos químicos no cérebro, provocando uma ruptura no ciclo normal do sono.
 
Fonte - Medical News Today (com adaptações)

Criatividade não é melhorada através do uso de maconha, diz pesquisa

Criatividade não é melhorada através do uso de maconha, diz pesquisa
Algumas pessoas acreditam que fumar maconha aumenta a criatividade. Mas um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Leiden, na Holanda, afirma que este não é o caso; fumar maconha pode até prejudicar a criatividade. A equipe de pesquisa publicou recentemente suas descobertas na revista Psychopharmacology.


Efeitos como descontração e aumento da criatividade têm sido atribuídos ao principal ingrediente psicoativo da maconha – o tetrahidrocanabinol (THC). Os pesquisadores queriam testar como a maconha - com diferentes doses de THC - influencia o pensamento criativo. Foram observados 59 usuários regulares de maconha para o estudo que os dividiu em três grupos.

Um grupo recebeu a cannabis com teor elevado de THC (22 mg, equivalente a três articulações). A outro grupo foi dado cannabis com uma dose baixa de THC (5,5 mg, equivalente a uma articulação), enquanto ao grupo restante foi dado um placebo. Duas formas de pensamento criativo foram medidas: o pensamento divergente (chegando com ideias, explorando o máximo de soluções possíveis) e o pensamento convergente (encontrar a única resposta correta a uma pergunta).

Resultados

Os pesquisadores descobriram que a maconha com THC com altas doses prejudicava o pensamento divergente entre os participantes em comparação com uma dose baixa de THC e um placebo. Em participantes expostos a altas doses, houve diminuição na fluência, flexibilidade e originalidade das respostas dos participantes.


Além disso, o estudo constatou que os participantes que fumavam maconha com baixa dose de THC não superam significativamente os outros grupos. Desse modo, baixas e altas doses da substância parecem não ter efeito sobre o pensamento convergente dos participantes.

O estudo conclui que a melhoria da criatividade é uma ilusão. Para superar um bloqueio ou qualquer outra lacuna criativa, fumar maconha não é a melhor opção. E aumentar as doses pode até ser contraproducente para o pensamento criativo.

Fonte - Medical News Today (com adaptações)

Anvisa aprova 113 pedidos excepcionais de uso de canabidiol

Anvisa aprova 113 pedidos excepcionais de uso de canabidiol

Pesquisadores têm apontado efeitos positivos do uso do derivado da maconha em pacientes com mal de Parkinson
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu desde abril deste ano 167 pedidos excepcionais de importação do canabidiol (CDB), substância derivada da maconha, para uso pessoal. Segundo a agência, o prazo para a liberação tem sido em média de uma semana.

Segundo a Anvisa, 113 pedidos foram aprovados, dez aguardam o cumprimento de exigência pelos interessados e 39 estão sob análise na área técnica. Outros quatro pedidos foram arquivados por interesse da família ou por falecimento do paciente.

Pesquisadores têm apontado efeitos positivos no uso do canabidiol em pacientes com mal de Parkinson, ansiedade, esquizofrenia e alguns transtornos de sono, entre outras doenças. No entanto, segundo a Anvisa, a substância nunca vem pura. Normalmente ela vem com uma pequena porcentagem de THC, substância proibida no Brasil, pois está na a Lista F2 da Portaria 344/1998, do Ministério da Saúde, que trata de psicotrópicos.

Além disso, o canabidiol não tem eficácia e segurança registrados na Anvisa, o que é necessário para a comercialização de medicamentos no país. Por esses motivos, os pacientes que querem usar a substância precisam fazer esse pedido excepcional.

O uso medicinal do CDB passou a ser discutido nacionalmente depois que Katiele Fischer foi a justiça pedindo autorização para usar o medicamento na filha Anny, de 6 anos. Segundo a mãe, Anny tinha até 80 crises convulsivas por semana, e depois que passou a usar o canabidiol esses eventos pararam de acontecer.

A diretoria colegiada da Anvisa chegou a discutir a possibilidade de permitir o uso controlado do CDB no Brasil, porém, ainda não houve decisão a respeito.

Para se solicitar a autorização excepcional para a importação de produto à base de canabidiol, o solicitante deve preencher um formulário específico, encontrado no site da Anvisa, e juntá-lo ao laudo médico, à prescrição e ao termo de responsabilidade/esclarecimento.

Fonte - O Dia

Outras informações

Segundo a Agência Brasil, a Anvisa reforçou que, no país, a importação de medicamentos sujeitos a controle especial sem registro no Brasil, por pessoa física, é possível por meio de pedido excepcional de importação para uso pessoal. “Havendo esse pedido formal, acompanhado de prescrição médica, laudo médico e termo de responsabilidade, a Anvisa analisará a possibilidade de autorizar a aquisição”.

O pedido de excepcionalidade é necessário porque medicamentos sem regulamentação no país não contam com dados de eficácia e segurança registrados. Nesse caso, cabe ao profissional médico a responsabilidade pela indicação do produto, especialmente na definição da dose e das formas de uso.

Para dar início ao pedido excepcional de importação para uso pessoal, é necessário enviar uma solicitação ao gabinete do diretor-presidente da agência e apresentar documentos como o laudo e a prescrição médica.

Repercussão 


Conforme mostrou O TEMPO no último domingo, um caso de sucesso do uso de canabidiol é da menina Anny Fischer, 6, primeira a conseguir a autorização da Anvisa para importar o remédio, em abril.

“A Anny nasceu com uma síndrome rara, a CDKL5 (causadora de epilepsia grave). Aos 45 dias de vida, teve sua primeira convulsão, e aí começou nossa luta. Tentamos tudo o que nos foi recomendado pelos médicos, mas nada adiantava. Ela tinha de 60 a 80 crises por semana, pesava menos de 12 kg e era uma boneca em cima de uma cama. Agora (depois de dez meses tomando o remédio), ela está ótima, com 17 kg, alegre, não teve mais crises”, contou Norberto Fischer, pai de Anny.

Pesquisas com a substância não são permitidas no país, mas os próprios pacientes relatam as melhoras.

Audiências - Na última segunda-feira, a Comissão de Direitos Humanos do Senado realizou uma audiência pública para discutir o marco legal do uso da maconha. O projeto é fruto de uma proposta popular e está sendo debatido com a sociedade desde o dia 2 de junho.

Na edição da última terça-feira, O TEMPO adiantou que o destino da proposta pode ser um plebiscito, segundo relatou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), após a segunda de quatro audiências públicas que o Senado promoverá para decidir o futuro do assunto. 


Uso legal

Discussão - A proposta de origem popular que prevê a descriminalização da maconha pode tornar-se um projeto de lei ou um plebiscito. O arquivamento da discussão foi descartado. 


Documentação

Para dar início a pedidos de medicamentos, é preciso:

Prescrição médica com o nome do paciente e do medicamento
Laudo e justificativa para uso de medicamento sem registro no país
Termo de responsabilidade do médico e paciente
Formulário de solicitação de importação


Fonte - O Tempo

Consumo de álcool associado à direção reduz 45%

Em sete anos, a frequência de adultos que dirigem após o consumo abusivo de álcool foi reduzida em 45%, segundo dados de um estudo do Ministério da Saúde, divulgado nessa segunda-feira (6). O índice passou de 2% em 2007, para 1,1% em 2013.

A redução mostra uma mudança significativa nos hábitos da população após a aprovação das duas edições da lei seca (2008-2012), tornando mais rígida a proibição do consumo de álcool associado à direção. Os dados são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde, que entrevistou 52,9 mil pessoas maiores de 18 anos durante o ano de 2013.

A coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, explica que a redução significativa pode ser atribuída ao rigor da legislação, implantada pelo governo federal. “Uma lei mais rígida mexe com o comportamento da população de todo o país”, destaca a coordenadora.

De acordo com o estudo, houve uma queda de 47% no consumo de bebidas alcoólicas entre os homens associado à direção. De 4,0% em 2007 para 2,1% em 2013. Já entre as mulheres, este percentual se manteve estável 0,3 no mesmo período. A pesquisa identificou também queda de 62% no consumo de álcool relacionado ao volante na faixa etária de 35 a 44 anos, passando de 2,1% para 0,8%.

Houve ainda uma redução no consumo de álcool quando se trata do número de anos de escolaridade. Entre pessoas com mais de 12 de escolaridade, a redução passou de 2.8% para 1.7%.

Os dados apontam ainda diminuição no consumo de álcool associado à direção entre os homens nos estados: Salvador, Maceió, Macapá, Porto Velho, Palmas e Belo Horizonte. E um aumento significativo entre as mulheres, de 0,1 para 0,4%; entre 2007 e 2013; em São Paulo. Já entre os homens, o consumo em São Paulo registrou 2.9%.

Foram encontradas também diferenças entre as regiões entre homens e mulheres. Na região Norte, a redução foi de 54% - passando de 2,2% para 1,0% - e no Nordeste de 50% - de 2,4% para 1,2%. Na região sul, a queda de consumo de álcool associado ao volante foi de 47% - de 2,1% para 1,1%; na região Centro-Oeste a diminuição foi de 40% - passando de 3,0% para 1,8% - e no Sudeste também foi 40%, de 1.5% para 0.9%.

Acidentes

Em 2012, 44.812 mil pessoas perderam a vida no trânsito. Essa violência reflete diretamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2013, foram registradas 169.869 mil internações no SUS relacionadas a acidentes de trânsito, o que representou um custo de mais de 229 milhões de reais.

Com o objetivo de reduzir as mortes e número de pessoas feridos em decorrência de acidentes no trânsito, em junho de 2010, o Ministério da Saúde implantou o Projeto Vida no Trânsito. Entre suas ações está a realização de campanhas educativas e a qualificação dos sistemas de informação sobre acidentes, feridos e vítimas fatais.

Com o banco de dados atualizado, os gestores de saúde podem identificar os fatores de risco e as vítimas mais vulneráveis nos respectivos municípios, assim como os locais onde o risco de acidente é maior. Desde a implantação do Vida no Trânsito, já foram liberados cerca de R$ 41,3 milhões para as atividades do projeto.

Lei Seca


Para inibir o consumo de bebidas alcoólicas antes de dirigir, em dezembro de 2012, o governo federal sancionou e tornou mais rígida a Lei 12.760, conhecida como Lei Seca. A medida autoriza o uso de testemunhos, exame clínico, imagens e vídeos como meios de provas para confirmar a embriaguez de motoristas.

Quem for pego dirigindo sob influência de álcool ou outra substância psicoativa terá a carteira de habilitação recolhida e o veículo retido. O motorista está sujeito à multa, no valor de R$ 1.915,40, e à suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O valor da multa dobrará em caso de reincidência.

Fonte - Portal da Saúde

Exercitar memória de curto prazo diminui contato de adolescentes com drogas


Adolescentes com forte memória de trabalho, ou seja, de curto prazo, têm mais probabilidades de prevenir o contato precoce com drogas, mesmo que tenham sido expostos a estas anteriormente. A conclusão é de um estudo feito por investigadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos.


A equipe, coordenada por Atika Khurana, avaliou quase 400 meninos e meninas de 11 a 13 anos em situação de risco. Eles foram acompanhados até ao final da adolescência.

Estudos anteriores já indicaram que, quando jovens experimentam drogas muito cedo, o risco de se tornarem dependentes no futuro é muito alto. Apesar disso, há os que deixam de usar a substância conforme envelhecem. Para os cientistas, a memória de curto prazo pode ser um fator que colabora para isso.


Para comprovar a tese, a equipe aplicou quatro diferentes testes de memória nas crianças e acompanhou a evolução dos participantes em relação ao uso de drogas. No fim, ficou claro que os jovens que apresentaram um bom desempenho nos testes foram os menos propensos a progredir no uso das substâncias.

A explicação, segundo os cientistas, é que regiões pré-frontais do cérebro, ligadas à atenção e à memória de curto prazo, são capazes de exercer controle sobre o comportamento impulsivo e a busca por recompensa imediata.

A descoberta aponta para novas abordagens para a prevenção do uso de drogas. O trabalho, publicado na revista Development and Psychopathology, sugere que um ambiente familiar com rotinas estruturadas e estimulação cognitiva pode fortalecer a memória de trabalho em crianças já a partir dos três anos. Para as mais velhas, a indicação é de atividade que estimulem a competência social e a resolução de problemas.

Fonte - University of Oregon

Família de Criciúma, no Sul, luta pela liberação de uso do canabidiol

Família de Criciúma, no Sul, luta pela liberação de uso do canabidiol
Coisas simples como sorrir, balbuciar sons e responder a estímulos visuais ou auditivos são uma conquista para uma menina de quatro anos em Criciúma, no Sul do Estado. Portadora de CDKL5, rara síndrome genética com apenas seis casos no Brasil, a menina luta contra crises convulsivas desde bebê.

Ela foi capaz de fazer coisas pela primeira vez recentemente, graças ao tratamento com a pasta de canabidiol (CBD). Antes, pouco se movia. Passava os dias deitada, com o olhar inexpressivo, e tinha de 20 a 30 crises convulsivas por semana. Aos dois anos, a menina chegou a sofrer de 15 a 20 crises por dia.

— Ela ficava como uma bonequinha de pano, com o olhar perdido. Nos primeiros dias que a gente começou a dar o CBD ela apresentou melhora. Vai fazer quatro meses que ela está usando e chegou a ter um período de 30 dias sem crise. No último mês, teve apenas quatro ou cinco — conta o pai, cujo nome foi omitido pela reportagem para preservar a família.

Menina tem melhora com o tratamento

Além da visível melhora, ela deixa de depender de medicações que provocavam efeitos colaterais. Foi por meio de uma rede online, que une pais de crianças com CDKL5, que o canabidiol se tornou alternativa para Natália, no final do ano passado. Antes, já haviam tentado todos os anticonvulsivantes disponíveis, sem melhora no quadro.

Empolgados com a resposta ao tratamento com outras crianças, a família decidiu adquirir o canabidiol. Embora tenha a prescrição do pediatra da menina, falta parte da documentação necessária. O pai decidiu pedir ajuda a um amigo para conseguir a pasta, que nos Estados Unidos é vendida como suplemento alimentar e custa cerca de US$ 500 a unidade.

— O pediatra até prescreveu o CBD, mas não forneceu o laudo e a responsabilidade técnica, esse é o problema — diz o pai.

A ideia é comprovar a melhora por meio de exames para conseguir o aval dos médicos, levantar a documentação e importar o canabidiol legalmente.
 
Fonte - Diáriocatarinense