Carregando...aguarde, por favor.

"Enquanto que a abstinência é o princípio, nossa única esperança
de recuperação é uma mudança de fundo emocional e espiritual."

Preloader
Mais 24 Hrs

Anvisa aprova 113 pedidos excepcionais de uso de canabidiol

Anvisa aprova 113 pedidos excepcionais de uso de canabidiol

Pesquisadores têm apontado efeitos positivos do uso do derivado da maconha em pacientes com mal de Parkinson
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu desde abril deste ano 167 pedidos excepcionais de importação do canabidiol (CDB), substância derivada da maconha, para uso pessoal. Segundo a agência, o prazo para a liberação tem sido em média de uma semana.

Segundo a Anvisa, 113 pedidos foram aprovados, dez aguardam o cumprimento de exigência pelos interessados e 39 estão sob análise na área técnica. Outros quatro pedidos foram arquivados por interesse da família ou por falecimento do paciente.

Pesquisadores têm apontado efeitos positivos no uso do canabidiol em pacientes com mal de Parkinson, ansiedade, esquizofrenia e alguns transtornos de sono, entre outras doenças. No entanto, segundo a Anvisa, a substância nunca vem pura. Normalmente ela vem com uma pequena porcentagem de THC, substância proibida no Brasil, pois está na a Lista F2 da Portaria 344/1998, do Ministério da Saúde, que trata de psicotrópicos.

Além disso, o canabidiol não tem eficácia e segurança registrados na Anvisa, o que é necessário para a comercialização de medicamentos no país. Por esses motivos, os pacientes que querem usar a substância precisam fazer esse pedido excepcional.

O uso medicinal do CDB passou a ser discutido nacionalmente depois que Katiele Fischer foi a justiça pedindo autorização para usar o medicamento na filha Anny, de 6 anos. Segundo a mãe, Anny tinha até 80 crises convulsivas por semana, e depois que passou a usar o canabidiol esses eventos pararam de acontecer.

A diretoria colegiada da Anvisa chegou a discutir a possibilidade de permitir o uso controlado do CDB no Brasil, porém, ainda não houve decisão a respeito.

Para se solicitar a autorização excepcional para a importação de produto à base de canabidiol, o solicitante deve preencher um formulário específico, encontrado no site da Anvisa, e juntá-lo ao laudo médico, à prescrição e ao termo de responsabilidade/esclarecimento.

Fonte - O Dia

Outras informações

Segundo a Agência Brasil, a Anvisa reforçou que, no país, a importação de medicamentos sujeitos a controle especial sem registro no Brasil, por pessoa física, é possível por meio de pedido excepcional de importação para uso pessoal. “Havendo esse pedido formal, acompanhado de prescrição médica, laudo médico e termo de responsabilidade, a Anvisa analisará a possibilidade de autorizar a aquisição”.

O pedido de excepcionalidade é necessário porque medicamentos sem regulamentação no país não contam com dados de eficácia e segurança registrados. Nesse caso, cabe ao profissional médico a responsabilidade pela indicação do produto, especialmente na definição da dose e das formas de uso.

Para dar início ao pedido excepcional de importação para uso pessoal, é necessário enviar uma solicitação ao gabinete do diretor-presidente da agência e apresentar documentos como o laudo e a prescrição médica.

Repercussão 


Conforme mostrou O TEMPO no último domingo, um caso de sucesso do uso de canabidiol é da menina Anny Fischer, 6, primeira a conseguir a autorização da Anvisa para importar o remédio, em abril.

“A Anny nasceu com uma síndrome rara, a CDKL5 (causadora de epilepsia grave). Aos 45 dias de vida, teve sua primeira convulsão, e aí começou nossa luta. Tentamos tudo o que nos foi recomendado pelos médicos, mas nada adiantava. Ela tinha de 60 a 80 crises por semana, pesava menos de 12 kg e era uma boneca em cima de uma cama. Agora (depois de dez meses tomando o remédio), ela está ótima, com 17 kg, alegre, não teve mais crises”, contou Norberto Fischer, pai de Anny.

Pesquisas com a substância não são permitidas no país, mas os próprios pacientes relatam as melhoras.

Audiências - Na última segunda-feira, a Comissão de Direitos Humanos do Senado realizou uma audiência pública para discutir o marco legal do uso da maconha. O projeto é fruto de uma proposta popular e está sendo debatido com a sociedade desde o dia 2 de junho.

Na edição da última terça-feira, O TEMPO adiantou que o destino da proposta pode ser um plebiscito, segundo relatou o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), após a segunda de quatro audiências públicas que o Senado promoverá para decidir o futuro do assunto. 


Uso legal

Discussão - A proposta de origem popular que prevê a descriminalização da maconha pode tornar-se um projeto de lei ou um plebiscito. O arquivamento da discussão foi descartado. 


Documentação

Para dar início a pedidos de medicamentos, é preciso:

Prescrição médica com o nome do paciente e do medicamento
Laudo e justificativa para uso de medicamento sem registro no país
Termo de responsabilidade do médico e paciente
Formulário de solicitação de importação


Fonte - O Tempo

Consumo de álcool associado à direção reduz 45%

Em sete anos, a frequência de adultos que dirigem após o consumo abusivo de álcool foi reduzida em 45%, segundo dados de um estudo do Ministério da Saúde, divulgado nessa segunda-feira (6). O índice passou de 2% em 2007, para 1,1% em 2013.

A redução mostra uma mudança significativa nos hábitos da população após a aprovação das duas edições da lei seca (2008-2012), tornando mais rígida a proibição do consumo de álcool associado à direção. Os dados são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde, que entrevistou 52,9 mil pessoas maiores de 18 anos durante o ano de 2013.

A coordenadora de Vigilância de Agravos e Doenças Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Deborah Malta, explica que a redução significativa pode ser atribuída ao rigor da legislação, implantada pelo governo federal. “Uma lei mais rígida mexe com o comportamento da população de todo o país”, destaca a coordenadora.

De acordo com o estudo, houve uma queda de 47% no consumo de bebidas alcoólicas entre os homens associado à direção. De 4,0% em 2007 para 2,1% em 2013. Já entre as mulheres, este percentual se manteve estável 0,3 no mesmo período. A pesquisa identificou também queda de 62% no consumo de álcool relacionado ao volante na faixa etária de 35 a 44 anos, passando de 2,1% para 0,8%.

Houve ainda uma redução no consumo de álcool quando se trata do número de anos de escolaridade. Entre pessoas com mais de 12 de escolaridade, a redução passou de 2.8% para 1.7%.

Os dados apontam ainda diminuição no consumo de álcool associado à direção entre os homens nos estados: Salvador, Maceió, Macapá, Porto Velho, Palmas e Belo Horizonte. E um aumento significativo entre as mulheres, de 0,1 para 0,4%; entre 2007 e 2013; em São Paulo. Já entre os homens, o consumo em São Paulo registrou 2.9%.

Foram encontradas também diferenças entre as regiões entre homens e mulheres. Na região Norte, a redução foi de 54% - passando de 2,2% para 1,0% - e no Nordeste de 50% - de 2,4% para 1,2%. Na região sul, a queda de consumo de álcool associado ao volante foi de 47% - de 2,1% para 1,1%; na região Centro-Oeste a diminuição foi de 40% - passando de 3,0% para 1,8% - e no Sudeste também foi 40%, de 1.5% para 0.9%.

Acidentes

Em 2012, 44.812 mil pessoas perderam a vida no trânsito. Essa violência reflete diretamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2013, foram registradas 169.869 mil internações no SUS relacionadas a acidentes de trânsito, o que representou um custo de mais de 229 milhões de reais.

Com o objetivo de reduzir as mortes e número de pessoas feridos em decorrência de acidentes no trânsito, em junho de 2010, o Ministério da Saúde implantou o Projeto Vida no Trânsito. Entre suas ações está a realização de campanhas educativas e a qualificação dos sistemas de informação sobre acidentes, feridos e vítimas fatais.

Com o banco de dados atualizado, os gestores de saúde podem identificar os fatores de risco e as vítimas mais vulneráveis nos respectivos municípios, assim como os locais onde o risco de acidente é maior. Desde a implantação do Vida no Trânsito, já foram liberados cerca de R$ 41,3 milhões para as atividades do projeto.

Lei Seca


Para inibir o consumo de bebidas alcoólicas antes de dirigir, em dezembro de 2012, o governo federal sancionou e tornou mais rígida a Lei 12.760, conhecida como Lei Seca. A medida autoriza o uso de testemunhos, exame clínico, imagens e vídeos como meios de provas para confirmar a embriaguez de motoristas.

Quem for pego dirigindo sob influência de álcool ou outra substância psicoativa terá a carteira de habilitação recolhida e o veículo retido. O motorista está sujeito à multa, no valor de R$ 1.915,40, e à suspensão do direito de dirigir por 12 meses. O valor da multa dobrará em caso de reincidência.

Fonte - Portal da Saúde

Exercitar memória de curto prazo diminui contato de adolescentes com drogas


Adolescentes com forte memória de trabalho, ou seja, de curto prazo, têm mais probabilidades de prevenir o contato precoce com drogas, mesmo que tenham sido expostos a estas anteriormente. A conclusão é de um estudo feito por investigadores da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos.


A equipe, coordenada por Atika Khurana, avaliou quase 400 meninos e meninas de 11 a 13 anos em situação de risco. Eles foram acompanhados até ao final da adolescência.

Estudos anteriores já indicaram que, quando jovens experimentam drogas muito cedo, o risco de se tornarem dependentes no futuro é muito alto. Apesar disso, há os que deixam de usar a substância conforme envelhecem. Para os cientistas, a memória de curto prazo pode ser um fator que colabora para isso.


Para comprovar a tese, a equipe aplicou quatro diferentes testes de memória nas crianças e acompanhou a evolução dos participantes em relação ao uso de drogas. No fim, ficou claro que os jovens que apresentaram um bom desempenho nos testes foram os menos propensos a progredir no uso das substâncias.

A explicação, segundo os cientistas, é que regiões pré-frontais do cérebro, ligadas à atenção e à memória de curto prazo, são capazes de exercer controle sobre o comportamento impulsivo e a busca por recompensa imediata.

A descoberta aponta para novas abordagens para a prevenção do uso de drogas. O trabalho, publicado na revista Development and Psychopathology, sugere que um ambiente familiar com rotinas estruturadas e estimulação cognitiva pode fortalecer a memória de trabalho em crianças já a partir dos três anos. Para as mais velhas, a indicação é de atividade que estimulem a competência social e a resolução de problemas.

Fonte - University of Oregon

Família de Criciúma, no Sul, luta pela liberação de uso do canabidiol

Família de Criciúma, no Sul, luta pela liberação de uso do canabidiol
Coisas simples como sorrir, balbuciar sons e responder a estímulos visuais ou auditivos são uma conquista para uma menina de quatro anos em Criciúma, no Sul do Estado. Portadora de CDKL5, rara síndrome genética com apenas seis casos no Brasil, a menina luta contra crises convulsivas desde bebê.

Ela foi capaz de fazer coisas pela primeira vez recentemente, graças ao tratamento com a pasta de canabidiol (CBD). Antes, pouco se movia. Passava os dias deitada, com o olhar inexpressivo, e tinha de 20 a 30 crises convulsivas por semana. Aos dois anos, a menina chegou a sofrer de 15 a 20 crises por dia.

— Ela ficava como uma bonequinha de pano, com o olhar perdido. Nos primeiros dias que a gente começou a dar o CBD ela apresentou melhora. Vai fazer quatro meses que ela está usando e chegou a ter um período de 30 dias sem crise. No último mês, teve apenas quatro ou cinco — conta o pai, cujo nome foi omitido pela reportagem para preservar a família.

Menina tem melhora com o tratamento

Além da visível melhora, ela deixa de depender de medicações que provocavam efeitos colaterais. Foi por meio de uma rede online, que une pais de crianças com CDKL5, que o canabidiol se tornou alternativa para Natália, no final do ano passado. Antes, já haviam tentado todos os anticonvulsivantes disponíveis, sem melhora no quadro.

Empolgados com a resposta ao tratamento com outras crianças, a família decidiu adquirir o canabidiol. Embora tenha a prescrição do pediatra da menina, falta parte da documentação necessária. O pai decidiu pedir ajuda a um amigo para conseguir a pasta, que nos Estados Unidos é vendida como suplemento alimentar e custa cerca de US$ 500 a unidade.

— O pediatra até prescreveu o CBD, mas não forneceu o laudo e a responsabilidade técnica, esse é o problema — diz o pai.

A ideia é comprovar a melhora por meio de exames para conseguir o aval dos médicos, levantar a documentação e importar o canabidiol legalmente.
 
Fonte - Diáriocatarinense

Estudo americano aponta círculo vicioso em quem fuma maconha

Estudo americano aponta círculo vicioso em quem fuma maconha
Segundo o estudo, os jovens que usam maconha frequentemente experimentam um aumento de sensação negativa nas 24 horas anteriores ao uso. Nesse sentido,
fumar maconha como uma técnica de enfrentamento de situações problemáticas pode tornar mais complexo e real o cenário de um círculo vicioso.

Para o estudo, foram recrutadas 40 pessoas, com idades entre 15 e 24 anos, que usaram maconha pelo menos duas vezes por semana, embora sua média tenha sido de 9,7 vezes por semana. Elas foram treinadas para usar um computador de mão que lhes assinalava em um horário aleatório dentro de intervalos de três horas (quatro a seis vezes por dia) durante duas semanas. A cada sinal, os participantes foram questionados sobre humor, se estavam acompanhados, disponibilidade de maconha e uso recente da droga. Os participantes também foram solicitados a relatar imediatamente sobre qualquer uso de maconha. Eles completaram mais de 3.600 relatórios.

Resultado

Os pesquisadores descobriram que o afeto negativo aumentou significativamente durante as 24 horas anteriores ao uso da maconha em comparação a outros períodos. No entanto, a sensação de afeto positivo não variou no período antecedente ao uso da maconha em comparação a outras épocas.

O estudo conseguiu coletar os dados em tempo real para avaliar o humor em comparação ao uso de maconha. Por fim, indica-se aos médicos e conselheiros que ajudem seus pacientes a identificar padrões de sentimentos negativos e implementar estratégias de regulação de humor para substituir o uso da maconha.

Fonte - Medical News Today (adaptado)

Maconha diminui chances de jovem terminar os estudos

Maconha diminui chances de jovem terminar os estudos
Adolescentes que fumam maconha com frequência têm menos chances de concluir os estudos na escola e de conseguir um diploma no ensino superior do que jovens que não são usuários da droga.É o que descobriram pesquisadores após analisarem os resultados de pesquisas feitas anteriormente sobre o assunto.


O trabalho ainda indicou que o uso da maconha aumenta em até oito vezes as chances de os adolescentes consumirem outras drogas ilícitas nos anos seguintes.A nova pesquisa, feita por especialistas da Austrália e Nova Zelândia, se baseou nos dados de 3765 pessoas que fumavam maconha e que fizeram parte de três estudos científicos sobre os impactos da droga na adolescência.Segundo a análise, publicada nesta terça-feira no The Lancet Psychiatry, fumar maconha todos os dias antes dos 17 anos diminui em até 60% as chances de o adolescente concluir os estudos em comparação com nunca ter usado a droga.

O estudo fornece uma evidência consistente de que prevenir ou postergar o uso de maconha pode promover amplos benefícios sociais e de saúde, diz o coordenador da pesquisa, professor do Centro Nacional de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade de New South Wales, na Austrália. Iniciativas para reformular leis sobre o uso de maconha devem ser avaliadas cuidadosamente para garantir que o uso da droga entre adolescentes diminua.

Fonte - odebate.com.br (adaptado)