• Maconha faz mal?

    Saiba mais sobre a fundamentação científica acerca dos efeitos da maconha sobre o organismo.

Dependência Química - Sintomas / Sinais

Dependência Química - Sintomas / Sinais

Toda a doença, em geral tem sintomas, ou sinais. Na verdade a DQ, não é ainda, identificável (existem estudos através do DNA) até ser manifestada, por alguns sinais, digamos assim.

Definições

O termo adicção, é usado em N.A. (Narcóticos Anônimos), e define, ser dependente de, ou escravo de. É um termo, que não deve ser levado, ao pé da letra, em minha opinião, visto que, o DQ (Dependente Químico) após estar "limpo", e em recuperação, não é mais pela lógica um escravo. Ou é ? Bem, não, e sim. Todos nós seres humanos, somos dependentes de algo, o que nos difere, é como lidamos com isso, e se isto afeta nossa vidas. Dependemos de água, de comida...Dependemos de amor, de carinho, de estar com outros iguais...Dependemos de um trabalho, respirar... Dependências óbvias, opcionais, ou necessárias...mas são, a priori, dependências. O termo adicto, generaliza, vários tipos de dependências, álcool, drogas ilegais, drogas medicamentosas, jogo, sexo, comida, dentre outros. Existem irmandades para NA (Neuróticos Anônimos), Dependentes de Tabaco, Jogadores Compulsivos, e outros.

O termo alcoólatra, ou alcoólico, é usado em A.A. Define mais exclusivamente o dependente de álcool.

O termo dependente químico, é usado de forma genérica, por vários segmentos, e mormente no meio médico especializado. Não define só, a dependência de drogas ilegais, ou álcool, mas também de drogas medicamentosas.  


Veja: Dependência Química - Definição
 

Nomes e definições, porque e para que ?

Importante é, quando nos identificamos com algo, isto pra todo o ser humano. Pessoas que gostam de música clássica por exemplo, dificilmente se "identificam", em uma roda de pagode. Não é ? Assim, adictos, alcoólicos, ou DQ's, quando reunidos em grupos de mútua ajuda, irão com certeza identificar-se, uns com os outros, criando vínculos, amizades. Também deve se salientar, que de acordo com o que a experiência nos mostra através dos anos, não é algo que deva  ser exposto a todos e a toda hora. Ou seja, no final, acabamos que por não pensar nisto, nestes termos, exceto quando vamos a reuniões, ou quando somos questionados, mas ainda aí, deve se ponderar, se a pergunta feita merece ou pode ser respondida ou não, afinal, é algo pessoal. Exemplo, em uma entrevista de emprego, caso o entrevistador, não pergunte, ou não toque no assunto, nada deve ser dito. Caso ele pergunte, aí sim pode ser respondido, com tranquilidade e honestidade, a honestidade é “imposta” por nossa espiritualidade, e a tranquilidade, pelo fato de estarmos em recuperação (limpos).

Ainda nisto pode-se ver que,nem todo adicto, usará drogas. Como ? Sim, muitos manifestam sua adicção de outra forma. Por exemplo, como citado acima, há pessoas dependentes do jogo. E é uma adicção que pode destruir tanto quanto as drogas ou o álcool, porém por outras formas. Mas aí então, o termo Dependente Químico, é talvez errado, ainda que a pessoa possa o ser. Caberia aí o adicto, que define de uma maneira mais generalizada. Em A.A. (Alcoólicos Anônimos) por exemplo, os membros desta irmandade, em sua maioria, definem-se como alcoólatras, ou alcoólicos, em recuperação.

Características da doença

Uma característica básica, da dependência por drogas ou álcool é a que, todos os dependentes químicos tem tolerância, às substancias psico-ativas, inclusive o álcool. Quem não tem tolerância não é dependente químico. Vamos a explicação lógica: Muitas pessoas, bebem um drinque, ou dois, nos fins de semana, um copo de vinho ao dia, ou duas cervejas no sábado. E fazem isto, por toda a vida. Como podem ? Bem, elas não tem tolerância ao álcool, não são DQ’s. O que é a tolerância ? É a medida da satisfação, ou seja, 1 ou 2 cervejas bastam, 3 ou 4 já deixam o indivíduo "tonto", causando a sensação de "alegria". Esta medida, vai se repetir, por toda a vida daqueles que não tem tolerância a bebida/drogas. Aqueles que tem a tolerância, ocorre o contrário: no início, é a mesma medida, 3 ou 4 cervejas, satisfazem. Com o tempo, para atingir o mesmo nível de satisfação inicial, este indivíduo irá tomar 5, ou 6. Depois 7, ou 8. Consequentemente, ao invés de 2 ou 3 doses, com o tempo, uma garrafa de destilado. Conjuntamente, a tolerância vem acompanhada da compulsão ( basicamente é a incapacidade de parar de usar ou beber enquanto: não terminar a substância ou a pessoa "apagar", a necessidade de "usar/beber" mais ). Esta, é a dependencia química, que daí por diante, revelará as demais características, as comportamentais, e emocionais. É uma doença biológica (tolerância) psicológica (compulsão), social (comportamentos) e espiritual (ausência de Deus, e egocentrismo).

O jogador compulsivo, ou adicto pelo jogo, não tem ou não se manifesta a tolerância, pela ausência da substancia em si, mas sim, a compulsividade, que também é parte da doença. O jogador, sente um prazer parecido com o das drogas, quando está jogando, e a mesma depressão e necessidade ou fissura, pelo jogo, quando não o tem. As demais características, sociais e espirituais, estão presentes.

Ainda, existem os usuários abusivos, ou seja, que não são portadores da dependência química, não possuem tolerância às substâncias de um modo geral, mas usam de forma abusiva por determinados períodos, causando grandes estragos em suas vidas pessoais, e possivelmente lhes trazendo consequências sérias, devido a ações praticadas pela perda da "consciência ou razão" quando sob efeito.

Sinais do uso de drogas

 
Partindo então para os sinais, estes agora são notados da seguinte forma, no dia a dia e com o passar do tempo:
 

Características advindas da doença: (biológica – psicológica – social - espiritual).
Drogas/Exemplos relacionadas (os) abaixo: (crack-cocaína-álcool-maconha).

Embriagues rotineira, incapacidade de parar de beber numa roda de amigos enquanto não ficar parcial ou completamente embriagado. Droga envolvida: Álcool. Características principais: Biológica - Necessidade da droga, tolerância. Psicológica - Compulsão, incapacidade de “parar”.

Apatia quanto ao que acontece ao redor. Droga envolvida: Todas. Características principais: Psicológica – Depressão. Espiritual – Ausência de Deus.

Faltas ao trabalho. Droga envolvida: Todas. Características principais: Biológica – Mal estar. Psicológica – Medo. Social – Irresponsabilidade, perda do senso de responsabilidade.

Venda de objetos.  Droga envolvida: Principais causadoras: Crack e Cocaína. Características principais: Biológica - Necessidade da droga. Psicológica – Compulsão, Necessidade de usar, incapacidade de raciocínio, desvios severos no caráter e razão advindos da DQ e suas consequências. Social – Falta de senso quanto a regras e leis.

Quando todos estão errados, "eu estou certo".  Droga envolvida: Todas. Características principais: Psicológica – Inabilidade de lidar com o "não", com os sentimentos e problemas cotidianos. Espiritual – Egocentrismo e Ausência de Deus.

Sono de mais.  Droga envolvida: Álcool e Maconha. Características principais: Biológica – Efeitos Toxicológicos

Tremores inexplicáveis Droga envolvida: Álcool. Características principais: Biológica – Efeitos Toxicológicos. (Ressaltando, que a dependência física ou biológica do álcool, é comparada por muitos à dependência por heroína)

Falta de apetite.  Droga envolvida: Álcool, Crack e Cocaína. Características principais: Biológica – Efeitos Toxicológicos, Crack e Cocaína são extremamentes inibidores do apetite. 


Aumento inexplicável do apetite Droga envolvida: Maconha. Característica: Sensação de "fome", ou vazio no estômago.

Lembrando, que estas, são apenas definições básicas. Não deve se concluir, apenas em uma primeira observação, ou somente com um destes sintomas, para não chegar a  conclusões precipitadas. Estas características, ou sintomas, podem estar relacionados com outros fatos, ou doenças. A observação por um maior período de tempo, e uma possível abordagem, poderá levar a uma conclusão mais acertada.


Autor -Mais 24 Hrs
Mais 24 Hrs de Paz e Serenidade

10 Passos para o Sucesso

10 Passos para o Sucesso

  1. Lembre-se: Tudo o que você quer, existe.
  2. Tudo lhe é dado de acordo com seus pensamentos.
  3. Por isso: Crie na mente o que você quer que aconteça.
  4. Expresse o seu desejo positivamente.
  5. Especifique bem o que você quer, determinando claramente os seus objetivos.
  6. Peça ardentemente, colocando nisso todo seu sentimento.
  7. Mentalize repetidamente, com muita insistência.
  8. Mentalize em relax, antes de dormir, ou acordar.
  9. Você obterá o que pede no tempo certo: mantenha confiança e paz de espírito.
  10. Agradeça antecipadamente, como quem sabe que já alcançou o que pede, lembrando-se da palavra do mestre:

    “Tudo que pedires na oração, crendo que já o tendes alcançado, alcançareis”. (Mc 11,24)

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    Considerações Sobre a Maconha II - Maconha, qual é o risco?

    Considerações Sobre a Maconha II - Maconha, qual é o risco?

    Por Fernando Falabella T. de Lima


    Nos últimos meses, muito se tem falado a respeito do uso de drogas. Esta discussão pode ser muito esclarecedora e, portanto, importante para a comunidade, servindo como um alerta. Contudo, a maconha vem sendo colocada de maneira comparativa a outras drogas (inclusive lícitas) como menos grave. Este texto tem como objetivo aprofundar esse assunto, de forma clara e sem preconceitos.
    Toda a discussão que está sendo ventilada pela mídia compara tipos diferentes de drogas psicotrópicas, que nem ao menos pertencem ao mesmo grupo. Por exemplo: enquanto a maconha é uma droga perturbadora do sistema nervoso central, o álcool é uma depressora, e a nicotina, contida nos cigarros, é estimulante. Será que podemos comparar coisas que causam efeitos tão diferentes sobre o organismo? A resposta é difícil: podemos estabelecer as comparações, mas temos que estar atentos para todas as nuances desta discussão. Não estamos falando da mesma "família" de drogas, cada uma possui as suas especificidades.
    Maconha, qual é o risco? http://www.projetovidaitapema.org.br/
    Sendo a maconha uma droga perturbadora do sistema nervoso central, conforme a quantidade e pureza, podemos observar efeitos alucinatórios em seus usuários. Neste ponto, temos que avaliar que, quando fumada em cigarros, os ditos baseados, a droga é obtida a partir de uma planta, a "cannabis". É lógico que sua concentração será diferente de uma planta para outra. A substância química que tem o "poder" de causar alucinações, presente na maconha, chama-se THC (Tetra-Hidro-Canabinol), e nem sempre tem o mesmo efeito em todas as pessoas. Parte dos usuários não apresentam fortes alucinações, como ocorre por exemplo, com outros alucinógenos, como o LSD.

    Porém, os debates nacionais não vêm discutindo com seriedade o uso de drogas, ante a importância do papel que representa em nossa cultura. Estamos vivendo numa sociedade bastante permissiva ao uso da maconha. Essa "cultura pró-maconha", muitas vezes justifica-se sob o argumento de que há drogas legalizadas que são "piores", como o álcool. Isso pode ser verdade, contudo, não podemos achar que o uso contínuo deste alucinógeno não cause problemas.
    Um dos efeitos mais sérios e comuns do uso da maconha é a desorientação espaço-temporal. A pessoa, sob efeito da droga, pode perder a noção de tempo e espaço, confundindo por exemplo, uma hora com dez minutos, ou dez metros com dois. Este fato é extremamente perigoso, se pensarmos que se pode estar operando uma máquina perigosa ou dirigindo um automóvel, logo colocando em risco a própria saúde e a dos outros.
    Outro detalhe, não menos importante, é a dificuldade de concentração e memória que o usuário pode sofrer. Evidentemente, este efeito vai interferir no rendimento escolar e na produtividade deste indivíduo. Assim, um dos modos de se observar se um parente ou alguém próximo está usando drogas, é estar atento para as bruscas alterações de padrão de produtividade nos estudos ou no trabalho. É verdade que muitos conseguem permanecer longos anos usando maconha, sem ter nenhum tipo de "perda".
    Há ainda um aspecto que poucos conhecem sobre as drogas alucinógenas. Como o nome diz, elas podem induzir estados de alucinações, muito próximos dos estados considerados, vulgarmente, como "loucura". Caso a pessoa tenha um predisposição para algum tipo de distúrbio psicótico, o uso de maconha pode "empurrar" a pessoa para esta "loucura" e não ter a oportunidade de volta, passado o efeito. Assim, algumas pessoas podem entrar num quadro de "psicose canábica".
    A maconha, por ser "fumada", pode causar, desde irritações das vias aéreas até, em alguns casos, risco de tumores. O "cigarro" de maconha, o baseado, não possui filtro, como os cigarros comuns; além disso, a droga não recebe nenhum tipo de tratamento químico, tendo assim muitas impurezas, como fungos, que facilitam estas complicações...
    Não há dúvida de que o usuário de maconha não seja necessariamente um marginal. Assim, mais do que ser preso, ele pode estar precisando de tratamento e orientação. Antes de discutirmos a legalização, nosso País precisa ter um sistema de saúde que tenha condições de auxiliar os dependentes de drogas. Precisamos de leitos para internação em casos extremos, por exemplo. Enfim, o debate é fundamental, para que a sociedade esteja informada sobre os riscos da maconha e passe a tratá-la com a seriedade que necessita. Certamente, não estamos falando de uma "bomba nuclear" mas, não podemos perder o "respeito", pois os problemas decorrentes de seu uso são evidentes e comprovados.
    Certamente, as questões relacionadas ao uso de entorpecentes são polêmicas. Não há dúvida de que fazem mal à saúde. Para superarmos a "cultura pró-maconha", é preciso discutir, informar. Essa é uma tarefa que deve ser feita, claro, pela família; assim como pelas empresas, pelas escolas (públicas e particulares), pois certamente, a desinformação tem que ser combatida. É fundamental trabalharmos na prevenção, que ainda é, sem sombra de dúvida, o melhor caminho!!!
    Esse artigo foi gentilmente cedido pelo Dr. Fernando Falabella Tavares de Lima
    Contato:
    Fernando Falabella Tavares de Lima
    Fone/fax: (011) 30223058 30231192
    São Paulo/SP
    http://www.drogas.psc.br/artigos.htm
    fernando@drogas.psc.br


    Mais 24 Hrs de Paz e Serenidade

    Como administrar a compulsão

    Como administrar a compulsão 

    É preferível encarar seus problemas de frente, sem bloqueá-los da sua consciência.


    Compulsão (dicionário Webster): impulso irresistível de realizar um ato irracional, execução esta que tende a perturbar um neurótico, mas não um psicótico.
    Compulsivo: (dicionário Webster): conduzido à força, poder ou necessidade.
    Do latim: Com (junto) + Pellere (impelir, empurrar)

    Como administrar a compulsão - http://www.mais24hrs.blogspot.com.br
    A compulsão é a necessidade de fazer algo mesmo que pareça desnecessário ou prejudicial.
    Costumamos associar as seguintes crenças às compulsões:  “Tenho de fazê-lo porque não confio em mim”.  “Se não fizer, não existo.” A compulsão nos faz sentir vulneráveis, fracos. Ela nos faz repetir um comportamento indesejado, contra a nossa vontade. Mesmo que, conscientemente, já decidimos mudar, ou não praticar mais aquele ato, a compulsão nos impele a repeti-lo. É uma escravidão! Isto nos causa a impressão de que somos controlados pelos alimentos, drogas, fumo, álcool, jogo, sexo, chocolate, etc... É a ambivalência: queremos e não queremos mudar! Duas forças antagônicas dentro de nós. Que sofrimento! Ao mesmo tempo que queremos parar de fazer algo, o fazemos. Esse antagonismo abala nossa auto-estima. Dessa ambivalência advém os sentimentos de vergonha, raiva, preconceito, ignorância, etc... Sentimentos esses que só atrapalham e são responsáveis pela continuidade da compulsão.

    A compulsão é um mecanismo de defesa do organismo. Quando estamos estressados e não nos conscientizamos desses sentimentos/emoções estressantes, costumamos buscar a liberação da pressão interna. Buscamos o alívio através de comportamentos/hábitos compulsivos. A compulsão acaba sendo a válvula de escape para o estresse interno. Por isso, a importância em prestar atenção em nossos sentimentos, emoções, cansaço, etc... para que esse mecanismo da compulsão não nos leve a fazer algo que não queremos, que já decidimos não fazer mais. Se comemos ou usamos drogas para aliviar algum tipo de estresse ou emoção (tédio, aborrecimento, ansiedade, cansaço, solidão, medo, angústia, covardia, alegria, etc..), tendemos a utilizá-los como prêmios. Resulta desse comportamento, uma gratificação, um alívio, que fica registrado em memória celular no cérebro. Toda vez que nos sentirmos estressados, nosso próprio organismo nos lembrará do alívio, da “solução”.

    Como mudar um comportamento?
    Quando acreditamos que podemos mudar, que temos o controle e os recursos necessários para tanto.  Para isso, é fundamental, primeiro, identificar que tipo de situação dispara o comer, o beber, o fumar, ou o usar drogas compulsivamente. Se queremos mudar determinado comportamento/hábito, se queremos reprogramá-lo, é porque estamos insatisfeitos com ele.

    Como reprogramar um novo hábito?
    - Assuma a responsabilidade por seus atos. Em momento algum abra mão de seu livre-arbítrio. O controle está em suas mãos.
    - Admita que você é o responsável por seus atos, para ter uma posição forte, de poder.
    - Dispense justificativas e desculpas que o impedem de alcançar a mudança tão desejada. Justificativas mais comuns como: “Não consigo parar de usar drogas, porque...” .   Livre-se delas!
    - Comece a sentir o que você vem tentando evitar há tantos anos. Lembre-se de que não é possível sentir-se bem o tempo todo. Suas emoções negativas têm um propósito de existir. Elas o impulsionam a mudar.  O risco é negar as emoções e usar o alimento ou a droga como alívio. Isso cria um círculo vicioso indesejável: a compulsão torna-se uma rotina.
    - Faça uma pausa e reflita:  Suas crenças têm efeito direito sobre sua saúde? Avalie se alguma crença está intensificando algum conflito interno.
    - Aprenda a ouvir seu corpo. Conecte-se com o seu corpo: fique atento as suas sensações físicas (fome, sede, dor, relaxamento, vontades, necessidades,etc...)
    - Para que você aprenda a se controlar, é preciso se conhecer. Busque o autoconhecimento. Busque ajuda especializada. Busque grupos de auto-ajuda. Há vários à disposição. No C.E. A Caminho da Luz temos os grupos de auto-ajuda para dependentes químicos e co-dependentes (familiares). Acredite que é possível e AJA!
    Anete de L. Blefari - abril.2006

    Outros:

    Prazer compulsivo

    Drauzio Varella
    Para o cérebro, toda recompensa é bem-vinda, venha ela de uma droga ilícita ou da experiência vivida. Sempre que os neurônios dos centros encarregados de reconhecer recompensas são estimulados repetidamente por substâncias químicas ou vivências que confiram sensação de prazer, existe risco de um cérebro vulnerável ficar dependente delas e desenvolver uma compulsão. Por isso, tanta gente bebe, fuma, cheira cocaína, perde casa em jogo de baralho, come demais, faz sexo sem parar, compra o que não pode pagar e levanta peso compulsivamente nas academias.
    A palavra dependência vem sempre associada às drogas químicas, ao desespero do dependente para consegui-las, ao aumento da tolerância às doses crescentes e à crise de abstinência provocada pela ausência delas na circulação. A tríade compulsão-tolerância-abstinência, no entanto, não é obrigatória mesmo no caso de substâncias dotadas de alto poder de adição.
    A cocaína, por exemplo, droga de uso altamente compulsivo, causa síndromes de abstinência relativamente discretas, desde que o usuário não entre em contato com a droga ou com alguém sob o efeito dela. Apesar de causar dependência, a maconha muitas vezes é consumida esporadicamente, sem que o usuário apresente crises de abstinência dignas de nota. Doentes que tomam morfina para combater dores fortes, em menos de 3% dos casos, desenvolvem obsessão pelo medicamento quando as dores param.
    Toda vez que o cérebro é submetido a estímulos repetitivos carregados de conteúdo emocional, os circuitos de neurônios envolvidos em sua condução se modificam para tentar perpetuar a sensação de prazer obtida.
    Esse mecanismo, conhecido como neuroadaptação, é arcaico. Quando a abelha penetra uma flor e sente o prazer de encontrar o alimento desejado, é liberado, em seu cérebro, um neurotransmissor chamado octopamina. Quando um adolescente fuma maconha ou cheira cocaína, ocorre, nas terminações nervosas de certas áreas cerebrais, aumento na concentração de dopamina. A semelhança de nomes entre ambos os neurotransmissores traduz a proximidade da estrutura química existente entre as duas moléculas. Apesar de as abelhas terem divergido da linhagem que nos deu origem há mais de 300 milhões de anos, os mediadores da sensação de prazer são quase os mesmos nas duas espécies.
    Na seleção natural das espécies, levaram vantagem reprodutiva aquelas que desenvolveram mecanismos de recompensa ao prazer com o objetivo de criar a necessidade de buscar sua repetição. Para o organismo, em princípio, tudo o que traz bem-estar é bom e deve ser repetido. Se não fosse assim, nós nos esqueceríamos de nos alimentar, de fazer sexo ou de procurar a temperatura mais agradável na hora de dormir.
    Os estudos para entender o mecanismo de neuroadaptação em resposta aos estímulos repetitivos de prazer levam a crer que os neurônios se organizem em circuitos que convergem para estações cerebrais situadas nas proximidades dos centros que coordenam memórias e emoções. Neurônios situados nessas estações ligadas à recompensa estabelecem conexões com outros que convergem para o chamado centro da busca. Estes, quando ativados, interferem no comportamento, criando forte sensação de ansiedade para induzir o corpo a buscar a repetição do prazer. Por isso o fumante sai da cama atrás de um bar para comprar cigarro, o alcoólatra bebe no horário de trabalho e o craqueiro pede esmola para comprar a droga.
    Por um capricho da natureza, entretanto, a estimulação repetida do centro do prazer pode provocar ativação irreversível do centro da busca, de modo que este permanece estimulado mesmo quando o uso da droga já não traz mais prazer nenhum. Em outras palavras, o prazer repetido à exaustão pode disparar o centro da busca irreversivelmente.
    É frequente entre os usuários crônicos de drogas o aparecimento de quadros persecutórios em que o dependente imagina ser perseguido pela polícia ou por algum desafeto. No caso da cocaína, da heroína, do crack, da morfina ou do álcool, não é raro surgirem alucinações em que o usuário vê bichos na parede e inimigos embaixo da cama. Nessa fase da adição, nem o dependente é capaz de entender o que o leva a tomar outra dose e a repetir experiência tão dolorosa. O centro da busca assumiu o controle; obriga o dependente a ir atrás de um prazer que não existe mais.
    Esse mecanismo neuroadaptativo, associado à tolerância que o organismo desenvolve a doses crescentes de qualquer droga administrada repetidas vezes, constrói a armadilha que aprisiona tantas pessoas no inferno da dependência química. A primeira cerveja deixa o adolescente bêbado; depois de alguns anos, é preciso tomar meia dúzia para obter efeito semelhante. A primeira cachimbada de crack tira de órbita e faz o ouvido zumbir durante meia hora, mas, após alguns dias de uso, o efeito dura menos de um minuto. Pela mesma razão, todo usuário crônico de maconha se queixa equivocadamente de que não existem mais baseados como aqueles de antigamente.
    Em artigo publicado na revista “Science“, um grupo seleto de neurocientistas mostra que, por trás do consumo de drogas, das compulsões alimentares, sexuais ou de fazer compras, da cleptomania e do vício do jogo ou de fazer exercícios exageradamente, existe um mecanismo comum de neuroadaptação.


    Ballone GJ in PsiqWeb - Os Comportamentos Compulsivos são também chamados de Comportamentos Aditivos. São hábitos aprendidos e seguidos por alguma gratificação emocional, normalmente um alívio de ansiedade e/ou angústia. São hábitos mal adaptativos que já foram executados inúmeras vezes e acontecem quase automaticamente.

    Diz-se que esses Comportamentos Compulsivos são mal adaptativos porque, apesar do objetivo que têm de proporcionar algum alívio de tensões emocionais, normalmente não se adaptam ao bem estar mental, ao conforto físico e à adaptação social. Eles se caracterizam por serem repetitivos e por se apresentarem de forma freqüente e excessiva.

    A gratificação que segue ao ato, seja ela o prazer ou alívio do desprazer, reforça a pessoa a repeti-lo mas, com o tempo, depois desse alívio imediato, segue-se uma sensação negativa por não ter resistido ao impulso de realizá-lo. Mesmo assim, a gratificação inicial (o reforço positivo) permanece mais forte, levando a repetição.

    Por exemplo:
    1 - Se a pessoa é acometida pela idéia (contra sua vontade) de que está se contaminando através de alguma sujeita nas mãos, terá pronto alívio em lavar as mãos. Entretanto, se tiver que lavar as mãos 40 vezes por dia, ao invés de adaptar essa atitude acaba por esgotar.

    2 – Se a pessoa é acometida pela idéia de que seus pais sofrerão algum acidente fatal, poderá conseguir alívio da angústia gerada por esses pensamentos se, por exemplo, bater 3 vezes na madeira... Mas tiver que bater na madeira 40 vezes por dia, ao invés de aliviar, essa atitude acaba por constranger e frustrar.

    3 – Se a pessoa tem um pensamento incômodo de que aquilo que acabou de comer poderá engordá-la, terá alívio dessa sensação provocando o vômito, ou tomando laxantes....

    Didaticamente podemos dizer que existe uma grande semelhança entre Comportamentos Compulsivos e dependência química. Observamos semelhança entre a angústia provocada pela ausência, tanto do Comportamentos Compulsivos quanto das substâncias, ou seja, semelhança dos sintomas emocionais da abstinência, tais como tremores, sudorese, taquicardia, etc, bem como o caráter compulsivo e repetitivo, ou a importância que essas atitudes ocupam na vida da pessoa, ainda sobre o comprometimento na qualidade da vida familiar, profissional, afetiva e social. É assim que, por exemplo, que o comportamento do jogo compulsivo (ou patológico) tem praticamente a mesma motivação que o uso da droga, ou do álcool, da cocaína e outras substâncias psicoativas- Ballone GJ


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    Filosofia

    Filosofia, vivenciada em boa parte das Comunidades Terapêuticas.

    " Estou aqui, porque finalmente não há mais, como me refugiar de mim mesmo.
    Até que me confronte nos olhos e no coração de outros, estarei fugindo, até que sofra o partilhar dos meus segredos não me libertarei deles, estarei só.
    Onde senão em meus companheiros poderei encontrar este espelho ?
    Aqui, juntos, posso finalmente conhecer-me por inteiro, não como o gigante que sonho ser, nem tão pouco como o anão dos meus temores, mas como alguém parte de um todo compartilhando seus propósitos.
    Neste solo poderei criar raízes e crescer, não mais isolado como na morte mas vivo, para mim e para os outros..."

    A filosofia utilizada como norteadora dos residentes na sua busca da vida, em boa parte das Comunidades, é aquela que foi verbalizada pelo jornalista Richard Beauvais após ter passado uma temporada na Comunidade Terapêutica Daytop Village, nos Estados Unidos. 

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    O que é um adicto?



    O que é um adicto?

    Sou um Adicto ?


    Só você pode responder a esta pergunta.
    Isto pode não ser fácil. Durante todo o tempo em que usamos drogas, quantas vezes dissemos “eu consigo controlar”. Mesmo que isto fosse verdade no princípio, não é mais agora. As drogas nos controlavam. Vivíamos para usar e usávamos para viver. Um adicto é simplesmente uma pessoa cuja vida é controlada pelas drogas.
    Talvez você admita que tenha problema com drogas, mas não se considere um adicto. Todos nós temos idéias preconcebidas sobre o que é um adicto. Não há nada de vergonhoso em ser um adicto, desde que você comece a agir positivamente. Se você pode se identificar com nossos problemas talvez possa se identificar com a nossa solução.(na.org.br)

    Definições

    Adicto: (latim addictus, -a, -um, particípio passado de addico, -ere, aprovar, dar assentimento a, ser favorável, adjudicar, vender, consagrar, dedicar)
    adj.
    1. Que está com outro ou se lhe junta por afeição. = AFEIÇOADO, DEDICADO
    2. Que depende de ou se submete a. = DEPENDENTE, SUBMISSO
    adj. s. m.
    3. Que ou quem depende de algo, geralmente de alguma substância química. = DEPENDENTE

    Adicto, é usado em N.A. (Narcóticos Anônimos), e define, "ser dependente de", ou "escravo de". É um termo, que não deve ser levado, ao pé da letra, em minha opinião, visto que, o DQ (Dependente Químico) após estar "limpo", e em recuperação, não é mais pela lógica um "escravo", ou dependente (mais adequado). Ou é ? Bem, não, e sim. Todos nós seres humanos, somos dependentes de algo, o que nos difere, é como lidamos com isso, e se isto afeta nossa vidas. Dependemos de água, de comida...Dependemos de amor, de carinho, de estar com outros iguais...Dependemos de um trabalho, respirar... Dependências óbvias, opcionais, ou necessárias...mas são, a priori, dependências. O termo adicto, generaliza, vários tipos de dependências, álcool, drogas ilegais, drogas medicamentosas, jogo, sexo, comida, dentre outros. Existem irmandades para NA (Neuróticos Anônimos), Dependentes de Tabaco, Jogadores Compulsivos, e outros.

    O termo alcoólatra, ou alcoólico, é usado em A.A. Define mais exclusivamente o dependente de álcool.

    O termo dependente químico, é usado de forma genérica, por vários segmentos, principalment no meio médico especializado. Não define só, a dependência de drogas ilegais, ou álcool, mas também de drogas medicamentosas.  

    Nomes e definições, porque e para que?

    Importante é, quando nos identificamos com algo, isto pra todo o ser humano. Pessoas que gostam de música clássica por exemplo, dificilmente se "identificam", em uma roda de pagode. Não é ? Assim, adictos, alcoólicos, ou DQ's, quando reunidos em grupos de mútua ajuda, irão com certeza identificar-se, uns com os outros, criando vínculos, amizades. Também deve se salientar, que de acordo com o que a experiência nos mostra através dos anos, não é algo que deva  ser exposto a todos e a toda hora. Ou seja, no final, acabamos que por não pensar nisto, nestes termos, exceto quando vamos a reuniões, ou quando somos questionados, mas ainda aí, deve se ponderar, se a pergunta feita merece ou pode ser respondida ou não, afinal, é algo pessoal. Exemplo, em uma entrevista de emprego, caso o entrevistador, não pergunte, ou não toque no assunto, nada deve ser dito. Caso ele pergunte, aí sim pode ser respondido, com tranquilidade e honestidade, a honestidade é “imposta” por nossa espiritualidade, e a tranquilidade, pelo fato de estarmos em recuperação (limpos).

    Ainda nisto pode-se ver que,nem todo adicto, usará drogas. Como ? Sim, muitos manifestam sua adicção de outra forma. Por exemplo, como citado acima, há pessoas dependentes do jogo. E é uma adicção que pode destruir tanto quanto as drogas ou o álcool, porém por outras formas. Mas aí então, o termo Dependente Químico, é talvez errado, ainda que a pessoa possa o ser. Caberia aí o adicto, que define de uma maneira mais generalizada. Em A.A. (Alcoólicos Anônimos) por exemplo, os membros desta irmandade, em sua maioria, definem-se como alcoólatras, ou alcoólicos, em recuperação.

    Características da doença


    Uma característica básica, da dependência por drogas ou álcool é a que, todos os dependentes químicos tem tolerância, às substancias psico-ativas, inclusive o álcool. Quem não tem tolerância não é dependente químico. Vamos a explicação lógica: Muitas pessoas, bebem um drinque, ou dois, nos fins de semana, um copo de vinho ao dia, ou duas cervejas no sábado. E fazem isto, por toda a vida. Como podem ? Bem, elas não tem tolerância ao álcool, não são DQ’s. O que é a tolerância ? É a medida da satisfação, ou seja, 1 ou 2 cervejas bastam, 3 ou 4 já deixam o indivíduo "tonto", causando a sensação de "alegria". Esta medida, vai se repetir, por toda a vida daqueles que não tem tolerância a bebida/drogas. Aqueles que tem a tolerância, ocorre o contrário: no início, é a mesma medida, 3 ou 4 cervejas, satisfazem. Com o tempo, para atingir o mesmo nível de satisfação inicial, este indivíduo irá tomar 5, ou 6. Depois 7, ou 8. Consequentemente, ao invés de 2 ou 3 doses, com o tempo, uma garrafa de destilado. Conjuntamente, a tolerância vem acompanhada da compulsão ( basicamente é a incapacidade de parar de usar ou beber enquanto: não terminar a substância ou a pessoa "apagar", a necessidade de "usar/beber" mais ). Esta, é a dependência química, que daí por diante, revelará as demais características, as comportamentais, e emocionais. É uma doença biológica (tolerância) psicológica (compulsão), social (comportamentos) e espiritual (ausência de Deus, e egocentrismo).

    O jogador compulsivo, ou adicto pelo jogo, não tem ou não se manifesta a tolerância, pela ausência da substancia em si, mas sim, a compulsividade, que também é parte da doença. O jogador, sente um prazer parecido com o das drogas, quando está jogando, e a mesma depressão e necessidade ou fissura, pelo jogo, quando não o tem. As demais características, sociais e espirituais, estão presentes.


    Ainda, existem os usuários abusivos, ou seja, que não são portadores da dependência química, não possuem tolerância às substâncias de um modo geral, mas usam de forma abusiva por determinados períodos, causando grandes estragos em suas vidas pessoais, e possivelmente lhes trazendo consequências sérias, devido a ações praticadas pela perda da "consciência ou razão" quando sob efeito. É sobretudo também, uma doença comportamental(social). Nesse contexto, não há que se falar em recuperação do uso de drogas, sem mudanças profundas no indivíduo. As estatísticas são de cerca de 8% a 20% de recuperação em até 1 ano após o tratamento(abstinência), e caem após 2 anos. Ou seja, não é uma tarefa fácil porém não é impossível, e depende em grande parcela do próprio indivíduo. Isso, não é inerente a DQ. Na verdade, em todas as esferas de nossas vidas, somos por vezes avessos a mudanças que impliquem em mudar nossos comportamentos e estilos de vida. Quanto mais velha for a pessoa, maior a dificuldade na mudança. Isso então torna-se obviamente gritante no usuário de substâncias, pois além da dificuldade em se remodelar a própria existência, existe ainda a substância química, que "grita" por permanecer ativa na mente do indivíduo. Mudança, guinada de 360° é o grande passo.

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