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4º Passo - Fizemos um profundo e destemido inventário moral de nós mesmos

4º - Fizemos um profundo e destemido inventário moral de nós mesmos.

Nada, pode ser mais aterrador, sob determinadas circunstâncias, do que olhar para o nosso próprio passado. Nossas ações, omissões, crimes, pensamentos, desejos, ou atitudes que, durante o uso, nos conduziram à dor, e causaram a dor aos outros, estão lá...e por muito tempo, sequer cogitávamos tocar em quaisquer destes assuntos.
 


4º Passo - Fizemos um profundo e destemido inventário moral de nós mesmos
Porém, por vezes este mesmo passado nos "assombrava", as lembranças, a perda, a consciência que, mesmo no uso, volta e meia nos indicava que as "coisas" aconteceram mesmo, eram reais, tinham consequências, e de uma forma, ou de outra, teríamos que olhar pra elas para o resto de nossas vidas. E a questão, não é esta. Todos temos que conviver, com as consequências de nossas escolhas, quer boas, ou ruins...a questão importante é: Como isto acontecerá, ou, de que maneira escolheremos "conviver" com nosso passado.

O 4º Passo, seria digamos assim, um começo, e um fim. Um começo, porque pela primeira vez, iremos olhar, analisar, e trazer a tona, minuciosamente nossas ações, e olharemos para elas, de frente e isto, já parte do 5º Passo. Um fim porque após realizar o inventário  (e alguns podem ter dificuldade para tal)  de uma maneira consciente, verdadeira e honesta, sentiremos um alívio nunca antes experimentado. 

Não deve-se confundir, o 4º com o 5º Passo. 

Estes, apesar de complementarem-se, são distintos. No 4º, escreveremos (sugerido) tudo, desde as nossas primeiras lembranças, até os dias atuais, tudo e absolutamente tudo, não importando se acharmos que em uma, ou noutra situação nós não éramos inteiramente responsáveis pelo resultado, e isto até pode ter acontecido. Esta análise, nós não faremos sozinhos, esta será feita no 5º Passo, com a ajuda de outro ser humano, e de Deus, quando haverá a admissão deste passado, e juntamente com esta admissão, outras forças atuarão ao nosso favor, como o perdão (nós perdoando a nós mesmos), a consciência de que tivemos também, e temos, muitas coisas positivas em nós mesmos, o alívio de "dividir o fardo" deste passado, entre outras....para em seguida, nos aliviarmos das correntes da culpa, além de, é claro, um possível feed-back, da pessoa que está nos auxiliando como padrinho/madrinha (ouvinte) do 5º passo.

O auto perdão, não é algo que acontece somente uma vez. Talvez e provavelmente, em muitas situações, teremos que nos perdoar inúmeras vezes, até realmente um dia, nos sentirmos perdoados, e nisto, Deus ajudará.

O 4º passo se repetirá ? Sim, sugere-se que, e isto seria inerente a cada um, de tempos em tempos possa se estar praticando este passo, bem como é sugerido praticar todos os demais, muitos diariamente e até inconscientemente, outros sempre que necessário.

As palavras chave deste passo são:
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 Aliadas aos princípios espirituais praticados:

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Mais 24 Hrs de Paz e Serenidade

Temática de Passos - O que é?

Temática de Passos - O que é?


Temática de Passos - O que é?
Dissertação Temática, seria uma narrativa, em cima de um determinado tema, abordado de maneira mais pessoal, com uma visão pessoal e/ou experiência, explanados conjuntamente com material literário sobre o assunto/tema. 
Em NA, por exemplo, fala-se em Temática de Passos, ou Reunião Temática de Passos, ou seja, em cima de um determinado tema (Passos). Ainda temos o Estudo de Passos, e são duas coisas diferentes. Quais as diferenças?

Sobre a Literatura de NA 

Literatura oficial de NA
Exemplos Literatura de NA
A fonte...A literatura, é a fonte de: Uma reunião de Passos, e de uma Temática de Passos. Quando fala-se em Literatura dos 12 Passos de NA (Narcóticos Anônimos) por exemplo, fala-se diretamente da literatura oficial, ou seja, Livro Azul (Contém os 12 Passos escritos e  as 12 Tradições, alguns trechos com dissertações, etc), Só Por Hoje (é o livro de meditação diária de NA), Guia para Trabalhar os Passos (Estudos dos 12 Passos mais aprofundado), Isto Resulta Como e Porque (Abordagem profunda dos passos, com relação direta dos Princípios Espirituais de cada um), e outras literaturas. 

A literatura de NA, não pode ser modificada, ou em minha opinião, discutida sob o aspecto de por exemplo, corrigi-la, ou modificá-la condicionando-a à minha vida e vontades. A princípio. Porque? Bem, é o que vem "funcionando" para milhões de adictos, desde que foi elaborada e inspirada a ser escrita, contudo, é um conjunto de sugestões por assim dizer, não regras em si, onde aquele que busca ajuda, poderá nortear sua recuperação pessoal através dela, lembrando que, esta mesma literatura é também um compêndio da experiência de outros adictos. Seguindo esta linha, a recuperação individual, está ligada ao grupo de NA como um todo, se o membro não pode sobreviver sem o grupo, o grupo também não pode sobreviver sem o membro, apesar de que, se um membro cair ou se for, o grupo deve continuar, e continua, paradoxalmente falando.

Por assim dizer, na prática, para se modificar um trecho dos 12 Passos, ou apenas uma palavra por exemplo, esta proposta de modificação seria enviada a Comitês de Serviço e Literatura, teria de ter um sentido prático, e principalmente, seria enviada para cada grupo de NA do país onde foi proposta a mudança, e após isto do mundo todo, ou seja, uma modificação tão profunda (ainda que fosse de apenas uma palavra), somente seria possível através da votação por meio da consciência coletiva de todos. Em NA, nenhuma decisão importante, que envolve a recuperação individual de cada membro (que está ligada a literatura) ou NA como um todo, pode ser tomada unilateralmente por qualquer membro, seja este quem for e seja qual for sua posição como servidor dentro do serviço. Em NA, não há presidência ou diretoria, existem servidores e suas decisões são tomadas com base em uma consciência coletiva, em cada grupo, em cada área, em cada região, em cada país, por no máximo, representantes de cada grupo, escolhidos também, por meio desta mesma consciência coletiva pelos membros dos grupos, consciência na qual, existe a importante presença de um Poder Superior.

Mas, considerando que,  o "modo" de recuperação diária de um, pode não ser "o remédio" para o outro, e vice-versa, cada qual, irá encontrar "sua própria recuperação" dentro desta linha de: 12 Passos + Poder Superior + Grupo + Membros (Partilhas e Apadrinhamento) + Serviço (O serviço, a quem assim se sente a vontade em fazê-lo, é uma grande "ferramenta" espiritual). Exemplo de recuperação pessoal (apenas para ilustrar): O 11º Passo, funciona da seguinte maneira para "Josefino"; além de seu contato pessoal e interior com Deus, ele vai a reuniões religiosas (cultos, missas, etc) 3 vezes por semana ou mais. Já para "Felisberto", o 11º Passo funciona indo há apenas uma reunião religiosa por semana. O que a literatura diz, ou sugere:  

* 11º Passo - Procuramos, através de prece e meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, da maneira como nós O compreendíamos, rogando apenas o conhecimento da Sua vontade em relação a nós, e o poder de realizar essa vontade. 

Ou seja, não diz quantas vezes ir a uma igreja, ou quantas vezes orar. Esta resposta, aquele que está buscando este contato, encontrará. Apenas sugere, melhorar por meio da prece e meditação, este contato com Deus. Como, quando, e onde, faz parte da ação de cada um.

Estudo de Passos

O estudo de passos, em geral acontece nas salas de NA. É feito em uma das partes da reunião, ou em um dia específico (cada grupo tem autonomia nestas questões). Estas reuniões de passos e estudo de passos, são em geral também, feitas com a leitura destes passos, acompanhada da partilha dos membros acerca de trechos, ou do passo como um todo. Este tipo de reunião, tem um formato, ou seja, segue um parâmetro de discussão e processo, do grupo em que é feita.

Temática de Passos

Esta é uma reunião, ou parte de uma reunião voltada também aos 12 passos. Porém há uma diferença. Ela é realizada por um (ou mais membros) membro previamente "eleito", que irá realizar uma dissertação a respeito de um passo específico, usando para isto sua própria experiência, e pontos de vista. Pode ou não, mas geralmente o é, ser aberta a perguntas dos outros membros presentes. Este tipo de reunião por sua vez, não tem por parte daquele que faz a apresentação da temática, um parâmetro pré-definido, ou seja, existe a liberdade para apresentar, falar, e dissertar da forma que este achar melhor e mais confortável.

Em ambos os casos, como em qualquer reunião, os membros de NA, tem por primordial a 1ª Tradição, que diz: * "Nosso bem estar comum deve estar em primeiro lugar, a recuperação individual depende da unidade de NA". 

Sobre o bem-estar; tanto em partilhas, como em reuniões temáticas ou de passos, ou qualquer outra reunião, é sugerido aos membros, ou visitantes que se fizerem presentes, evitar o uso de palavras de baixo calão, e dar nomes às substâncias, respeitando-se o ambiente de recuperação, e evitando o desconforto de recém chegados (nomes de drogas com descrições muito detalhadas, tendem a ativar a memória química, principalmente de pessoas que estão no início da abstinência destas). Ou seja, com isso, não nos esquecemos que existem outros conosco na sala, que não estamos sozinhos na partilha, e nossa partilha pode sim, afetar outro adicto que está no início de sua caminhada pelos 12 Passos. Quanto a unidade, este trecho do livro Isto Resulta Como e Porque, é bem assertivo: * "Embora pensemos na unidade como um sentimento ou uma circunstância, ela não se limita a "acontecer".  A unidade subjacente ao nosso bem-estar comum exige um empenho pessoal e uma ação responsável. Por exemplo; quando aceitamos a responsabilidade pessoal de apoiar o nosso grupo-base, estamos a promover a unidade de NA e a fortalecer o bem-estar comum de toda a irmandade". (...) Isto Resulta Como e Porque Pg. 130

*Nota: Foram utilizados alguns trechos, ou referências da Literatura Oficial de Narcóticos Anônimos, todos assinalados com * . O conteúdo do artigo, é de responsabilidade do autor, e subjetivo à sua experiência e visão pessoais. Não há qualquer relação deste site, com a irmandade de NA, tampouco este site, responde por NA. Toda e qualquer informação, deve ser obtida através do site oficial de NA, ou em uma sala mais próxima na sua cidade.

Autor - Emerson
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Ketamina

Ketamina
A Cetamina, ou Ketamina, (DCB, DCI) é uma droga dissociativa usada para fins de anestesia, com efeito hipnótico e características analgésicas. Conhecido medicamento para uso humano e veterinário, nesse último caso particularmente para uso em equinos, a cetamina é muitas vezes consumida por causar efeitos psicotrópicos.

Foi sintetizada pela primeira vez em 1962 por Calvin Stevens nos laboratórios da Parke Davis por ocasião de pesquisas para substituição dos anestésicos de PCP. Foi nomeada inicialmente de "CI581". Em 1965, a cetamina foi descoberta como um útil anestésico e foi pela primeira vez utilizada "recreacionalmente" por Edward Domino que cunhou a expressão "anestésico dissociativo". A cetamina foi usada para fins de anestesia porque ela suprime a respiração bem menos que a maioria dos anestésicos disponíveis, mas, nos anos 70, os pacientes começaram a reportar visões involuntárias enquanto sob seus efeitos. Em 1978, John Lilly publicou seu livro "The Scientist" e a popularidade da cetamina cresceu pelos anos 80 até que em 1995 a DEA adicionou a cetamina em sua "lista de drogas emergentes". Em 1998 & 1999, a cetamina foi descrita pela mídia e pelos legisladores com GHB como uma "droga de estupro" ('date rape drug', no original) e como uma 'club drug' e foi emergencialmente classificada pela DEA em 12 de Agosto de 1999.

É uma substância lícita, mas controlada pelas entidades federais, e que tem poder alucinógeno. Seu uso é permitido apenas se ministrado por profissionais como médicos, médicos veterinários.

O cloridrato de cetamina é um anestésico dissociativo, desenvolvido em meados da década de 60, usada inicialmente com finalidades veterinárias. Embora não seja utilizado medicinalmente em seres humanos (mais por provocar efeitos alucinógenos nos pacientes), ele ainda é usado para algumas aplicações limitadas em humanos porque não é depressor da respiração ou da circulação. O cloridrato de cetamina é usado com fins recreativos primariamente sob a forma de um pó branco cheirado e para fins terapêuticos e psicodélicos, é frequentemente injetado por via intra-muscular (IM).

Seus efeitos variam (em pequenas doses) de um suave entorpecimento, pensamento aéreo, tendência a tropeçar, movimentos desajeitados ou 'robóticos', sensações atrasadas ou reduzidas, vertigem, algumas vezes sensações eróticas, aumento de sociabilidade, e um interessante sentido de ver o mundo de uma maneira diferente até (em doses mais elevadas) dificuldade extrema de movimentos, náuseas, dissociação completa, entrada em outras realidades, a clássica Experiência de quase morte (NDEs, na sigla em inglês), visões compulsórias, black outs, etc. A Cetamina também é conhecida por ser mais viciante psicologicamente que a maior parte das substâncias alucinógenas e não é incomum ouvir sobre usuários que tomam uma vez ou mais por dia.

Efeitos psicológicos

O uso recreativo da cetamina pode ser experienciado como um estado mental alterado e psicodélico (o k-hole). A intensidade destes efeitos psicodélicos está relacionada com a dose consumida. Em doses sub-anestésicas, a cetamina produz uma síndrome clínica que se assemelha neurofisiologica e comportamentalmente a uma psicose esquizofrênica. Os seus efeitos afetam severamente o desempenho cognitivo e a percepção do próprio corpo, do tempo, do ambiente circundante e da realidade. Os principais efeitos da cetamina são neuro-comportamentais: ansiedade, agitação, alterações da percepção (perda da noção do perigo, perturbações visuais), comprometimento da função motora e efeito analgésico. Como tal, o consumidor pode estar sob risco de uma série de lesões (queimaduras, quedas) ou mesmo de acidentes.

Produz efeito hipnótico, euforia, e efeitos desde a sensação de êxtase até paranóia e/ou estado de tédio. Produz alucinações e prejudica a percepção. Comumente, a ketamina produz um efeito de exteriorização, isto é, dá a sensação ao usuário de estar saindo do próprio corpo, é como se estivesse separando a mente do corpo ou ainda, permite sentir a sensação de estar perto da morte. É molecularmente semelhante ao PCP e produz alguns efeitos parecidos.

Como se trata de um anestésico, impede o usuário de sentir dor fazendo com que o indivíduo cause danos físicos a si próprio. Dá a sensação de intensificar as cores e os sons. Os efeitos da ketamina são normalmente mais intensos na primeira hora mas podem durar até seis horas ou, de 24 a 48 horas podem ser necessárias para que o usuário se sinta completamente normal novamente.
Prejudica a memória de curto prazo, seu uso crônico pode fazer com que meses sejam necessários para que seja eliminada do corpo. Baixas dosagens podem produzir efeitos psicodélicos rapidamente. Doses altas podem produzir vômitos, convulsões, podem privar o cérebro e os músculos de oxigênio. Uma grama da substância pode causar a morte. Os chamados "fash-backs" podem ocorrer até um ano após sua utilização.

Medicamentos que possuem ketamina:
Ketalar, Ketamin-S

Fonte - Portal São Francisco - WIkipédia

Diazepam

Diazepam
O princípio ativo do diazepan é o diazepam, um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos. A principal finalidade de uso dessa medicação é o tratamento dos transtornos de ansiedade, sendo portanto necessários um diagnóstico e uma indicação feita pelo médico. Pode ser usado, desde que de forma limitada, para controlar a tensão nervosa devida a algum acontecimento estressante, mesmo que não exista um distúrbio de ansiedade propriamente dito.

Como é usado ?

A dose da medicação deve ser administrada de acordo com cada paciente, ou seja, a medicação deve promover o máximo de conforto (tranquilização) com o mínimo de efeitos colaterais, para isso a dose deve começar baixa e ser aumentado aos poucos, ou o comprimido dividido, ajustando-se a dose às necessidades do paciente. A hora da administração da medicação também deve ser avaliada conforme cada caso. Os pacientes que não estejam dormindo bem podem concentrar os comprimidos a noite, como a eliminação dessa medicação é lenta, durante o dia seguinte ela continuará fazendo efeito. Já as pessoas que sentem-se muito tensas durante o dia e não ficam sonolentas, a medicação pode ser administrada ao longo do dia.

Principais efeitos 
 
O principal efeito dos benzodiazepínicos em geral é o relaxamento. Como a ansiedade mesmo quando normal é um efeito desagradável, muitas pessoas sentem vontade de tomar este remédio sempre que se sentem tensas. Isto não é bom, é o primeiro passo para a dependência química, por isso estas medicações devem ser vendidas sob controle médico. A indicação de um tranquilizante só é feita quando as atividades habituais foram prejudicas, porque um certo grau de tensão muitas vezes é benéfico e até necessário na vida. Cabe ao psiquiatra - e apenas ele - determinar se há ou não benecífio em controlar a ansiedade com as medicações. Já para os distúrbios de ansiedade a indicação de um tranquilizante é sempre conveniente. 
 
O segundo efeito é o relaxamento da musculatura voluntária, servindo inclusive como anticonvulsivante, é a medicação de primeira escolha para interromper um convulsão. Outras indicações comuns são para as complicações relacionadas ao alcoolismo como o controle da abstinência alcoólica e do delirium tremens.
Os principais efeitos colaterais são: sonolência, tonteiras, prejuízo na memória, fadiga, leve queda da pressão arterial; estes efeitos acometem menos de 10% dos pacientes. Outros efeitos menos comuns que incidem sobre em menos de 1% das pessoas são: descoordenação motora, exitação (efeito paradoxal), insônia, síncope (desmaiar), náuseas, zumbidos, tremores.

Dependência

A questão da dependência aos tranquilizantes deve ser vista com muita moderação. A palavra dependência é muito forte, como geralmente é usada para designar estados muito fortes como os causados por álcool, morfina ou heroína, o público leigo tende a julgar que a dependência causada pelos tranquilizantes é igualmente forte, o que é um engano. A ampla manifestação social desse engano dá a impressão de que é verdade, mas a dependência induzida pelos tranquilizantes é leve e reversível, sendo que os benefícios proporcionados por eles supera em muito os efeitos colaterais. 
O equívoco existente quanto ao poder de dependência dos tranquilizantes é reforçado pelo fato dos transtornos de ansiedade serem crõnicos, sempre que se suspende o tratamento os sintomas voltam, o que leva as pessoas a julgarem erradamente que estão dependentes da medicação quando na verdade não se restabeleceram do transtorno. A pior consequência desse engano é ver muitos e muitos pacientes sofrendo desnecessariamente por medo de ficarem dependentes das medicações, tendo sua qualidade de vida prejudicada com base em crenças infundadas e equivocadas.

Considerações importantes A ação dessa medicação assim como dos demais do grupo é aumentar a ação do ácido gama animobutírico no cérebro, através deste mecanismo é que esses tranquilizantes exercem seu efeito terapêutico. Esta medicação é segura, mesmo no caso de intoxicação não costuma haver risco de vida, a menos que outras substâncias que deprimam o cérebro estejam presentes como álcool ou barbitúricos. O uso do álcool concomitante não está proibido, mas o usuário deve ter cautela pois a sedação será maior, prejudicando os reflexos principalmente ao dirigir ou manipular máquinas que apresentem risco em potencial. 
 
As únicas contra-indicações são para as pessoas que têm alergia ao seu princípio ativo, sofram de Miastenia grave, ou apresentem algum risco de depressão da atividade do sistema nervoso central como nos traumatismos cranianos. Há evidências de risco em feto humano, embora alguns dos malefícios que antes se pensava existirem, hoje sabe-se que não existem, como o lábio leporino, mesmo assim seu uso no primeiro trimestre só deve ser feito se o benefício justificar o risco (que é pequeno, aproximadamente 3%). A medicação quando tomada pela mãe que amamenta, é transmitido para o leite e o lactente acaba tomando-a também.

Fonte - Psicosite - Ref. Bibliográficas - Psicofármacos 2º Ed 2000
Aristides Volpato

Femproporex

Femproporex
O Femproporex é considerado da família das anfetaminas, agindo no sistema nervoso. Desde a Segunda Guerra Mundial o seu uso tem se popularizado, pois foram usados para manter os soldados em alerta, sem sono, sem cansaço e ainda sem fome. A partir daí, começaram a ser receitados por especialistas (endocrinologistas) à pacientes que desejavam perder peso, no mundo todo.

Indicado para a pacientes acima do peso é um dos últimos recursos receitados pelos médicos. A primeira medida é sempre a reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos. O Femproporex age como inibidor de apetites, mas quem faz uso deste medicamento deve estar ciente de que, tomando a droga não deve deixar de comer ou continuar comendo excessivamente. Deve-se, juntamente com o comprimido, se reeducar quanto à alimentação.
O Brasil bate recorde mundial no consumismo de drogas para inibir o apetite. As estatísticas mostram um dado preocupante para a Saúde Pública. De acordo com Agência das Nações Unidas para Drogas e Crimes (UNODC) cerca de 0,7% de toda a população brasileira faz o uso dessa droga. No dia 04 de outro de 2011, a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária proibiu o comercio de drogas a base de anfetaminas.

O tratamento contra a obesidade só é permitido com drogas a base de sibutramina, mas ainda sim necessário que o médico responsável pelo tratamento assuma a responsabilidade e prescreva três vias da receita (para arquivar no prontuário do paciente, para ficar retida na farmácia e outra para o paciente).

Fonte - Femproporex.com

O femproporex, um agente simpatomimético com ação similar à dexanfetamina. Causa depressão do apetite e diminuição da acuidade pelo sabor e odor, o que leva a uma redução da ingestão de alimentos. Ocasiona aumento da atividade física, o que também contribui para a perda de peso. O sítio de ação é, provavelmente, o centro hipotalâmico lateral. Age inibindo o centro da fome hipotalâmico, tendo como neurotransmissor a noradrenalina.

O Brasil é maior produtor e consumidor dessa substância no mundo, segundo o relatório da ONU de 2009 sobre drogas psicotrópicas e medicamentos controlados, o Brasil produziu 72% desta substância comercializada no mundo.

Femproporex é uma uma anfetamina pesada e com poder de dependência muito forte, é proibida em muitos países do mundo. Existem outras alternativas mais seguras para o tratamento da obesidade como a anfepramona (também é uma anfetamina, entretanto o seu poder de efeito é muito mais preciso e seguro) e o mazindol (um inibidor de apetite que não pertence as classes da anfetamina). Causa efeitos colaterais como boca seca, taquicardia, a pessoa tem tendência a "falar" sem parar, ausência de apetite (óbvio), insônia, dentre outros menores. Potencialmente, causa dependência, psicológica e física.
Usado na forma comum, com a ingestão dos comprimidos, mas também na forma "aspirada", tal qual cocaína, sendo que os efeitos são parecidos sob alguns aspectos. Também é usado como aditivo a ser misturado na cocaína (mistura).

A falsa sensação de "energia", se deve ao fato da ação estimulante da droga sobre o SNC (Sistema Nervoso Central). Por isto, esta droga foi, e é muito utilizada por motoristas de caminhão por exemplo, os quais dirigem por 2, 3 noites e dias seguidos. O "efeito colateral" que resulta desta situação além dos conhecidos, é o "apagamento" instantâneo. Erroneamente, a pessoa crê que está tendo rendimento maior, e não percebe após ingerir a droga, o cansaço físico, o qual em um estado normal, alerta o nosso organismo, para a hora do descanso, do repouso. Neste caso, não há o alerta ao cérebro, sendo que (e isto depende de pessoa pra pessoa) em determinado momento, o organismo não resiste mais, e simplesmente "apaga" por si só, levando ao motorista, "dormir" ao volante.

Ainda hoje, esta droga pode ser conseguida facilmente em grndes centros, sendo vendida geralmente por camelôs "especializados", que trazem a droga do Paraguay.

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Ritalina

Ritalina

O Metilfenidato (conhecido por suas denominações comerciais Ritalina® , do laboratório Novartis Biociências, e Concerta®, do laboratório Janssen Cilag, uma subsidiária da Johnson & Johnson) é uma substância química utilizada como fármaco, estimulante leve do sistema nervoso central, com mecanismo de ação ainda não bem elucidado, estruturalmente relacionado com as anfetaminas.É usada no tratamento medicamentoso dos casos de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), narcolepsia e hipersonia idiopática do sistema nervoso central (SNC).


O metilfenidato só pode ser usado sob supervisão médica especializada neste tipo de transtorno. Por ser uma medicação psicoestimulante, seu uso provocaria uma maior produção e reaproveitamento de neurotransmissores, a exemplo da dopamina e da serotonina. Entretanto, há controvérsia sobre a produção e reaproveitamento da serotonina pelo cérebro das pessoas portadoras do TDAH. Especialistas no transtorno, atualmente, não creem que haja prejuízo no controle desse neurotransmissor, ao contrário do que ocorre com a noradrenalina.

Ação O metilfenidato é um potente inibidor da recaptação da dopamina e da noradrenalina. Bloqueia a captura das catecolaminas pelas terminações das células nervosas pré-ganglionares; impede que sejam removidas do espaço sináptico. Deste modo a dopa e a nora extracelulares permanecem ativas por mais tempo, aumentando significativamente a densidade destes transmissores nas sinapses. O metilfenidato possui potentes efeitos agonistas sobre os receptores alfa e beta adrenérgico.
O fármaco eleva o nível de alerta do sistema nervoso central. Incrementa os mecanismos excitatórios do cérebro. Isto resulta numa melhor concentração, coordenação motora e controle dos impulsos.

Efeitos colaterais. O uso do Metilfenidato pode causar efeitos colaterais, tais como:
-Acatisia (agitação)
-Alopécia (queda de cabelos)
-Alteração da pressão e dos batimentos cardíacos (aumento ou redução)
-Alteração do humor
-Angina (dor no coração devida a isquemia miocardíaca, resultante da falta de sangue, que aumenta a falta de suprimento de oxigênio nos músculos cardíacos)
-Arritmia cardíaca
-Ataques de ansiedade ou pânico
-Dilatação das pupilas
-Dores de cabeça
-Dores no estômago
-Discinesia (presente em pacientes com mal de Parkinson)
-Enjoos
-Hipersensibilidade (incluindo coceiras na pele, urticária)
-Insônia
-Interrupção do crescimento
-Letargia
-Perda de apetite
-Perda de sono
-Palpitações
-Perda de peso temporária
-Ressecamento dos lábios (xerostomia)
-Sonolência
-Sudoração excessiva
-Taquicardia
-Tonturas
-Perda de peso  
 
O uso de metilfenidato pode também ocasionar, em casos extremos hepatoblastoma, anemia, perda de peso, leucopenia, hipersensibilidade, visão embaçada e convulsões. Pacientes que realizaram o tratamento com metilfenidato e fizeram abuso de bebidas alcoólicas relatam moderada resistência aos efeitos do álcool, porém os efeitos malignos causados por tal abuso resultaram em grande desconforto psíquico e físico.

Também foi relatado que, devido à potencialização da euforia, causada pelo aumento de serotonina, e da concentração, decorrente do aumento de dopamina, muitos pacientes fizeram uso de superdoses do fármaco. No caso de um dos pacientes em questão, foram usadas cerca de 50 mg - o equivalente a cinco vezes a dosagem prescrita pelo médico. Após três horas da superdosagem, o paciente iniciou o quadro de desconforto, apresentando náuseas, tontura, hipertermia, cefaleia, agressividade, agitação, taquicardia, midríase e secura das mucosas (associada à perda de água, pela inibição do hormônio antidiurético (ADH), em decorrência da ingestão de bebida alcoólica.
Conclui-se que o uso de metilfenidato como potencializador do sistema nervoso central em pacientes na adolescência ou pacientes que tenham qualquer histórico de alcoolismo deve ser revisado, evitando casos como o citado acima.

Prós - Benefícios do tratamento

RitalinaContra os problemas que busca atacar, a ritalina é eficiente e ajuda a controlar os sintomas de quem realmente possui TDAH. “O medicamento foi feito para ser usado por quem tem problemas de TDAH, não por qualquer pessoa que queira ter concentração. E mesmo o paciente com transtorno, se apresentar efeito colateral permanente, deve ter a medicação suspensão imediatamente”, reforça o neuropsiquiatria Marcelo Gomes.

Em um estudo feito pelo Instituo Nacional de Saúde Mental, dos EUA, denominado MTA (Multimodal Treatment Assessment), que em tradução livre significa Avaliação de Tratamento Multimodal, o medicamento apresentou bons resultados no tratamento de crianças com TDAH. Durante a pesquisa, 579 crianças foram separadas em quatro grupos: 1º) só recebeu tratamento com medicamentos, 2º) tratamento baseado em psicoterapia, 3º) passou por tratamento comportamental-cognitivo com psiquiatras e recebeu medicamentos e o 4º) recebeu tratamento somente com pediatra, sem medicação. Os grupos que apresentaram melhores resultados quanto ao aprendizado foram o 1º e o 2º.

O professor de inglês Rafael avalia que teve bons resultados com a medicação. Portador do TDAH, ele conseguiu melhorar a concentração e, consequentemente, o desempenho nos estudos. “Conseguia ficar sentado por longas horas, estudando. A dedicação me trouxe bons resultados, fui convocado para a segunda fase do vestibular”, completou.

Outra pesquisa, da Academia Americana de Pediatria, acompanhou por dez anos o desempenho escolar de 112 crianças e jovens portadores de TDAH, na faixa etária de 6 a 18 anos, que faziam uso de metilfenidato. Quando reavaliadas, 83 jovens que foram tratadas com o estimulante apresentaram menos propensão a desenvolver transtornos depressivos, de ansiedade e comportamento perturbado.

Contras - Diagnósticos indiscriminados

Os maiores problemas relacionados ao uso de ritalina estão no uso incorreto e no descuido no diagnóstico. Geralmente, psiquiatras e professores partem de uma análise estereotipada, baseada no senso comum: se é inquieto, tem TDAH; se é distraído, também. Muitos não utilizam o DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais) para diagnosticar o transtorno. Aí está o erro. Quando as análises são feitas erroneamente, o paciente passa a ser medicado com ritalina, mesmo sem precisar. Os maiores problemas relacionados ao uso de ritalina estão no uso incorreto e no descuido no diagnóstico. Geralmente, psiquiatras e professores partem de uma análise estereotipada, baseada no senso comum: se é inquieto, tem TDAH; se é distraído, também. Muitos não utilizam o DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais) para diagnosticar o transtorno. Aí está o erro. Quando as análises são feitas erroneamente, o paciente passa a ser medicado com ritalina, mesmo sem precisar.

E um dado chama atenção para os possíveis diagnósticos errados: a explosão de vendas do medicamento. Em oito anos (de 2000 até 2008), a comercialização anual de caixas de ritalina passou de 71 mil para 1,147 milhões, sem contabilizar as demandas revendidas clandestinamente no País. O número coloca o Brasil como o segundo maior consumidor de metilfenidato do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos. Entretanto, é válido lembrar que a ritalina é o único medicamento para tratamento de TDAH comercializado no território brasileiro, o que contribui com o grande consumo no País.

Para alguns médicos, esse crescimento se dá porque aumentou o acesso ao diagnóstico e ao conhecimento sobre o transtorno. “Enxergo esse aumento de maneira desejável. Segundo dados do IBGE, até 2010 existiam 924.732 pessoas com TDAH, mas apenas 184.481 estavam em tratamento. Se as vendas continuarem aumentando, todos os portadores terão acesso à medicação”, afirma o psiquiatra Paulo Mattos.
Os maiores problemas relacionados ao uso de ritalina estão no uso incorreto e no descuido no diagnóstico. Geralmente, psiquiatras e professores partem de uma análise estereotipada, baseada no senso comum: se é inquieto, tem TDAH; se é distraído, também. Muitos não utilizam o DSM (Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais) para diagnosticar o transtorno. Aí está o erro. Quando as análises são feitas erroneamente, o paciente passa a ser medicado com ritalina, mesmo sem precisar.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) reconhece o transtorno e, juntamente com Associação Americana de Psiquiatria, estima que cerca de 4% dos adultos e de 5% a 8% de crianças e adolescentes em todo o mundo tenham TDAH. Além disso, as entidades calculam que pelo menos duas crianças de uma sala de aula de 40 alunos sejam portadores.

Mas alguns psicólogos acreditam que o aumento no consumo é reflexo de uma política de medicalização. A psicóloga Roseli Caldas afirma que tais vendas espelham uma sociedade imediatista, que busca nos remédios resultados rápidos e eficientes. “A medicalização é como um mascaramento de questões sociais, uma vez que atribuir doenças a indivíduos nos exime de buscar nas relações sociais, econômicas e políticas as causas e soluções para os problemas da sociedade. No caso da educação, fica mais fácil diagnosticar crianças do que tentar compreender quais fatores poderiam ser responsáveis pela falta de atenção ou pela impulsividade”, enfatiza a psicóloga.

Fontes - Psiqweb - DrauzioVarella - Wikipédia