• Maconha faz mal?

    Saiba mais sobre a fundamentação científica acerca dos efeitos da maconha sobre o organismo.

Por filhos, mulheres vencem o crack

A unidade só recebe pessoas encaminhadas pela Seção de Acolhimento para Adultos, Idosos e Família


Por filhos, mulheres vencem o crack
Secor/Prefeitura de Santos

Na vida, é mais fácil e rápido destruir do que construir. Na Seção Abrigo para Adultos, Idosos e Família (SeAbrigo-Aif), quatro mulheres tentam reconstruir suas vidas após várias perdas. Psicólogos e assistentes sociais da Seas (Secretaria de Assistência Social) fazem um trabalho paciente. Sabem que as marcas da rua, sejam elas o vício das drogas ou o descompromisso social, são difíceis de serem apagadas.


J.F. é uma dessas mulheres. Aos 30 anos, passou metade da vida na rua. Consumiu e foi consumida pelo crack por 20 anos, se prostituiu e perdeu a guarda de seis filhos, de quatro não tem qualquer informação. Mas tudo mudou em 12 de novembro de 2012, quando nasceu a caçula. “Não sei explicar a força desse amor, mas o medo de perder minha filha me fez parar (de usar crack)”. E ela o fez sem tratamento médico, contou só com o apoio dos profissionais da Seas. Hoje faz planos: matricular a filha na creche e entregar as encomendas de costura, seu novo trabalho.
A história de M.N. não é muito diferente. Aos 14 anos conheceu o crack e por causa da droga perdeu a família. Só descobriu a gravidez aos 7 meses, mas a notícia a motivou a "parar com tudo de errado". Cuidando da filha de 2 meses e "limpa" há 4 meses, faz planos de trabalhar e depois apresentar a menina para a família, que vive em Santo Amaro. "Só quero fazer isso depois de estar trabalhando".

Serviço

A SeAbrigo-Aif fica na rua General Câmara, 249, tem capacidade para 30 pessoas e está completa. A unidade só recebe pessoas encaminhadas pela Seção de Acolhimento para Adultos, Idosos e Família. Na SeAbrigo-Aif, eles continuam com um plano individual de atendimento e são inseridos em oficinas de qualificação profissional. O objetivo é conseguirem autonomia para saírem do abrigamento.

Fonte - Diário do Litoral

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Recaída ao uso de drogas é alvo de pesquisa de neurocientistas

Em busca de tratamentos mais eficazes contra a dependência, cientistas do National Institute on Drug Abuse (Nida/NIH), dos Estados Unidos, têm se dedicado a criar métodos para identificar e estudar pequenos grupos de neurônios relacionados com a sensação de fissura por drogas.


Recaída ao uso de drogas é alvo de pesquisa de neurocientistas
O grupo coordenado por Bruce Hope conta com o brasileiro Fábio Cardoso Cruz, ex-bolsista de mestrado e de pós-doutorado da FAPESP que acaba de publicar um artigo sobre o tema na revista Nature Reviews Neuroscience.

“Nossa linha de pesquisa se baseia no pressuposto de que a dependência é um comportamento de aprendizado associativo. Quando um indivíduo começa a usar uma determinada substância, seu encéfalo associa o efeito da droga com o local em que ela está sendo consumida, as pessoas em volta e a parafernália envolvida, como seringas, por exemplo. Com o uso repetido, essa associação fica cada vez mais forte, até que a simples exposição ao ambiente, às pessoas ou aos objetos já desperta no dependente a fissura pela droga”, afirmou Cruz.

Evidências da literatura científica sugerem que essa memória associativa relacionada ao uso da droga com os elementos ambientais seria armazenada em pequenos grupos de neurônios localizados em diferentes regiões do encéfalo e interligados entre si – conhecidos em inglês como neuronal ensembles.

“Quando o dependente depara com algo que o faz lembrar da droga, esses pequenos grupos neuronais são ativados simultaneamente e, dessa forma, a memória do efeito da droga no organismo vem à tona, fazendo com que o indivíduo sinta um desejo compulsivo pela droga que é capaz de controlar o comportamento e fazer com que o dependente em abstinência tenha uma recaída mesmo estando ciente de possíveis consequências negativas, como perda do emprego, da família ou problemas de saúde”, disse Cruz.

Por meio de experimentos feitos com animais, os pesquisadores do Nida mostraram que apenas 4% dos neurônios do sistema mesocorticolímbico são ativados nesses casos de recaída induzida pelo ambiente. “São vários pequenos grupos localizados em regiões do cérebro relacionadas com as sensações de prazer, como córtex pré-frontal, núcleo accumbens, hipocampo, amígdala e tálamo”, contou.

Segundo Cruz, a maioria dos trabalhos que buscam entender a neurobiologia da dependência e descobrir possíveis alterações moleculares relacionadas com comportamentos que levam à recaídaavalia todo o conjunto de neurônios presente em amostras de tecidos cerebrais em vez de focar apenas nesses pequenos grupos.

“Acreditamos que uma alteração realmente significativa pode ser mascarada por mudanças nesses outros 96% dos neurônios não relacionados com a recaída. Por isso buscamos metodologias para estudar especificamente esses 4%”, explicou.

Uma das estratégias descritas no artigo publicado na Nature Reviews Neuroscience faz uso de uma linhagem de ratos transgênicos conhecida como lacZ. Os animais são modificados para expressar a enzima β-galactosidase apenas nos neurônios ativos.

“Nós colocamos o animal em uma caixa e o ensinamos a bater em uma barra para receber cocaína. Depois de um tempo, movemos o animal para uma caixa diferente, na qual ele não recebe a droga quando bate na barra. Chega uma hora em que o animal para de bater na barra. É como se estivesse em abstinência. Mas quando o colocamos de volta na primeira caixa, ou seja, no ambiente que ele foi treinado a receber a droga, ele imediatamente volta a bater na barra à procura da droga”, contou Cruz.

Nesse momento, os pequenos grupos neuronais são ativados no rato pelos elementos do ambiente. Os pesquisadores administram então uma substância chamada Daun02, que interage com a enzima β-galactosidase e se transforma em um fármaco ativo chamado daunorubicina, que provoca a morte desses neurônios ativos.

“Esperamos cerca de dois dias para o fármaco concluir seu efeito e, quando colocamos novamente o animal no ambiente associado à administração da droga, ele não apresenta mais o mesmo comportamento de busca da substância. É como se a fissura tivesse sido apagada após a morte desse pequeno grupo de neurônios relacionado com esse comportamento de recaída”, contou Cruz.

Outra técnica descrita no artigo também faz uso de animais transgênicos capazes de expressar uma proteína fluorescente apenas nas células ativadas. “Com auxílio da citometria de fluxo, conseguimos isolar apenas essas células que ficam fluorescentes e então procuramos por possíveis alterações moleculares. Podem ser alterações estruturais, como aumento no número de espinhos dendríticos, o que aumenta a interação sináptica e deixa o neurônio mais sensível. Podem ser proteínas intracelulares que também aumentam a atividade desses neurônios”, explicou.

Uma vez identificadas essas alterações, acrescentou Cruz, elas vão se tornar alvos para o desenvolvimento de fármacos capazes de tratar de forma mais eficiente a dependência. “Não existe hoje um medicamento realmente eficaz, tanto que cerca de 70% dos usuários de cocaína sofrem recaída após um período de abstinência. No caso do álcool, o número é maior que 80%”, afirmou.

O grupo do Nida conta ainda com outros pesquisadores brasileiros, entre eles Rodrigo Molini Leão, que acabou de concluir o doutorado com Bolsa da FAPESP na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade Estadual Paulista (FCFAr-Unesp) em Araraquara. Também participa o doutorando Paulo Eduardo Carneiro de Oliveira, da FCFAr-Unesp.

Fonte - Agência FAPESP 

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No Rio, 90% das crianças à espera de adoção são filhas de usuários de crack

Neste ano, 300 crianças já foram abandonadas no Estado do Rio por mães usuárias de crack

Neste ano, 300 crianças já foram abandonadas no Estado do Rio por mães usuárias de crack
Milhares de casais aguardam a adoção de crianças no Rio de Janeiro. Por outro lado, vários recém-nascidos, filhos de viciados em crack são encaminhado para abrigos e precisam de um lar. A cada dia, pelo menos um recém-nascido é abandonado nos hospitais públicos do Rio de Janeiro. Só em 2013 foram 300 casos. A maioria são filhos de mães viciadas em crack, que, após o parto, voltam para as ruas. Os números representam um aumento de 50% em relação ao ano passado.

A situação tem gerado outro problema, os abrigos públicos não estão preparados para receber as crianças e acabam superlotados. A juíza Ivone Caetano conta que os locais são apenas uma saída para o problema, mas não são adequados para nenhuma criança. 
— O número de vagas disponibilizadas pela rede pública é muito pequeno. Além das condições também não serem as melhores. Na minha opinião, está faltando tudo.
A produção do Balanço Geral, com uma câmera escondida, teve acesso a um desses abrigos na Barra da Tijuca, na zona oeste. As imagens mostram o local completamente depredado, com portas arrombadas, janelas quebradas e com muito lixo dentro.

No centro do Rio, um educandário tem recebido o maior número dessas crianças. Mas o local sobrevive apenas de doações e o espaço é limitado. O prédio tem capacidade para 15 crianças, mas acaba recebendo mais do que pode devido ao abandono constante dos filhos pelas mães viciadas em drogas. Além disso, os bebês que chegam a instituição sofrem com abstinência. Elas apresentam sintomas como irritação constante, pouco apetite, sono agitado, entre outros.
Enquanto mães abandonam os filhos 27 mil casais aguardam na fila de adoção no Brasil. O problema é que nem sempre as crianças tem o perfil que os futuros pais procuram. No 

Estado, 90% das crianças na lista de adoção são filhos de usuários de crack. Mas o dado parece não ter assustado o casal Janise e Thales. Eles adotaram uma delas, o Nicolas. Ele morava com oito irmãos em um barraco em uma comunidade da Baixada Fluminense. Thales relata o estado em que encontraram o menino.
— Ele estava deitado em um colchão, sujo, preto, sem um travesseiro, sem um lençol, cheio de mosca. A fisionomia dele estava toda destruída por causa do catarro seco no rosto, sem conseguir respirar e tendo convulsões.
As crianças abandonadas só se tornam disponíveis para adoção quando se esgotam todas as possibilidades dos pais ou parentes darem os cuidados necessários a elas e na maioria das vezes comprovar isso leva tempo. A espera também fez parte da história de Vânia. Ela aguardou por três anos até conseguir a guarda definitiva de Mariana, que na época era um bebê.
— Eu queria ser mãe e eu sou mãe. Não importa se eu não gerei, mas eu gerei de uma forma linda, maravilhosa, sagrada.
Atualmente, Mariana tem 7 anos e a mãe dela acredita que ela terá um futuro promissor.


Fonte - R7

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Brasil está entre os países onde publicidade de cigarro influencia crianças

A publicidade das empresas fabricantes de cigarros influencia crianças de cinco e seis anos nos países de renda baixa e média, como o Brasil, o que aumenta o risco de que venham a se tornar fumantes, revelou um estudo americano divulgado nesta segunda-feira.


Brasil está entre os países onde publicidade de cigarro influencia crianças
A pesquisa publicada na revista Pediatrics abrangeu seis países: Brasil, China, Índia, Nigéria, Paquistão e Rússia, escolhidos por terem as taxas mais elevadas de tabagismo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).
Nesses países, as crianças reconhecem com mais frequência pelo menos um logotipo de uma fabricante de cigarros, não necessariamente por morarem com alguém que fuma, destacou o estudo da Escola de Saúde Pública de Johns Hopkins em Baltimore (Maryland, leste).

— O incrível para mim foi ver crianças que não moravam com fumantes, mas eram muito conscientes das marcas de cigarros", disse à AFP a principal autora do estudo, Dina Borzekowski, da Universidade de Maryland. O que isso me diz é que (as crianças) estão recebendo a mensagem em sua comunidade, em seu entorno. Estão vendo em estabelecimentos comerciais, estão vendo cartazes. Quando vão comprar uma bala em uma loja local, elas veem esses logotipos.

Das 2.423 crianças estudadas em seis países, 68% eram capazes de reconhecer ao menos uma marca de cigarros, em um percentual que vai de 50% na Rússia a 86% na China, onde mais de 28% da população fuma (53% dos homens e 2% das mulheres), segundo a pesquisa da Escola de Saúde Pública de John Hopkins em Baltimore (Maryland, leste).

As taxas mais elevadas de reconhecimento foram registradas na China, onde 86% das crianças conseguiram identificar pelo menos um logotipo de uma marca de cigarros.

— Na China, em média, as crianças conheciam quase quatro de oito das marcas", disse Borzekowski. "Eram crianças pequenas. É incrível que possam reconhecer logotipos com tão pouca idade.

No extremo oposto do espectro está a Rússia, onde 50% das crianças estudadas conheciam pelo menos um logotipo de cigarros. No Brasil, 59% das crianças podiam reconhecer uma marca de cigarros e 16% reconheceram especificamente a Marlboro.

Os resultados geram preocupação sobre o cumprimento das restrições internacionais da publicidade de tabaco em países de renda baixa e média, disseram os autores do estudo.Mais de um quarto das crianças estudadas foram capazes de identificar de duas a três marcas de cigarros e 18% conheciam quatro ou mais.

Também foi perguntado às crianças se pensavam em fumar quando chegassem à idade adulta. A taxa mais alta de respostas afirmativas ocorreu na Índia, onde 30% - tanto meninos quanto meninas - disseram que pensavam em se tornar fumantes.

Em China, Nigéria, Paquistão e Rússia, mais meninos do que meninas disseram que fumariam no futuro.

O estudo foi realizado em áreas urbanas e rurais, com cuidado especial em não refletir apenas a realidade das comunidades mais ricas, onde a consciência da comercialização do tabaco poderia ser maior, afirmaram os pesquisadores.

No entanto, eles advertiram que o estudo "pode não refletir as populações nacionais de cada país". Este estudo e outros semelhantes evidenciam estratégias de marketing sofisticadas e eficazes, adotadas pelas fabricantes de tabaco, cujas mensagens afetam claramente os mais jovens, lamentaram os autores da pesquisa.

Embora muitos fatores estejam relacionados com o tabagismo, o estudo mostra que, para os mais jovens, estar exposto ao tabaco e ter uma atitude de aceitação dos anúncios de cigarros está ligado a um aumento da probabilidade de fumar.

Em 2003, a OMS reagiu à epidemia mundial do tabagismo com a adoção de um convênio assinado por 168 países, que aponta para um controle maior, especialmente da publicidade, da promoção e do patrocínio de eventos por parte das fabricantes.

Mas segundo esses estudiosos, ainda há um longo caminho para a plena aplicação da presente Convenção e suas recomendações.

Diante das rígidas regulações da publicidade de cigarros e das campanhas antitabaco nos países industrializados, as fabricantes de cigarros concentram seus esforços promocionais em países de renda baixa e média, a maioria dos quais têm leis mais brandas nesta questão, destacaram os pesquisadores.

Um estudo feito nos Estados Unidos há 22 anos demonstrou que crianças de 6 anos podiam reconhecer tanto o logotipo da Disney quanto dos cigarros Camel. Essa pesquisa levou a regulamentações da publicidade de tabaco nos Estados Unidos para proteger as crianças, lembraram os cientistas.

Fonte - R7 Notícias 
 
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Crack: No meio do caminho tinha uma pedra

Pesquisa revelou dados alarmantes sobre o consumo de crack. Os 'zumbis' chegam a manter o vício por cerca de oito anos e 80% quer ajuda para deixar as drogas 

Pesquisa revelou dados alarmantes sobre o consumo de crack. Os 'zumbis' chegam a manter o vício por cerca de oito anos e 80% quer ajuda para deixar as drogas
São 370 mil usuários de crack e similares nas capitais brasileiras. Isso corresponde a 0,81% da população dessas cidades. Para além dos números, o levantamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), encomendado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e divulgado no fim de setembro, mostrou que a “pedra” é um problema mais difícil de enfrentar do que imaginávamos. E, se o senso comum dizia que o Sudeste concentrava os usuários, a pesquisa veio para mostrar o contrário.

O Nordeste lidera em números absolutos a maioria dos rankings propostos pela análise. Nas capitais da região estão o maior número de usuários regulares, 148 mil, e também a maior quantidade de crianças e adolescentes que consomem crack, 28 mil. O Sudeste, região seguinte na contagem, tem menos da metade disso, 13 mil. Especialistas ouvidos pelo O POVO dizem que a questão está na utilização da droga em locais públicos ou não. Em São Paulo, por exemplo, existe a cracolândia.

Para a médica psiquiatra Analice Gigliotti, os resultados da pesquisa mostraram que o crack não é uma droga que “mata de primeira”. “O estudo revelou que as pessoas ficam usando continuamente e, a cada dia, se degradando mais. O crack já está aí corroendo a sociedade há muito tempo, mas não podemos pensar que é um problema sem solução”, explica.

Analice é chefe do Setor de Dependências Químicas e Comportamentais da Santa Casa do Rio de Janeiro e também possui uma clínica particular em Botafogo, bairro nobre da capital carioca. Segundo ela, não pode mais ser levado em conta o estigma do crack como uma droga de classes menos favorecidas. “No setor público chegam pessoas que estão muito mal. Mas, no setor privado, também atendemos dependentes de crack. Gente de classe alta que é internada e internada novamente. É um vício barra pesada”, afirma.

De fato, a pesquisa revelou que 40% dos usuários regulares moram em imóveis próprios, 55% possuem ensino fundamental, 65% conseguem dinheiro com trabalhos temporários e existe ainda uma minoria, de 4,2%, que tem até trabalho fixo com carteira assinada. O titular da Senad, Vitore Maximiano, admitiu que os resultados são bastante preocupantes e disse que a prevalência do uso de crack nas capitais nordestinas chamou atenção, mas, para ele, o alto número de usuários já era esperado.

“Deveremos intensificar as ações de cuidado, especialmente com a instalação de equipamentos de apoio social e com equipes que fazem o contato de forma ativa com o usuário, oferecendo-lhe tratamento. 80% dos usuários manifestaram desejo de se tratar. Vamos ampliar as ações em todo o País, e ainda mais especialmente nas regiões Nordeste e Sul, onde registramos as maiores prevalências do uso do crack”, pontuou o gestor.

O Ciência & Saúde vai detalhar os resultados da pesquisa e contar histórias de quem buscou tratamento contra o vício. Como a de Joana (nome fictício, foto). Grávida de oito meses, ela passa por tratamento na Unidade de Acolhimento Silas Munguba. Mostraremos ainda o que os especialistas dizem sobre os números. Boa leitura!
 
O POVO solicitou à Senad dados sobre a utilização de crack em Fortaleza, mas o órgão informou que os índices locais ainda não estão disponíveis.
 
Números

80% do total de usuários utiliza a substância em espaços públicos
 
14% dos usuários de crack das capitais são crianças e adolescentes

Serviço

Veja a íntegra da pesquisa pelos links:

Saiba mais

A pesquisa foi realizada entre o fim de 2011 e junho de 2013. Foram enviadas equipes para as 26 capitais, o Distrito Federal, municípios de grande porte das regiões metropolitanas e para uma amostra de cidades de pequeno e médio porte. No total, 7.381 pessoas foram entrevistadas pela Fiocruz.
 
As equipes de campo recrutavam os usuários de crack que consumissem a droga com regularidade (25 dias nos últimos seis meses, segundo definição da Organização Panamericana de Saúde – Opas), e que tivessem 18 anos ou mais. Crianças e adolescentes não foram entrevistados, seguindo a decisão do Comitê de Ética da Fiocruz.
 
A metodologia da pesquisa é denominada Network Scale-up Method (Nsum). Segundo o documento, esse é o único método estatístico disponível capaz de estimar de forma mais precisa as populações de difícil acesso.
 
A abordagem é indireta. Não se pergunta diretamente ao entrevistado sobre o seu comportamento, mas sobre o comportamento de outros indivíduos pertencentes à rede de contatos do respondente e residentes no mesmo município.

Fonte - O povo

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Dia das Crianças

O Dia das Crianças, celebrado no dia 12 de outubro no Brasil, é um dia para comemorar os direitos das crianças, e onde normalmente elas ganham muitos presentes...ou quase todas ganham.


O Dia das Crianças, celebrado no dia 12 de outubro no Brasil, é um dia para comemorar os direitos das crianças, e onde normalmente elas ganham muitos presentes...ou quase todas ganham.
Hoje em dia, o significado das datas, tem se "confundido", ou se deteriorado em sua verdadeira essência. Falamos aí do Dia das Crianças, Natal, Páscoa, etc. A sociedade moderna, em sua maioria, está voltada para o consumo, o ter, o dar, sem saber ao menos o porquê disto.

E o comércio de um modo geral, incentiva, e lucra muito. É fato que hoje, inúmeras crianças com, 4, 5, 6 anos tem já o seu "Smartphone"....outras tantas vídeo-games, ou eletrônicos de toda sorte. É fato também, que existem pais que descobrem nos vídeo-games, um "aliado" para deixar suas crianças entretidas, ou seja, enquanto as crianças estão jogando, os pais podem "descansar", ou cuidarem de outros afazeres. Isto é perigosíssimo, sob a ótica de que, quando os pais, ou alguns deles, perceberem o erro, pode ser tarde, daí será muito mais dificultoso reverter a situação.

Já tem sido motivo de estudo, que estas tecnologias, quando mal empregadas em seu uso, como normalmente são, adoecem a pessoa, em todos os sentidos. As crianças, são as mais prejudicas. Segundo especialistas, é na infância que se criam e se desenvolvem os mecanismos de relacionamento interpessoal, portanto, crianças que se voltam para ambientes virtuais de relacionamento, não desenvolverão estas habilidades, como consequência terão dificuldades no futuro, e possivelmente dificuldades sérias.

Há o outro lado da moeda. Os eletrônicos, quando usados de maneira adequada, com supervisão dos pais, podem e ajudam no desenvolvimento das crianças e adolescentes. Claro que, existe uma idade adequada, para cada coisa. Você não pode imaginar uma criança de 6, 7 anos com acesso irrestrito a internet, sem o menor "policiamento" ou prevenção de acesso a determinados conteúdos pelos pais, e não se fala aqui somente em conteúdos pornográficos, mas também violentos e criminosos de toda a sorte.

Não sou um especialista da área, mas tenho um filho, infelizmente não depende de mim estar atento a tudo, pois que ele mora com a mãe, portanto 90% do tempo, cabe a ela este papel. Mas eu enquanto pai, procuro nortear da melhor maneira possível, os 10% do tempo que me cabem, todos os meses, e nas férias.

Dia das crianças, onde comemora-se os direitos das crianças. Direitos fundamentais como alimentação, moradia, estudo, amor, carinho, cuidado. Direitos subjetivos como direcionamento, norte. O que a criança quer, talvez e muitas vezes, não é o que ela realmente precisa, ou seja, dar a uma criança o que ela necessita em todos os sentidos, e não tudo o que ela quer. No "script" do papel de um pai, existem muito mais "negativas", do que permissões a um filho, a negativa a um pedido, quando fundamentada em uma explicação coerente, e breve, tem muito mais peso na educação do que permissões frequentes à tudo, e a qualquer coisa.

Brincar com jogos lúdicos, andar de bicicleta, jogar bola, passear na praia, pescar...Eis um bom dia que tentarei passar com meu filho, com a criança que ele é...Atento para formar não um adulto perfeito, mas um adulto preparado para as boas coisas da vida, e para as adversidades...

Mais 24 Hrs de paz e serenidade


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