• Maconha faz mal?

    Saiba mais sobre a fundamentação científica acerca dos efeitos da maconha sobre o organismo.

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Site auxilia usuários a diminuir consumo de álcool

Site auxilia usuários a diminuir consumo de álcool
Usuários que queiram reduzir seu consumo excessivo de álcool têm uma nova ferramenta para alcançar este objetivo. É o programa "Beber Menos" do site Informálcool que concluiu sua fase de testes e está disponível ao público.

O sistema permite que o usuário se cadastre de forma anônima e, a partir de informações individualizadas, oferece auto-avaliações e orientações para reduzir o consumo ou para parar de beber. A ferramenta utiliza técnicas da psicoterapia cognitiva e da entrevista motivacional, que já demonstraram efetividade em aplicações presenciais.

Desde o final de 2012 no ar, em sua fase de testes, o programa é resultado de uma parceria entre a UFPR, a Organização Mundial da Saúde (OMS), pesquisadores do México, Índia e Bielorússia e docentes da UNIFESP e UFJF.

Um estudo com site semelhante demonstrou um aumento de 3,6 vezes nas chances de sucesso em comparação com quem não utilizou este tipo de ferramenta.

Orientações e simulações de situações de risco

O sistema é capaz de gerar um alerta ao usuário sobre suas situações de maior risco de consumo excessivo, a partir de informações que ele forneceu sobre os períodos, locais e companhias em que bebe com maior frequência e quantidade, levando também em consideração seus sentimentos nestas ocasiões e tipos de bebidas consumidas. O sistema gera gráficos ilustrativos de cada uma destas situações e ajuda a criar estratégias para evitá-las e não beber. Também são geradas metas realistas para a redução do consumo, baseado nas informações individualizadas.

Um exemplo dessas avaliações é uma lista que o usuário faz depois de uma situação em que ele considere que bebeu excessivamente, indicando que pensamentos levaram ele a perder o controle e que pensamentos teriam ajudado a evitar aquela situação. O objetivo é oferecer saídas que possam ajudar o usuário a se fortalecer frente às situações que envolvem a bebida.

A principal vantagem da ferramenta é ajudar aqueles indivíduos em locais mais isolados, com pouco acesso a profissionais especializados ou que possuem vergonha de expor seus problemas.

Além do "Beber Menos" o site Informálcool possui seções especificas para atender cada tipo de público como familiares, usuários, profissionais da saúde e pesquisadores.

A proximidade do carnaval, quando há aumento na quantidade de uso de álcool, também é um momento de aumento de recaídas de usuários que estavam abstinentes. Isso indica que este é o momento ideal para aderir ao programa.


Fonte - Bonde

Estão abertas as inscrições para o curso "Fé na Prevenção"

Estão abertas as inscrições para o curso "Fé na Prevenção"
O curso Prevenção do Uso de Drogas em Instituições Religiosas e Movimentos Afins – “Fé na Prevenção” é promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), órgão integrante do Ministério da Justiça, e executado pela Unidade de Dependência de Drogas (UDED) do Departamento de Psicobiologia e pelo Departamento de Informática em Saúde (DIS) da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).


O curso objetiva capacitar 15.000 (quinze mil) pessoas de todo o Brasil, que desempenham papel de lideranças religiosas ou que atuam em movimentos afins, para ações de prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco, bem como na abordagem de situações que requeiram encaminhamento às redes de serviço.

O curso é gratuito e oferecido na modalidade de Educação a Distância. A capacitação tem duração de 4 (quatro) meses e certificação de extensão universitária pela UNIFESP aos alunos aprovados no curso, com carga horária de 120 (cento e vinte) horas.

O conteúdo programático do curso aborda diversas temáticas relacionadas ao conceito e à classificação de drogas, além de técnicas de abordagem, intervenção breve, formas de encaminhamento e entrevista motivacional na prevenção do uso de álcool e/ou outras drogas.

A data de início do curso será divulgada após o período de seleção dos alunos, os quais receberão um e-mail com o resultado da seleção. Utilize e-mail válido, pois será através dele que você receberá as orientações dos próximos passos.

Para mais informações clique aqui.

Fonte - SENAD

É como colocar alcoólatra em bar, diz médico sobre programa na cracolândia

É como colocar alcoólatra em bar, diz médico sobre programa na cracolândia

O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador do Programa Recomeço, do governo do Estado, defende que o viciado seja afastado do ambiente em que está acostumado a consumir drogas. Por isso, acha pouco provável o sucesso da iniciativa da prefeitura.

O programa que ele coordena está baseado no resgate dos dependentes químicos para serviços de saúde, oferecendo vagas em clínicas especializadas e nas chamadas comunidades terapêuticas.Para Laranjeira, só depois de ter o vício e suas consequências estabilizadas é que o dependente deve começar a trabalhar. "Em alguns casos, leva-se meses", afirma.

Folha O senhor acredita na abordagem feita pela prefeitura? 

Ronaldo Laranjeira Torço muito para que dê certo, mas acho pouco provável. O mais crível é que essas pessoas façam dos hotéis novos locais de uso. Os usuários foram colocados todos juntos, assim, manteve-se a lógica da rua, uma lógica que não tem muita ética. 

Seria preciso retirá-los de vez da cracolândia? É preciso ter um componente social terapêutico. Quando ele vai para uma comunidade terapêutica, ele precisa reaprender a viver em sociedade. Deixá-los na cracolândia é o equivalente a colocar um alcoólatra para trabalhar dentro de um bar.

Qual seria o melhor protocolo para o tratamento, em sua opinião? Conceitualmente, deve-se estabilizar a pessoa e retirá-la do ambiente de trabalho. Na sequência, se faz o tratamento e só depois vem o trabalho. Em alguns casos, leva-se meses até que a pessoa consiga se estabilizar minimamente para trabalhar.

Jornal Folha de S. Paulo - DE SÃO PAULO
Fonte - UNIAD

Alguns conceitos para se trabalhar a recuperação pessoal

Alguns conceitos para se trabalhar a recuperação pessoal

Compartilho alguns conceitos, ou "estratagemas" coletados de vários profissionais, como neurologistas, psicólogos, terapeutas, consultores de dependência química, e escritores, coletados e anotados, por sua relevante importância em um processo de reestruturação pessoal nos níveis, emocional, espiritual, comportamental, e físico.
Para o indivíduo em recuperação, o que serve também para todo o ser humano, é importante reduzir contradições, ou seja, sintonizar os pensamentos, e as ações. Com isso, é possível obter força e equilíbrio emocional. A mudança nas ações, só virá com a mudança da maneira de pensar, ideias novas, substituem velhos conceitos. E uma vida sem objetivos, entra em uma espécie de "curto-circuito", e paralisa o indivíduo em todos os sentidos, tendo ainda a tendência ao negativismo e progressão da intoxicação emocional pessoal, que leva a doenças.

A raiva má, a ira descontrolada, o medo e a depressão, são emoções que intoxicam, bem como a inveja, ciúmes descontrolado, ganância, egoísmo, etc. e trazem a doença ao corpo, alma, e espírito.

Disciplina - Princípios para a disciplina aplicável em ambientes físicos, em minha mente e em meu corpo


1 - Um lugar para cada coisa;
2 - Ambiente limpo;
3 - Descartar o que não é necessário;
4 - Disciplina para organizar e manter organizado.

"Saber, e ter o conhecimento não é suficiente, deve-se "passar" ou aplicar, desejar algo não é suficiente, deve-se fazer"    Goethe


Intenção >>>>>> Ação
Pensar >>>>>>>  Fazer

A disciplina liberta, e é a capacidade de:

>>Estudar, se acreditar que o estudo o fará melhor;
>>Recusar um alimento, se acreditar que este o fará mal;
>>Permanecer em silêncio, se acreditar que esta é a melhor opção para o momento;
>>Rejeitar uma proposta que agrida os meu princípios éticos, ainda que muito dinheiro ou  vantagens estejam envolvidos;
>>Viver de um modo coerente, com minhas convicções e crenças.

Em se falando de recuperação, nenhuma sobrevive sem autodisciplina. Deve-se atentar a palavra: "A disciplina liberta...", a disciplina pessoal, nos trás liberdade, assim como a dependência de Deus, também nos trás liberdade. Dizer não à si mesmo, a determinadas coisas, situações, etc., denota autocontrole, e é um processo que pode parecer difícil no início, mas torna-se leve com o passar do tempo, e então se olharmos para trás um dia, nos parecerá assombroso analisar como agíamos nas situações cotidianas, e com outras pessoas. 

Animais, agem por instinto,  ainda que a princípio sejamos animais racionais, todavia além do "pensar", possuímos uma alma e um espírito, dotados de eternidade, portanto viver pelos instintos é sinal de desconhecimento de si mesmo. 

A nossa evolução, com relação a um determinado evento ou conhecimento pode ser dividido em 4 etapas:

Você não sabe, e não sabe que não sabe, ou seja, você não sabe sequer as perguntas a serem feitas.

Você não sabe, mas sabe que não sabe, ou seja, agora pelo menos, você conhece as perguntas.

Você sabe as respostas.

Você sabe as respostas, e transforma este conhecimento em mudança de comportamento.

Traçando a disciplina - Objetivos

Objetivos mal definidos, não serão alcançados, ou serão desastrosos. É importante definir data, e tempo para atingir o objetivo, progredindo sempre em direção da meta deste tempo.

Alguns princípios para definição de um objetivo

1 - Deve ser formulado em termos positivos;
2 - O tamanho do objetivo, deve ser adequado;
3 - O objetivo deve ser especificado claramente;
4 - Objetivos que dependem (muito) da vontade de outras pessoas estão mal definidos por natureza;
5 - O objetivo, não deve estar em conflito com outros objetivos;
6 - Uma projeção do futuro (objetivo alcançado), permite visualizar possíveis efeitos colaterais
7 - O objetivo deve ser ético.

"Alguém disciplinadamente trilhando o caminho errado, chegará rapidamente aonde não quer chegar"

"Reaja inteligentemente, mesmo a um tratamento não inteligente"     Lao-Tsé

Toda crise, gera oportunidades


O sentimento de culpa >>>> nos leva a lamentação.
O sentimento de responsabilidade, >>>> à reação !


Portanto, não existe a derrota, existe o feedback, ou, resposta (retorno) a uma ação mal planejada, ou dentro de objetivos mal definidos e errados. Monitorar o caminho traçado para o objetivo, e observar reagindo a erros de percurso, ou a situações e desvios da meta original...analisar. Então, a "derrota" só acontece quando assim eu permitir, e não mais "reagir" e aplicar conhecimento adquirido por meio do feedback para reavaliar minhas ações.

"Eles podem, porque simplesmente pensam que podem"    Virgílio

Eu vivo de acordo com aquilo que penso e acredito, e não posso mudar outras pessoas, apenas e talvez, influenciá-las, negativa ou positivamente.

Alguns conceitos para se trabalhar a recuperação pessoal
Segundo o livro de Eckhart Tolle, O Poder do Agora, em nossa mente há uma incessante avalanche de pensamentos, e parar isto é quase impossível. Este pensar incessante, leva-nos a viver muitas vezes no passado, e no futuro, realizando apenas "paradas" rápidas no presente. Para ser preciso, não somos nós, muitas vezes que usamos nossa mente, é nossa mente que nos usa. 

Neste mesmo livro, este escritor afirma que o 1º passo, é prestar atenção aos pensamentos, ou "observar" o "eu pensador", sem julgamentos ou condenações, desta forma podemos caminhar para a "libertação". De 80% a 90% dos pensamentos, são inúteis, e muitas vezes até nocivos. Ocupar a mente, não é sinônimo de pensamentos. Trabalhamos, concentrados e focados, e isto é mais saudável pra nossa mente, do que milhares de pensamentos sem sentido ou inúteis.

Aceitar o tempo presente, não viver no passado (dor, culpa), tampouco no futuro (medo, angústia, ilusão). Nós podemos mudar apenas o presente, apenas a realidade presente.  

O futuro, não existe, ainda não aconteceu, portanto, poderemos fazer apenas projeções para possíveis desfechos futuros, no caso de planejamento de objetivos, sendo que nossos atos no presente, apenas irão garantir uma previsão de retornos quer positivos quer negativos (de acordo com nossas ações claro), mas nossos atos não poderão modificar o que acontecerá no dia de amanhã e que independe de nós, se e como acontecerá.  

O passado, também não existe mais, não é possível alterar nada do que aconteceu há um minuto atrás, ou há um segundo, quanto mais de anos atrás, o passado, encaixa-se melhor em nossas vidas, se for tratado como um "arquivo" para consultas, não como um lugar de permanente visita.

Deus, é Senhor absoluto do "tempo"

Um trecho muito interessante, é que o escritor comenta sobre Deus e o tempo, algo que não paramos para pensar. Deus é atemporal, ou seja, não pode ser medido em começo, meio, ou fim, do mesmo modo Jesus Cristo. Segundo a Bíblia:

"Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou." João 8:58  Ou, "Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia." 2 Pedro 3:8

Ou seja, a afirmação "eu sou", mostra a condição atemporal de Deus, e de Jesus Cristo, não há começo, simplesmente existe, é. Afinal, Deus é o Criador de tudo que existe e há, em profundidade, quantidade, e tempo. Para Deus, não há limitações de tempo.

Então, o tempo não existe, de forma real, mas foram criadas convenções e medidas para auxiliar e pautar os dias e noites, o trabalho e o descanso, prazos e previsões, e isto torna-se lógico, se lembrarmos que: o passado e o futuro não existem, apenas o presente. 

Por isso, devo ter em mente que não posso modificar o passado...

Alguns conceitos para se trabalhar a recuperação pessoal
Tudo que fiz de bom, ou ruim, não poderei mudar, acrescentar, ou diminuir. A única coisa que me é possível quanto aos acontecimentos do passado, é tentar REPARAR, ou seja, se causei prejuízo, procurar repor, se causei dor e mágoa, pedir perdão. 

E ainda assim, talvez existam coisas que não poderei repor, e/ou compensar, o que fazer ? Posso ajudar alguém que precise, materialmente falando, se assim me sentir motivado a fazer.

E também, pode acontecer que não seja possível mais pedir perdão...Aí existem várias hipóteses, a pessoa a quem magoei talvez já tenha falecido, então, o assunto se restringe à mim e a Deus. 

Ou, a pessoa pode não querer me receber tampouco escutar o que tenho para dizer, voltamos aí à questão que não temos controle sobre a  vontade dos outros, então podemos dizer à nós mesmos, fiz minha parte.

Enfim, nós poderemos enxergar e sentir que algo muda em nós, se tentarmos praticar algumas destas ações...Isto acima refere-se ao aos seguintes Passos de NA:


8º - Fizemos uma lista de todas as pessoas que tínhamos prejudicado, e dispusemo-nos a fazer reparações a todas elas.

9º - Fizemos reparações diretas a tais pessoas, sempre que possível, exceto quando faze-lo pudesse prejudica-las ou a outras.


O futuro é um livro a ser escrito


As angústias e perguntas quanto ao futuro são muitas vezes comuns a todos nós:


>>Conseguirei um emprego?
>>Conseguirei me manter limpo?
>>Necessito de uma(um) companheira(o)...será que alguém se interessará por mim?
>>Conseguirei ter um bom carro?
>>Quanto tempo vou viver?
>>Será que serei discriminado pelo meu passado?


Alguns conceitos para se trabalhar a recuperação pessoal
E muitas outras dúvidas e angústias...E neste ponto, lembro que nenhuma destas perguntas tem sentido, porque simplesmente não existem ! O amanhã, não existe...e isto é difícil de conceber até. 

Claro e óbvio, que não podemos viver sem sonhos, objetivos, e temos desejos a realizar também, uns mais outros menos...mas ter um sonho e um objetivo, não significa viver no futuro e questionar-se se dará certo ou não, se acontecerá isto ou aquilo. Lembramos aí da formulação correta de objetivos, coerentes e possíveis, e da nossa ação necessária para atingi-lo.

Ex: Quero comprar um carro esporte. Hoje posso? Não. Quanto custa? Valor X. Com o que ganho hoje conseguirei comprar um dia? Não. Então, o que é necessário para ter condições um dia de comprar este carro? Melhorar o salário. Como? Subindo na empresa. Como? Estudando...Bingo ! Aí começa a ação !

As angústias emocionais com relação ao futuro, nos dizem claramente que procuremos ajuda, pois podem demonstrar que somos inseguros, e imaturos emocionalmente falando. Não há mal nisto, mal é para nós, se não buscarmos apoio...Conhecer a nós mesmos é fundamental. 

E tudo isto, sempre com a primordial ajuda de Deus...pois Dele é o amanhã. A medida que eu avanço mais espiritualmente falando, o que demanda esforço pessoal também, mais me será dada a tranquilidade que somente a fé em Deus proporciona...muitos "medos" e angústias irão desaparecer.


11º Passo de NA - Procuramos, através de prece e meditação, melhorar nosso contato consciente com Deus, da maneira como nós O compreendíamos, rogando apenas o conhecimento da Sua vontade em relação a nós, e o poder de realizar essa vontade.

 
"O poder do agora, é o poder da minha presença, da minha consciência libertada das formas de pensamento. É viver no presente."  Eckhart Tolle
E o dia a dia? Se não estou mais me lamentando com o passado, nem "apavorado" pelo futuro, como fica o dia a dia?

10º Passo de NA - Continuamos fazendo o inventário pessoal e, quando estávamos errados, nós o admitíamos prontamente.

Ou da maneira que preferirmos algo similarmente à isto, mas o 10º Passo resume bem ao meu ver, a autoavaliação necessária para minha vida não perder o "fio da meada"...

 

Origens do sofrimento

Alguns conceitos para se trabalhar a recuperação pessoal
Nos "proporcionamos", ou somos vítimas, de vários tipos de dor, e sofrimento durante nossas vidas. O passado, e o futuro, podem gerar inúmeros sofrimentos de toda ordem. A dor emocional faz parte da vida, o sofrimento por vezes também, a dor passará, sofrer é uma opção.

Mesmo na dor física, existem pessoas que encontram a paz. Algumas perguntas simples podem ser feitas, diante de uma situação de sofrimento.



Qual a origem do sofrimento atual ?

    >>É real, ou ilusão?
    >>Está no passado, no futuro, ou no presente?
    >>Tem a ver com ressentimento, medo, saudade, culpa, inveja, fracasso, covardia, desânimo, ou ciúmes? E está, dentre estes, relacionado com algo ou com alguém especificamente?
    >>Quero sofrer? Ou, Não tenho forças para buscar a felicidade?
    >>Vivendo o agora, o presente, aceitando a realidade, posso terminar com o sofrimento?

    Lembrando que em nós, a culpa deve ser substituída pela responsabilidade. Percebe-se o erro, sente-se a culpa, assume-se a responsabilidade, e a responsabilidade irá gerar a ação para possivelmente modificar a situação, sentimento, ou nós mesmos.

    O julgamento, nos impede de sermos felizes, e de vivermos realmente o amor, seja este em qual forma esteja. Ao parar de julgar o outro e a nós mesmos, abrimos caminho para o amor, e para a felicidade. O perdão é uma chave poderosa, para o amor, e para a iluminação de Deus em nossa vida, e não é só o perdão ao próximo, mas também o perdão à nós mesmos, e repetidas vezes quantas forem necessárias, até que a culpa não exista mais diante daquilo que "nos encontrávamos" culpados, em ações que diziam ou dizem respeito somente a nós mesmos.

    Mais 24 Hrs de Paz e Serenidade

    SP muda tática contra drogas e amplia comunidades terapêuticas

    600 vagas serão criadas em instituições mais abertas que os hospitais tradicionais; clínica será inaugurada em Botucatu

    Jornal O Estado de S. Paulo

    Fabiana Cambricoli e José Maria Tomazela / Botucatu - O Estado de S.Paulo


    Quase dois anos após iniciar uma operação policial no centro de São Paulo para tentar acabar com a Cracolândia, o governo do Estado decidiu mudar de estratégia mais uma vez e agora vai investir na ampliação dos leitos de comunidades terapêuticas para dependentes químicos. Segundo Ronaldo Laranjeira, coordenador do Programa Recomeço, pelo menos 600 vagas serão abertas até o fim do ano. Hoje são cerca de 300.
    "A ideia é iniciar um modelo social de recuperação. As comunidades terapêuticas são unidades mais abertas que os hospitais, nas quais o dependente vai reconstruir a vida dentro de uma estrutura social nova. É como se fosse uma família substituta", explica Laranjeira.
    Para ele, a operação de janeiro de 2012, na qual a Polícia Militar tomou a Cracolândia, não teve êxito porque não houve integração com as políticas de saúde. "A operação até conseguiu desorganizar o tráfico, mas não houve continuidade."

    Os leitos novos estarão em entidades privadas ou filantrópicas que farão convênio com o Estado. "Já temos entre 600 e 700 leitos pré-credenciados. Ainda não temos a confirmação do número final porque temos de checar as condições de infraestrutura e de documentação antes de finalizar o credenciamento. O pagamento é feito diretamente à comunidade, R$ 1.450 por mês por paciente."
    Clínica. O governo estadual também inaugura hoje, em Botucatu, no interior, a primeira clínica própria do Estado exclusiva para o tratamento de dependência química. Hoje, os leitos existentes são em alas psiquiátricas de hospitais gerais ou em unidades privadas. Vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu, o Serviço Hospitalar e Ambulatorial de Referência em Álcool e Drogas vai atender adolescentes entre 12 e 18 anos.

    A aparência da clínica é de uma pousada, cercada por bosques e gramados. Há uma área de lazer, com piscina, quadra de esportes e churrasqueira.
    São 76 leitos, dos quais dez ficam na ala de desintoxicação, que recebe pacientes em crise ou situação de risco. O período de desintoxicação vai de três a cinco dias. Depois, o paciente segue para reabilitação.
    O prédio tem um auditório com 60 poltronas e uma oficina de estética. "Vamos oferecer cursos de tudo o que for possível: cabeleireiro, manicure, maquiador, cozinheiro, confeiteiro, garçom, jardineiro, horticultor. Eles vão ter a oportunidade de se ocupar e aprender", diz Marly Thieghi de Mello, diretora do Centro de Atenção Integral à Saúde (Cais), que engloba a nova unidade.

    A unidade vai atender pessoas de Botucatu e de 67 municípios do entorno. O encaminhamento será feito pelas unidades de saúde, mas familiares de dependentes também podem procurar o serviço. "O período de internação pode chegar a 15 dias, mas o tratamento mesmo não tem prazo para terminar. A ideia é que, mesmo após deixar a unidade, o paciente volte sempre que quiser ou sentir que precisa de ajuda", conta Marly.


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    Parar de fumar é mais fácil do que se imagina

    por Nuno Cobra

    Parar de fumar é mais fácil do que se imagina
    Na minha carreira, sempre me deparei com pessoas que possuíam o hábito de fumar, adquirido durante a fase inexperiente da juventude.
    Como o meu trabalho não se aplica aos fumantes. Tive a oportunidade de ver várias pessoas abandonarem o cigarro. Pois para melhorar a circulação sangüínea, é preciso abandonar o cigarro, porque este diminui o calibre das artérias.
    Pela minha experiência, posso afirmar que parar de fumar não é algo impossível ou muito difícil como muitos pensam. Depende da programação destrutiva, fixada no inconsciente, durante a formação da personalidade.

    De um modo geral, fomos anulados por uma educação castradora. Uns mais e outros menos. A dificuldade em parar de fumar está justamente no tamanho desta agressão, que a sociedade fez nas crianças e nos jovens.
    A dificuldade em largar o cigarro, reside na idéia que cada um faz especificamente sobre essa dificuldade e não pela dificuldade em si. Percebi que as pessoas mentalizam e teorizam muito sobre como abandoná-lo.
    Como fomos anulados quando crianças, temos dificuldade em acreditar nas nossas reais capacidades. Então é preciso partir para a prática.

    É fundamental ressaltar que a prática é um milhão de vezes mais fácil do que a teoria. Justamente devido a essa anulação, possuímos uma enorme dificuldade de nos ver conseguindo ultrapassar obstáculos e alcançar nossos objetivos.
    Por isso, se você realmente quer parar de fumar não pense. Pare! Porque se você pensar, estará inconscientemente pensando contra você.
    O seu maior adversário não é o cigarro, mas você mesmo em não perceber suas extraordinárias possibilidades.
    Se partir para a prática e deixar a teoria de lado, verá que parar de fumar será um mero detalhe em sua vida. Você irá fortalecer seu corpo emocional, preparando-se para novas conquistas bastantes significativas.
    Sempre ouvi o seguinte de quem parou de fumar:
    "Não entendo porque demorei tanto anos para tomar esta iniciativa"!
    Muitos chagaram a dizer que pensavam muito e isso dificultou para tomar a iniciativa.

    Cinco dicas para largar o cigarro
    1º) Não pense, pare de fumar, a prática é muito mais fácil do que a teoria. Parar de fumar é uma questão mental (emocional) e orgânica. 

    2º) A mais recente descoberta para largar o cigarro já está no Brasil: são os comprimidos de vareniclina, vendido por aqui com o nome de Champix. O comprimido atua nos mecanismos cerebrais de dependência, bloqueando a sensação de prazer provocada pela nicotina. 

    3º) Quando o seu organismo se dá conta de que não tem essa droga, ele reage violentamente, provocando uma química de desejo incontrolável. Mas fique tranqüilo, essa vontade tão forte é muito rápida, dura mais ou menos um minuto. Este desejo virá novamente, mas com o passar do tempo, o numero dessas solicitações, orgânicas e mentais, irão diminuir.

    4º) O hábito do fumar traz consigo outros hábitos, como a necessidade de movimento com a boca e com as mãos em mexer no cigarro, acendê-lo, bater as cinzas... Portanto, tenha alguma coisa para levar à boca, como balas por exemplo. E para manter as mãos em movimento, você poderá manusear uma caneta ou um lápis. 

    5º) Os primeiros dez, quinze dias, serão os mais difíceis. Então, evite situações que chamem o cigarro: cafés, bebidas alcoólicas ou qualquer outro fator que você tenha vinculado ao ato de fumar.
    Parece estranho, mas percebo que antigos fumantes com o tempo passam a detestar o cigarro. A longa abstinência provoca um processo de reversão no organismo e o cigarro passa a ser agressivo.
    As pessoas que conseguem parar de fumar por alguns dias, passam a se sentir tão felizes e recebem estímulos tão gratificantes, que nunca mais levam o cigarro à boca.

    Fonte - UOL - Vya Estelar

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    Centro de atendimento tem 706 pessoas cadastradas. 27% dos pacientes são menores de 18 anos.

    Usuários de cocaína e crack lideram atendimentos no Caps

    Centro de atendimento tem 706 pessoas cadastradas.
    27% dos pacientes são menores de 18 anos.

    Kedma Araújo Do G1 Santarém
     
    Pacientes CAPS - Cocaína e Crack
    Paciente recebe atendimento psicológico
    (Foto: Kedma Araújo/G1)
    De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em Santarém, oeste do Pará, de janeiro a outubro de 2013, o Centro de Atendimento Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) cadastrou 706 pacientes. Desse total, 41% são usuários de pasta de cocaína ou crack, 37% utilizam álcool, 12% são usuários de cigarro, 8% usam maconha e 2% usam pó de cocaína ou cola.
    Segundo a psicóloga do Caps AD, Carla Myrian, o aumento do tráfico na cidade facilitou o consumo de cocaína e crack. “E muitos traficantes, no intuito de viciar o usuário, começaram a mesclar drogas, como por exemplo, maconha com cocaína. E a tendência é o usuário procurar sempre por algo mais forte”, completa.
    Conforme o cadastro, 27% dos pacientes são menores de 18 anos. Carla afirma que a evasão escolar, a falta de concentração e a dificuldade no aprendizado, são alguns sinais de alerta na conduta de adolescentes. “Comportamento mais agressivo, dormir demais ou olhos vermelhos são questões que tem que ser levadas em consideração. E também ver as amizades que esse jovem está saindo. É necessário ter essa preocupação, porque cada vez mais atendemos pacientes de 14 anos ou até menos”.

    Caps AD
     
    A equipe do Caps AD é formada por psicóloga, enfermeira, clínico geral, psiquiatra, assistente social, terapeuta ocupacional e técnicos de enfermagem.  Na instituição, o paciente é acolhido e após o cadastro, é atendido de acordo com a necessidade.

    Além de atendimentos individuais, oferece terapias em grupo, onde o paciente tem contato com outras pessoas que estão passando pela mesma dificuldade. “A família também recebe suporte por meio de atendimentos individuais e grupos terapêuticos voltados aos familiares, onde recebem orientação de como conviver, o que fazer e como ajudar o paciente. Temos as oficinas terapêuticas que são variadas e relativas de acordo com a preferência deles, como artesanato com jornal, culinária, fabricação de gesso”, diz Carla.
    O eletricista, Antônio Eugênio Filho, de 45 anos, recebe atendimento no Caps AD há dois anos. Ele começou a usar drogas durante um relacionamento. “Comecei com maconha, depois fui para cocaína, e quando eu fiquei dependente eu usava tudo, álcool e até remédios. 

    Usava tudo que me tirasse do estado normal, não fazia nada sem droga”, lembra.
    Atualmente, o eletricista está há um ano sem usar drogas. “Cada dia é um passo no tratamento pra mim. Minha vida profissional está começando a voltar ao normal, reconquistei minha família, que nunca me largou, mas recuperei a confiança deles. Meus filhos tinham medo de mim. Hoje já reconquistei o amor, o carinho deles, eles me abraçam, dizem que me amam, falam que eu sou o melhor pai do mundo, isso pra mim é uma injeção de ânimo para eu não voltar para aquela vida”.
     
    Comunidade Terapêutica
     
    Outro lugar que trabalha a recuperação de dependentes químicos, em Santarém, é a Comunidade Terapêutica Família Feliz. De acordo com o responsável pela instituição, o pastor José Carlos Lopes, mais de 2 mil homens foram atendidos em oito anos.
    Na comunidade, o paciente fica hospedado por oito meses e não é obrigado a permanecer internado. “Nós só trabalhamos com a internação voluntária, onde o paciente não vai estar preso, não vai estar obrigado”.
    O programa de recuperação distribui atividades para cada paciente. “Na terapia ocupacional eles limpam os ambientes e cuidam da horta. Nas aulas eles vão aprender sobre a recuperação, a vida e a postura deles; e o que eles têm que fazer para ficar longe do vício e vivenciar na prática dentro da comunidade”, explica o coordenador.

    O técnico em informática, Marcos Gomes, de 42 anos, está em recuperação e dá aula de informática aos outros pacientes. Para ele, o isolamento é fundamental para a recuperação. “Se eu continuasse naquela vida, ia causar mais prejuízo para minha família, para os meus conhecidos e clientes. Precisava me isolar para minha mente estabilizar. O isolamento é a maior ajuda que tem nesse tratamento”, explica.

    Faltam voluntários

    Atualmente, a instituição é carente de ajuda profissional. De acordo com o coordenador da Comunidade Terapêutica, o quadro de funcionários é composto por pessoas que passaram pelo programa de recuperação e são voluntários. “Muita gente diz que quer ajudar, que vai ser voluntário, mas são muito vulneráveis, se empolgam e desempolgam muito rápido”.
    Lopes afirma que é difícil encontrar quem queira trabalhar voluntariamente. Segundo ele, é necessário ter um terapeuta ocupacional, um psicólogo e um médico para acompanhar os tratamentos.

    Para ajudar nas despesas, a instituição reaproveita zinco para montar outdoor e recebe uma contribuição financeira de algumas famílias dos pacientes. A comunidade também conta com a ajuda do Programa Mesa Brasil, do Sesc, o que ajuda nos custos de alimentação. “Tem dias que aperta financeiramente, então eu começo ligar, e felizmente temos pessoas que se eu ligar ajudam”, diz o coordenador da Comunidade.
    O servidor público, Giovani Feitosa, de 48 anos, buscou tratamento na Comunidade após perceber os danos que a dependência química estava causando em sua vida, como perda de salário e dificultando cada vez mais o relacionamento familiar. “A fraqueza me levou a usar drogas. Usei os problemas familiares e a solidão quando viajava e ficava longe da família, como desculpa para entrar para o meio do vício. Eu usava álcool e outras drogas ilícitas, como maconha e cocaína”, lembra.
    Após o tratamento, Feitosa recuperou a autoestima, a credibilidade e o salário que estava suspenso. Ele afirma que Deus, disciplina, autoconfiança e apoio foram muito importantes para a sua recuperação. “O trabalho da instituição foi fundamental, a forma como somos abordados é de muita conscientização. Hoje sou muito feliz”, afirma.

    Serviço
    Caps AD
    Travessa 7de setembro, 692, bairro Aparecida.
    Atendimento ao público: De segunda a sexta de 8h às 18h.
    Documentos necessários: cartão do SUS, xerox do RG, do CPF e do comprovante de residência.
    Comunidade Terapêutica Família Feliz
    Avenida Lira Castela, 100, bairro Área Verde
    Informações: 9131 1576

    Fonte - G1
     
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    Análise: Se tiver alternativa, viciado é capaz de preterir a droga

    Análise: Se tiver alternativa, viciado é capaz de preterir a droga

     
    FERNANDA MENA
    DE SÃO PAULO


    Análise: Se tiver alternativa, viciado é capaz de preterir a droga
    A pesquisa da Fiocruz sobre o consumo do crack contesta algumas premissas do atual PLC 37/2013, projeto de lei de autoria do deputado Osmar Terra (PMDB-RS) que altera a lei de drogas no país.
    A primeira diz respeito ao número de usuários no país: os autores estimam em pouco mais de 700 mil, contra estimativas anteriores de mais de 1 milhão, o que justificaria medidas urgentes.

    O segundo toca a proposta de internação compulsória: pelo estudo, 78,9% dos usuários já desejam o tratamento. 

    Mas há ainda uma pesquisa do neurocientista americano Carl Hart, da Universidade Columbia, em Nova York, que quebra outros paradigmas sobre usuários da droga.
    Hart recrutou dependentes com anúncios no periódico "Village Voice" e selecionou quem topasse viver num hospital por algumas semanas.
    Toda manhã, os voluntários recebiam uma dose --ora farta, ora modesta-- da droga. E, ao longo do dia, a mesma dose era ofertada ao lado de alternativas como dinheiro ou cupons de compras.

    Quando a dose era farta, eles tendiam a escolher a droga. Quando a dose era menor, a tendência se invertia e eles escolhiam dinheiro ou cupom.
    Ou seja, quando havia alternativas ao crack, usuários faziam escolhas economicamente racionais, não impulsivas. O experimento sugere que dependentes de crack não perdem a capacidade de fazer escolhas nem veem a droga como algo irresistível.
    Para Hart, que analisa esses dados no livro "High Price" (Harper Collins), crucial é o papel do ambiente no uso do crack: sem alternativas, a droga seria muito atraente. 

    O estudo da Fiocruz aponta que 40% dos usuários brasileiros estavam em situação de rua, 30% começou a usar a droga após problemas familiares e 9% porque tinha uma vida sem perspectivas.
    Se as evidências de Hart estiverem certas, a chave para tratá-los pode estar aí.

    Fonte - Folha de São Paulo

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    Cientistas conseguem apagar memórias em laboratório

    Cientistas conseguem apagar memórias em laboratório

    Experimento consiste em um passo mais próximo para um dia alterar memórias e reduzir traumas em humanos


    Cientistas conseguem apagar memórias em laboratório Experimento consiste em um passo mais próximo para um dia alterar memórias e reduzir traumas em humanos
    Já desejou poder esquecer algo? As lesmas do mar da espécie Aplysia californica já podem fazer isso. Cientistas americanos conseguiram apagar a memória de longo prazo dos moluscos. O feito, embora tenha sido realizado em um animal não exatamente conhecido pela complexidade de seu cérebro, pode representar um importante passo para o entendimento sobre a formação da memória de longo prazo e um dia alterar memórias e reduzir traumas.

    É o que acredita o neurocientista celular David Glanzman, autor do estudo publicado no periódico científico Journal of Neuroscience. “Acho que um dia será possível modificar a memória nos nossos cérebros, embora o método atual não tenha nada a ver com o usado no filme ‘Brilho eterno de uma mente sem lembrança’, que era pura ficção científica”, disse ao iG, referindo-se ao filme estrelado por Jim Carrey onde uma máquina consegue apagar a memória de pessoas que sofrem com términos de namoro.

    Glanzman afirma que a meta de seu estudo não é necessariamente apagar uma memória traumática ou dolorosa, mas amortecer o trauma ou dor emocional produzida por ela. Nenhum dos dois mecanismos ainda está bem compreendido pela ciência. “Não está claro quantos neurônios são necessários a manter uma memória específica, o número pode ser tão baixo como centenas ou tão elevada como milhares de neurônios”, disse.
    A equipe de Glanzman na Universidade da Califórnia descobriu que seria possível apagar a memória de longo prazo das lesmas do mar pela inibição de uma específica proteína do grupo das kinases, chamada PKM (Proteína Kinase M). As kinases fazem parte de uma classe de moléculas que modifica quimicamente as proteínas ao adicionar fosfato, mudando não só a estrutura da proteína, mas também sua função.

    Memória traumática
    Primeiro os pesquisadores primeiro se certificaram de que as lesmas haviam desenvolvido uma nova memória de longo prazo. Para isso, eles administraram choque elétrico nos moluscos e depois, eles tocavam um órgão respiratório chamado de sifão. Como resposta ao trauma dos choques, as lesmas contraíam o sifão por 50 segundos, um prazo muito maior que sua reação normal, que seria uma contração de dois segundos. Uma semana depois, quando os cientistas apenas tocavam o sifão, a contração foi de 30 segundos. Isso mostrou que as lesmas haviam aprendido a associar o toque no sifão ao choque, ou seja, desenvolvido uma memória.
    Com a memória formada, os cientistas injetaram um inibidor de PKM na lesma e 24 horas depois, ao tocar o sifão elas tiveram uma leve contração, igual ao do grupo controle, que nunca havia sido submetido aos choques. Os pesquisadores concluíram que a memória havia sido apagada.
    “Nós apagamos a memória de longo prazo no circuito neural mais simples possível, o que envolve apenas dois neurônios. O fato de termos anulado a memória de uma forma tão simples vai facilitar estudos futuros para descobrir o quão importante a PKM é para reverter à memória de longo prazo”, disse Glanzman.
    O pesquisador ressalta que as sinapses (ligações entre os neurônios), na lesma do mar ocorrem de maneira muito semelhante à do cérebro de humanos. “Estudar o papel da PKM na manutenção da mudança sináptica na Aplysia deverá nos fornecer informações importantes sobre como a PKM pode alterar a sinapse em nossos cérebros”, disse.

    Diferentes níveis de complexidade
    O cérebro humano contém cerca de um trilhão de neurônios, já o da lesma do mar é muito mais simples. Ao invés de um cérebro grande e centralizado, estes animais têm uma massa de neurônios, denominada gânglio, que é interligado por grandes nervos. Há apenas 20 mil neurônios em todos os núcleos que compõem o sistema nervoso central da lesma do mar. “Apesar desta diferença considerável na quantidade de neurônios, os mecanismos básicos celulares e moleculares subjacentes à função neuronal são muito semelhantes entre humanos e lesmas do mar”, disse Glanzman.
    Acredita-se que as memórias de longo prazo no cérebro de humanos aumenta devido a melhoria ou reforço das conexões sinápticas. “A forma como este aumento ocorre em humanos é um pouco diferente da forma como ocorre no sistema nervoso da lesma do mar, mas os mecanismos celulares básicos são muito semelhantes”, afirmou o pesquisador.

    Fonte - G1

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    Famílias do DF participam do primeiro dia de atividades de projeto-piloto do UNODC para prevenção do uso de drogas

    Famílias do DF participam do primeiro dia de atividades de projeto-piloto do UNODC para prevenção do uso de drogas



    Famílias do DF participam do primeiro dia de atividades de projeto-piloto do UNODC para prevenção do uso de drogas
     Brasília, 29 de agosto de 2013 - Dezoito famílias compareceram ontem ao Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) da cidade de Planaltina, no Distrito Federal (DF), para participar do primeiro dia de atividades do projeto-piloto com a metodologia Families and Schools Together (FAST - Famílias e Escolas Juntas, em tradução livre), que trabalha as relações familiares para prevenir o uso de drogas entre crianças.
    Este primeiro encontro com as famílias participantes faz parte do treinamento das equipes formadas por assistentes sociais, psicólogos, professores e membros da própria comunidade, que implementarão o projeto-piloto do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) nos CRAS que servem as comunidades de Planaltina, Samambaia, Sol Nascente e Estrutural. Enquanto a equipe de Planaltina realizou sua primeira sessão com as famílias, os profissionais e membros das comunidades dos outros três CRAS puderam observar como as atividades funcionam na prática.

    A consultora do UNODC que criou a metodologia FAST, Dra. Lynn McDonald, e o coordenador do CRAS de Planaltina, Isac Almeida Silva, deram as boas-vindas aos participantes, que foram divididos em três salas. Silva elogiou a metodologia : "[O FAST] dá mais autonomia às famílias e permite que elas descubram as alternativas que funcionam para cada núcleo familiar, criando assim famílias mais empoderadas e menos dependentes da assistência social".
    Famílias do DF participam do primeiro dia de atividades de projeto-piloto do UNODC para prevenção do uso de drogas
    Durante o encontro, cada família desenhou uma bandeira que os representasse e se apresentou diante do grupo. Em seguida, todos tomaram um lanche juntos e depois aprenderam uma música. Os adultos puderam conversar entre si, enquanto as crianças brincavam separadas. A última atividade da manhã foi o sorteio de uma cesta com jogos, brinquedos e materiais como lápis de cor e papéis coloridos.

    Ana Lidia dos Santos veio acompanhada pela mãe, Mariene Moreira dos Santos, e pelos filhos, Suyane, de 10 anos, João, de 7 anos e Ana Clara e Ingrid, de dois anos. Ela disse que pretende voltar nas próximas semanas: "Foi bom porque a gente pode interagir, perder a vergonha de se expressar, cantar e sair um pouco de casa".
    Elzicleide de Albuquerque Silva trabalha no Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPS-I) de Sobradinho e foi uma das profissionais em treinamento que atenderam às famílias. Ela disse se sentir privilegiada por fazer parte do primeiro grupo a conhecer essa metodologia. "O mais importante é o resgate dos valores da família, que a sociedade vem perdendo", afirmou Silva.
    Hoje foi a vez da equipe do CRAS de Planaltina dividir-se para assistir as sessões com as famílias nos outros três CRAS. Amanhã haverá uma cerimônia para encerrar a semana de treinamento, com entrega de certificados para os participantes.

    Famílias do DF participam do primeiro dia de atividades de projeto-piloto do UNODC para prevenção do uso de drogas
    O projeto-piloto é resultado de uma parceria entre o UNODC, a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) do Distrito Federal. Até 130 famílias serão atendidas durante os próximos dois meses, com encontros semanais realizados nos quatro CRAS.
    A metodologia FAST já foi implementada pelo UNODC em outros oito países, onde atingiu mais de 2.000 famílias, como parte do projeto global Family Skills (Habilidades para a vida, em tradução livre). Avaliações indicam que cerca de 80% das famílias participantes comparecem a todos os encontros e mantêm contato com outras famílias ao fim do projeto. Resultados como aumento de sociabilidade, melhora no desempenho escolar das crianças e maior envolvimento dos pais nas escolas, além de redução de conflitos, comportamentos agressivos e ansiedade também foram observados.

    Fonte - UNODC
     
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    12º Princípio do Amor Exigente - Amor

    Nosso querido Padre Haroldo fala sobre o 12º Princípio.
    12º Princípio - Amor
    12º Princípio do Amor Exigente - Amor
    O noivo bateu à porta da noiva.  “Quem é?”, perguntou ela.  “Sou eu”, ele respondeu.  Ela falou:  “Vá embora”.  Após pensar muito, ele bateu outra vez; e ela perguntou: “Quem é?”.  O noivo respondeu:  “Sou você!”.  Ela disse:  “Entre”.  Quando pensamos que nós somos o outro,  ficamos unidos nessa transparência de amor e na verdade verdadeira.
    Um padre tinha duas notícias para seus paroquianos:  uma boa e uma má.  A má notícia era sobre as goteiras na igreja, e a boa era que havia o dinheiro para os reparos; então ele disse:  “O dinheiro está em seus bolsos”.  Com amor damos o que temos. 
    Ouvistes que foi dito:  Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.  Eu porém vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; deste modo vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o seu sol igualmente sobre maus e bons e cair a chuva sobre justos e injustos.  Com efeito, se amais aos que vos amam, que recompensa tendes?  Não fazem também os publicanos a mesma coisa?  E se saudais apenas os vossos irmãos, que fazeis de mais?  Não fazem também os gentios  as mesmas coisas?  Portanto, deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.  (Mt 5, 43-48)
    O amor com respeito, sem egoísmo, sem comodismo deve ser também um amor que orienta, educa e exige.
    Amo você, só não aceito o que você está fazendo de errado.  Amar não é fazer tudo pelas pessoas ou dar-lhes tudo o que é possível.  Amar é essencialmente dar condições para que saibam escolher o que é correto e bom para si próprios e para os outros.
    Evitar divergências e disputas de poder entre as lideranças dos grupos de Amor-Exigente.
    Irmãos, se acontecer a alguém ser surpreendido em falta, a vós, os espirituais, compete corrigi-lo com espírito de mansidão; acautela-te contigo mesmo:  tu também não podes ser tentado? (Gl 6,1)
    Um perito falou:  Livros não mudam o mundo.  Quem muda o mundo são as pessoas.  Livros só mudam as pessoas.  E adiciono eu que amor é muito mais importante.
    Haroldo J. Rahm, S. J.
    Fonte - Amor Exigente 
    O que é o Amor Exigente
    Sobre o Amor-Exigente
     
    O Amor-Exigente é um programa de auto e mútua ajuda que desenvolve preceitos para a organização da família, que são praticados por meio dos 12 Princípios Básicos e Éticos, da espiritualidade e dos grupos de auto e mútua-ajuda que através de seus voluntários, sensibilizam as pessoas, levando-as a perceberem a necessidade de mudar o rumo de suas vidas e do mundo, a partir de si mesmas.
     
    Há 29 anos, o Amor-Exigente (AE) atua como apoio e orientação aos familiares de dependentes químicos.  e também para pessoas com comportamentos inadequados.O Programa eficaz estendeu-se também ao trabalho com Prevenção , passando a atuar como um movimento de proteção social já que Amor-Exigente, desestimula a experimentação, o uso ou abuso de tabaco, do álcool e de outras drogas, assim como luta contra tudo o que torna os jovens vulneráveis, expostos à violência, ao crime, aos acidentes de trânsito e à corrupção em todas as suas formas; são também propostas do Amor-Exigente.
     
    Atualmente, o movimento conta com 11 mil voluntários, que realizam, aproximadamente, 100 mil atendimentos mensais por meio de reuniões, cursos e palestras. São mais de 641 grupos no Brasil, 1 na Argentina, e 14 no Uruguai, além de cerca de  259 Subgrupos de frutos de Amor-Exigente.