• Maconha faz mal?

    Saiba mais sobre a fundamentação científica acerca dos efeitos da maconha sobre o organismo.

Consumo de drogas no meio universitário preocupa as autoridades e as famílias

Consumo de drogas no meio universitário preocupa as autoridades e as famílias

Consumo de drogas no meio universitário preocupa as autoridades e as famílias
Quase metade, (49%) dos universitários brasileiros já experimentaram algum tipo de droga ilícita pelo menos uma vez na vida, segundo relatório do governo federal sobre o consumo de drogas, álcool e tabaco entre alunos de universidades brasileiras, divulgado nesta quarta-feira (23). O estudo também revela que, entre os jovens menores de 18 anos, 80% já consumiram bebidas alcoólicas. 

O levantamento feito pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) ouviu 18 mil jovens matriculados no ano letivo de 2012 em 100 instituições de Ensino Superior, nas 27 capitais do país. A pesquisa também revela que 86% dos universitários já consumiram álcool em algum momento da vida e 47% já utilizaram produtos derivados de tabaco. Já consumiram bebida em excesso são 36% (cinco doses ou mais dentro de duas horas para homens e quatro doses ou mais no mesmo período para mulheres) no último ano e 25% nos 30 dias anteriores à pesquisa.

Além disso, 22% dos alunos de universidades estão sob risco de desenvolver dependência de álcool. Já 8% estão sob risco de desenvolver dependência de maconha. 
Nos últimos doze meses, 40% dos universitários usaram duas ou mais drogas – 43% confessaram o uso múltiplo e simultâneo de drogas em algum momento da vida. O motivo para 47,8% é “porque gostavam”.

O levantamento traz também dados sobre o consumo de álcool na direção de veículos: 18% dos universitários já dirigiram sob efeito de bebidas alcoólicas e 27% já estiveram em um carro com um motorista embriagado. O consumo de álcool é mais comum entre os estudantes de universidades do que entre a população em geral, segundo o estudo. O uso de drogas ilícitas é mais comum entre alunos com mais de 35 anos, das regiões Sul e Sudeste, de instituições privadas, da área de Humanas e do período noturno. A pesquisa também mostrou que 9% dos universitários não costumam usar métodos anticoncepcionais, mas 41% deles já fizeram teste de detecção do vírus HIV – 3% afirmaram que já forçaram ou foram forçados a fazer sexo e 8% que já fizeram ou induziram aborto. 

Uma das maiores especialistas em drogas da atualidade esteve em São Paulo na semana passada, e foi enfática ao caracterizar a dependência de substâncias químicas como a cocaína, o cigarro e a bebida: “A dependência é uma doença crônica no cérebro humano.” Nora Volkow, diretora do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas (Nida) dos EUA, afirma que o vício em substâncias químicas afeta uma região do cérebro chamada córtex orbito frontal, responsável pela tomada de decisões. “Essas pessoas perdem o livre arbítrio para dizer ‘não’”. A médica, que estuda nos EUA como a dependência química pode alterar as funções cerebrais, deu uma palestra para cerca de 400 profissionais da saúde na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo Nora, há muitas pessoas que julgam os dependentes como pessoas moralmente fracas, e ignoram que elas perderam o controle de suas ações. 

De acordo com a especialista, os jovens correm um risco maior de se tornar dependentes químicos. “Na infância e na adolescência, o cérebro é muito plástico [fácil de ser ‘modelado’], isso é bom para o aprendizado, mas ao mesmo tempo ajuda a pessoa a se tornar dependente de drogas.” Nora aponta que correm mais riscos aqueles que têm predisposição genética para a dependência ou os que vivem sob condições estressantes, como os que não se dão bem com os pais ou com os amigos. Por isso, segundo ela, um dos métodos que funcionam melhor para a prevenção são os programas que estimulam a auto-estima dos adolescentes, como a prática de esportes. Medicamentos A diretora do Nida, que é psiquiatra, defende também maior uso de medicamentos para o controle da dependência. Segundo ela, os remédios conseguem ajudar as pessoas a romper o ciclo vicioso que as leva usarem drogas compulsivamente. Para o governo, e para todos nós, estes dados levantados, é muito preocupante.


Paulo Nogueira é jornalista e membro da Associação Brasiliera de Jornalismo Científico

Autor - Paulo Nogueira
Fonte - Jornal de Uberaba

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Novo projeto de prevenção ao abuso de drogas foca em famílias com adolescentes

Novo projeto de prevenção ao abuso de drogas foca em famílias com adolescentes

Novo projeto de prevenção ao abuso de drogas foca em famílias com adolescentes
Brasília, 31 de outubro de 2013 - O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Ministério da Saúde finalizaram este mês o treinamento de cerca de 40 profissionais, entre eles psicólogos e educadores, que implementarão um novo projeto pré-piloto para fortalecer os vínculos entre famílias com filhos de 10 a 14 anos. O objetivo do projeto é reduzir situações de estresse e conflito entre familiares e, consequentemente, diminuir o risco de abuso de álcool e drogas.
A partir do início de novembro, encontros semanais de duas horas serão realizados aos sábados em seis unidades dos Centros de Orientação Socioeducativos (Cose), que  atendem famílias com crianças e adolescentes entre sete e 17 anos no Distrito Federal. oferecendo atividades para promover o fortalecimento de vínculos.

A primeira hora dos encontros é realizada com pais e filhos separados e, na outra metade, todos se reúnem. Vídeos que retratam situações potencialmente estressantes do dia-a-dia (por exemplo, filhos que mentem sobre onde estiveram ou que se recusam a fazer certas tarefas) são intercalados com momentos de discussão entre o grupo.
A psicóloga Marina Pedralho, que participou do treinamento, acredita que o projeto tem potencial para funcionar no Brasil: "A base do programa é cientificamente provada. Acredito que o ideal é o equilíbrio entre dar amor e colocar limites, mesmo que isso seja difícil para os pais", disse ela.
Avaliações da implementação do projeto em outros países mostram que os jovens participantes têm menos tendência a abusar de álcool, mesmo quatro anos após a intervenção. Os adolescentes também apresentaram menos problemas na escola em comparação com aqueles que não participaram das sessões. Entre os pais, há evidência de maior envolvimento com os filhos e melhora no relacionamento da família como um todo.

O projeto pré-piloto é realizado por meio da parceria entre o Escritório de Ligação e Parceria do UNODC no Brasil, o Ministério da Saúde, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) do Distrito Federal. Os Cose das regiões de Ceilândia Norte, Gama Sul, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Sobradinho e Taguatinga Norte serão os primeiros a receber as atividades em caráter experimental.

A metodologia do projeto faz parte do programa global Family Skills do UNODC, que já atingiu mais de 5.000 famílias em quase 20 países. O projeto focará em jovens entre 10 a 14 anos de famílias atendidas pelos Cose para complementar a atuação de um outro projeto lançado em agosto, que também implementa uma outra metodologia do programa Family Skills no Distrito Federal, só que visando crianças entre dois e cinco anos de famílias atendidas pelos Centros de Referência em Assistência Social.

Fonte - UNODC

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Brasil vai ao Uruguai se opor à legalização da maconha

Brasil vai ao Uruguai se opor à legalização da maconha - Delegação brasileiras se reunirá com parlamentares uruguaios para advertir dos riscos da legalização de compra e venda e do cultivo de maconha


Maconha: legalização de compra e venda e do cultivo de maconha está prestes a ser aprovada no Uruguai

Brasil vai ao Uruguai se opor à legalização da maconha
Montevidéu - Uma delegação de autoridades brasileiras se reunirá na próxima semana com parlamentares uruguaios para advertir dos riscos para o país e a região da legalização de compra e venda e do cultivo de maconha prestes a ser aprovada no Uruguai.
A delegação será liderada pelo deputado federal Osmar Terra, médico de profissão, ex-secretário de Saúde do estado do Rio Grande do Sul e colaborador próximo da presidente Dilma Rousseff.

Também integram o grupo Marcelo Dornelles, subprocurador geral de Justiça para Assuntos Institucionais do Rio Grande do Sul e Vitore Maximiano, diretor da Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) do Ministério da Justiça.
"Terra se comunicou comigo porque no Brasil há uma opinião muito negativa sobre o projeto de legalização da maconha", atualmente em análise no parlamento uruguaio, disse à agência Efe o senador Alfredo Solari, presidente da Comissão de Saúde do Senado.

A comissão, integrada por representantes da governante coalizão de esquerda Frente Ampla, o Partido Nacional ou "Blanco" e o Partido Colorado, os dois principais da oposição, receberá na próxima terça-feira a delegação brasileira. "Pediram uma reunião para colocar suas divergências com o projeto e a concedemos com gosto", acrescentou o legislador colorado.
Solari, contrário à legalização da maconha, acrescentou que se o governo uruguaio alcançar seu objetivo de diminuir o consumo a partir da "flexibilização" da oferta "seria o primeiro caso em nível mundial".
O projeto de lei que legaliza a compra e venda e o cultivo de maconha no Uruguai será votado em meados de novembro no Senado, onde conta com os votos necessários para sua aprovação devido a maioria que o governo possui na casa, e poderia entrar em vigor antes de dezembro.
Atualmente é debatido na Comissão de Saúde, mas "já está tomada a decisão de submetê-lo a votação em torno de 15 de novembro, sem modificações, como veio da Câmara dos Deputados. Por isso deve ir para a sanção presidencial assim que o Senado aprovar", explicou recentemente à Efe o senador governista Luis Gallo, que também integra a comissão.

O projeto, promovido pelo presidente José Mujica, legaliza a compra, a venda e o cultivo de maconha, e estabelece a criação de uma estatal reguladora que se encarregará de emitir licenças e controlar a produção e a distribuição da droga.
Os consumidores previamente registrados poderão comprar maconha em farmácias especialmente licenciadas, até um máximo de 40 gramas por mês, ou cultivar em casa até seis plantas que produzam não mais de 480 gramas por colheita.
Recentemente, o secretário-geral da Junta Nacional de Drogas, Julio Calçada, assinalou à imprensa que se entrar em vigor como está previsto, para o segundo semestre de 2014 o novo sistema poderá estar em andamento.
Calçada revelou que o preço da grama de maconha será o equivalente a US$ 1 para que "se possa competir" com os narcotraficantes e tirar deles o mercado, o objetivo principal do presidente Mujica.

Fonte - Exame
 
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Maior dose de ondansetrona é eficaz para tratar alcoolismo


A ondansetrona, substância comumente utilizada para evitar náusea em pessoas que estão sob quimioterapia, teve sua eficácia testada no tratamento de dependentes de álcool. Em estudo realizado no Instituto de Psiquiatria (IPq) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), o médico João Maria Corrêa Filho verificou sua ação em dose maior do que vem sendo utilizada e comprovou o retardamento do consumo de álcool, além da redução de sintomas de depressão e do desejo pelas bebidas alcoólicas. Ele também descobriu quais são os fatores que tornam o abandono do tratamento mais propício.

Preferir cerveja foi um fator associado a não desistir do tratamento, segundo a pesquisa

A ondansetrona atua como antagonista do receptor da serotonina, substância envolvida com a sensação de prazer promovida pela bebida alcoólica. Assim, “esse antagonismo faz com que o prazer que poderia sentir ao se ingerir a bebida diminua”, explica Corrêa Filho, que testou a dose de 16 miligramas (mg) por dia, usada atualmente apenas para tratamento de enjôo. Esta dosagem diária é maior do que a aplicada anteriormente – 4 microgramas a cada quilo do paciente (mcg/kg) – e surtiu efeito nos pesquisados em relação aos medicados com placebo. Os dependentes medicados com o fármaco demoraram mais a ingerir o primeiro gole de bebida alcoólica (54,7 versus 40,9 dias, em média, a partir do início do tratamento) e a ter o primeiro consumo intenso (58,4 versus 45,4 dias, em média). Além disto, a pesquisa descobriu que a dose de 16 mg testada, além de diminuir o prazer na bebida, chegou a melhorar sintomas depressivos dos testados, bem como a reduzir o desejo de consumir álcool.
 
A pesquisa foi feita de 2007 a 2010 com 102 alcoolistas, com idade entre 18 e 60 anos, que buscaram tratamento para a dependência no IPq. Metade deles recebeu placebo e a outra metade, as 16 mg da ondansetrona, divididas em duas doses diárias, por via oral. A medicação foi acompanhada de entrevistas sobre os sintomas depressivos e técnicas motivacionais, exames para avaliar o consumo ou não de álcool, conversas com a família e de encontros no grupo Alcoólicos Anônimos (AA). Abandono do tratamento
O abandono do tratamento foi grande e chegou a 50% dos pesquisados, taxa equivalente à média de outros tipos procedimentos de reabilitação, de acordo com a literatura médica. O pesquisador, porém, não esperava este resultado, já que o ensaio clínico foi planejado para não perder pacientes ao longo do tratamento.

Quando o dependente não ia aos encontros semanais, “a gente ligava para a família, chamava, buscava onde estava o paciente para ver se ele aparecia”, conta o médico. Após a etapa do tratamento, os resultados foram comparados a outras pesquisas com metodologias iguais feitas no mesmo grupo de estudo, o Programa Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas, mas que usavam medicamentos diferentes, como o topiramato, o acamprosato e a naltrexona.

O que se comprovou é que a porcentagem de pesquisados que concluíram o processo foi equivalente entre todas as substâncias. Corrêa Filho explica que “aparentemente, a maior adesão depende de questões pessoais e do tipo de tratamento que é ofertado, e não do efeito direto dos medicamentos avaliados”. No estudo intitulado Eficácia da ondansetrona no tratamento de dependentes de álcool e orientado por Danilo Antonio Baltieri, foi elaborada uma tipologia dos perfis de pacientes mais propícios a concluir ou não o tratamento. Os resultados mostraram que os mais suscetíveis à desistência são aqueles mais novos, que começaram os problemas por consumir bebida alcoólica precocemente, têm maior histórico familiar de alcoolismo, menos sintomas depressivos e maior gravidade do alcoolismo.

Já os fatores que individualmente aumentaram a chance da continuidade do tratamento foram a preferência pela cerveja, o tabagismo, a idade mais elevada e a assiduidade no grupo do AA.

Agência USP de Notícias - Por Laura Deus

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Álcool acelera envelhecimento da pele; veja bebidas mais nocivas

O vinho tinto é considerado pelos especialistas como a bebida menos nociva para a pele


Álcool acelera envelhecimento da pele; veja bebidas mais nocivas
O que diferencia uma bebida de outra quando o assunto são os danos para a pele é o que mais tem dentro dela além do álcool. Isso faz das bebidas claras as melhores opções, já que não têm açúcar extra, sal ou outros ingredientes agressivos  
Muitas pessoas conhecem os malefícios do álcool, mas na hora de saborear um bom drinque, é difícil pensar nas consequências. E quem se preocupa com a saúde da pele, também deve saber escolher a dedo o que vai beber.

O site do jornal Huffington Post listou alguns dos malefícios nesse sentido,  com a ajuda de David Colbert, fundador do New York Dermatology Group, e de Jessica Krant, professora do Suny Dowstate Medical Center.
Colbert alerta que o álcool pode nos fazer nos sentir bem, mas é uma “hepatoxina”, que tem impactos negativos especialmente no fígado. Ele explica que o álcool também contem congêneres, substancias químicas presentes durante o processo de fermentação que contribuem para a ressaca.
Além disso, o especialista afirma que o álcool desidrata a pele. “Isso significa que sua pele vai parecer menos macia e fresca na manhã seguinte”, ressalta. Confira a seguir quais são os mais prejudiciais neste sentido.

Bebidas claras (vodca, gim, tequila)

O que diferencia uma bebida de outra quando o assunto são os danos para a pele é o que mais tem dentro dela além do álcool. Isso faz das bebidas claras as melhores opções, já que não têm açúcar extra, sal ou outros ingredientes agressivos. Os especialistas afirmam que um drinque destas bebidas não vai trazer grande danos no dia seguinte. No entanto, vale lembrar que com este tipo de bebida é fácil perder o controle – e o excesso de álcool nunca é bom para sua pele.

Bebidas escuras (rim, uísque, tequila)

Assim como as bebidas claras, estas opções também vêm sem aditivos. Mas a diferença chave é a quantidade de congêneres. Jessica explica que este fator não só pode contribuir para uma ressaca mais pesada, como também o excesso de impurezas dos congêneres podem acelerar o envelhecimento da pele.

Mojitos e outros driques adocicados

O perigo destes drinques é o açúcar. “O açúcar, combinado com outros carboidratos em excesso, leva à inflamação sistêmica, que contribui com o dano das células e o aumento do envelhecimento”, explica Jessica.  Ela ressalta que quanto menos açúcar se usar na bebida, melhor. E não só os mojitos são culpados neste cenário: outras bebidas açucaradas como refrigerante, suco de laranja, energéticos e outros podem contribuir até mesmo para a acne.
Margaritas
Margaritas também são ricas em açúcar. Estes drinques à base de tequila  também vêm com uma dose extra de sal. “O consumo de sal contribui para o inchaço”, afirma a especialista, que ressalta que o efeito é temporário. “Porém, ninguém quer se sentir inchado no auge de uma ressaca”, completa.

Cerveja

A cerveja também é uma bebida rica em sal. “Se você ingerir muito sal terá sintomas como olhos inchados e pele cansada, e seu corpo irá pedir que você beba mais água para se livrar dele”, explica David. A boa notícia é que, em comparação às outras bebidas, a cerveja também tem algumas qualidades: contém antioxidantes e outros benefícios anti-idade. Mas lembre-se: a cerveja também é rica em álcool.

Vinho branco

O vinho branco contém açúcar e sal. O Dr. David lembra que a bebida pode causar o inchaço e, além disso, aumentar a fome. Além disso, infelizmente, o vinho branco não contém os mesmos benefícios saudáveis do que os já tão propagados do vinho tinto.

Vinho tinto

O vinho tinto, como já se sabe, pode ser bom para a saúde. Ele contém mais antioxidantes do que o branco, o que pode neutralizar alguns processos do envelhecimento. A dra. Jessica afirma que esta é a única bebida que pode contribuir para a saúde da pele.
No entanto, vale lembrar que o vinho tinto é uma das bebidas mais prejudiciais para quem tem problemas de pele, como a rosácea. Além disso, ele também pode causar a liberação de histamina em algumas pessoas, levando ao aumento da vermelhidão e uma ressaca um pouco mais pesada. “Qualquer tipo de alcool em excesso contribui mais para o envelhecimento da pele do que a protege”, finaliza Jessica.  

Fonte - Terra

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Progresso: Motoristas - Além do álcool outras drogas podem ser detectadas por aparelho

Motoristas - Além do álcool outras drogas podem ser detectadas por aparelho

Progresso: Motoristas - Além do álcool outras drogas podem ser detectadas por aparelho
Um projeto-piloto realizado pela Polícia Rodoviária Federal e pelo Centro de Pesquisas em Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) pretende testar um equipamento que identifica o uso de drogas em motoristas a partir da saliva.

O uso do “drogômetro”, uma espécie de bafômetro para drogas, ainda está em estudo pelas entidades envolvidas, mas a PRF prevê sua aquisição até o primeiro semestre de 2014.

O projeto é feito em parceria com o Instituto de Saúde Pública da Noruega, país que, com Austrália, Estados Unidos e Canadá, é referência mundial no combate ao uso de álcool e drogas ao volante. Órgãos como a Brigada Militar e o Departamento de Trânsito do Estado (Detran-RS) também estão envolvidos no projeto.

Fabricado pela Alere, o chamado DDS-2 se assemelha a uma máquina leitora de cartão de crédito. Funciona a partir da saliva, colocada em uma espécie de canudo e processada por análise química em até cinco minutos.

Esta não é a primeira vez que se fala em drogômetro no país. Iniciativa semelhante ocorreu na capital paulista durante o Carnaval de 2013, em blitze da Lei Seca. Na ocasião, foi utilizado um equipamento semelhante, o chamado kit multidrogas. As diferenças entre os dois aparelhos, segundo a professora da Faculdade de Farmácia e do Laboratório de Toxicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Renata Pereira Limberger, são a automatização e a documentação – enquanto o primeiro é manual e não produz prova documental, o segundo é eletrônico e imprime o resultado.

– Por falta de legislação específica, esse (aparelho) ainda não é produzido, vendido nem registrado no Brasil. Por isso, após encerrada a fase de estudos, e se o resultado dos testes for satisfatório, será solicitado o registro para, posteriormente, sua aquisição (de forma) ampla – explica a pesquisadora.

Aparelho é capaz de flagrar diversos tipos de substâncias


Para o chefe do Serviço de Psiquiatria de Adição, da Unidade Álvaro Alvim do HCPA, Flávio Pechansky, o que torna o equipamento promissor é a possibilidade de flagrar vários tipos de drogas, como opiácios (morfina e heroína), cocaína, anfetaminas, metanfetaminas, benzodiazepínicos (tranquilizantes e ansiolíticos) e calabinoides (maconha), por exemplo. No Brasil, o abuso de substâncias não previstas no DDS-2, como os rebites, por exemplo, pressupõe uma adaptação do instrumento à realidade local.

Hoje, 5% das mortes no trânsito ocorrem devido ao uso de drogas ilícitas, conforme o Estudo do Impacto do Uso de Bebidas Alcoólicas e Outras Substâncias Psicoativas no Trânsito Brasileiro, lançado em 2010 pelo Centro de Pesquisa de álcool de Drogas da UFRGS. Para Pechansky, comparado ao percentual de 32% do uso de álcool, o índice é baixo, mas, em relação à realidade de outros países, é alto:

– O custo do drogômetro pode parecer caro (US$ 5 mil), mas, se comparar ao custo do teste em laboratório e ao custo das vidas que se vão, não representa muito – diz o pesquisador.

TIRE SUAS DÚVIDAS SOBRE O EQUIPAMENTO


O teste poderá acusar a presença de drogas na saliva até quanto tempo após o consumo?
Isso varia de acordo com o tipo de droga, mas estima-se que a identificação possa detectar o consumo realizado nas 24 horas anteriores ao teste.

Haverá punição para as pessoas que forem pegas no drogômetro durante a fase de testes?

Não. Na primeira etapa – a chamada “balada preventiva” –, não haverá punições. Será uma etapa com interesse de pesquisa.

Haverá exames em laboratório para confirmação dos testes?

Sim, na fase de pesquisa, os resultados do drogômetro passarão por confirmações posteriores.

A lei atual contempla a utilização do drogômetro?

Não, a legislação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) não inclui o uso do aparelho. Após a etapa dos testes, será necessária uma alteração da regulamentação para que, assim como o bafômetro, o equipamento possa ser utilizado.

REGULAMENTAÇÃO


Referência mundial no controle do uso de álcool e drogas no trânsito, a Noruega foi o primeiro país a regulamentar a proibição da bebida na direção, em 1936. Após a redução concreta do número de mortes por álcool, os noruegueses tiveram espaço para discutir outras drogas e o “texting” (uso do celular ao volante). No Brasil, a legislação que prevê punições para motoristas alcoolizados é de 2008, sendo que o uso de bafômetros passou a ocorrer de forma mais frequente em 2011, e a fiscalização tornou-se rígida apenas a partir de 2012. 

Atualmente, a proibição do uso de drogas na direção no Rio Grande do Sul é regulamentada pela resolução 075/2013, do Conselho Estadual de Trânsito do RS (Cetran-RS). A lei traz um protocolo que orienta os fiscais dos órgãos de trânsito a conferirem se o motorista fez o uso de drogas, a partir de evidências como a roupa desalinhada, os olhos vermelhos, o caminhar alterado e a respiração ofegante, entre outras características. 

O drogômetro, conhecido como DDS-2, faz a leitura sobre o que a pessoa usou, com a possibilidade de imprimir o comprovante. Seria uma facilidade extra para a fiscalização, que atualmente se baseia apenas em gestos e comportamentos. 

A aquisição do aparelho servirá para realização de testes que possam comprovar o consumo e, com isso, modificar a regulamentação. Segundo o inspetor da PRF Alessandro Castro, a intenção do órgão é adquirir o modelo para viabilizar o estudo. 
- Esperamos integrar o mais rápido possível com os demais órgãos de trânsito – explica. Coordenador da Balada Segura do Detran-RS, Adelto Rohr alerta que, para o equipamento ser usado na fiscalização do trânsito, é necessário que, antes, seja feita a sua regulamentação junto ao Denatran.

Autor - Lara Ely
Fonte - Zero Hora 

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