• Maconha faz mal?

    Saiba mais sobre a fundamentação científica acerca dos efeitos da maconha sobre o organismo.

Maconha medicinal gera US$ 100 milhões em impostos para a Califórnia

Maconha medicinal gera US$ 100 milhões em impostos para a Califórnia

É muito fácil comprar maconha na Califórnia: basta consultar um médico

maconhacaliforniacarlaruasespA venda de maconha medicinal é um grande negócio na Califórnia, no oeste dos Estados Unidos. Desde 1996, usuários podem comprar a droga legalmente em farmácias licenciadas, que, em contrapartida, pagam até US$ 100 milhões em impostos estaduais. Por outro lado, o governo enfrenta dificuldades para controlar o cultivo e a venda da droga, que, em grande parte, ainda ocorrem de forma ilegal.
 "É só pegar", diz placa em uma rua de Los Angeles sobre a droga Foto: Carla Ruas / Especial para Terra
É muito fácil comprar maconha na Califórnia. Basta consultar um médico - pode ser até via Skype - e adquirir uma recomendação para o uso da droga. Entre os 18 Estados norte-americanos que permitem marijuana para fins medicinais, a Califórnia é o mais liberal. O paciente pode ter uma grande variedade de sintomas, inclusive dor de cabeça, insonia ou ansiedade.
David Goldman, 62 anos, obteve a sua primeira receita em 2006 e desde então compra maconha regularmente em São Francisco. “É só chegar em um dispensário (uma farmácia especializada) e provar que é residente da Califórnia e maior de 18 anos. Daí as portas se abrem e você pode escolher entre 60 tipos diferentes de Cannabis”, comemora.
De acordo com a legislação vigente, Goldman só pode comprar 28 gramas por vez, o que pode custar entre US$ 200 e US$ 400. Mas, para ele, o investimento vale a pena: “Eu sofro de Glaucoma e a maconha ajuda a reduzir a pressão nos meus olhos”, sustenta. Para obter este efeito, ele combina diferentes tipos de plantas Cannabis a procura do equilíbrio ideal entre os compostos químicos tetrahidrocanabinol (THC) e  canabidiol (CBD).
 Assim como Goldman, 500 mil usuários compram maconha legalmente no Estado, de acordo com a Procon, organização que investiga assuntos polêmicos nos Estados Unidos. O número explica o movimento constante nos dispensários, que retornam até 9% dos seus lucros em impostos. E a Califórnia agradece, já que enfrenta um déficit de US$ 127 bilhões, de acordo com auditoria publicada este ano.
Fiscalização no Estado “é um circo”

Por outro lado, a fiscalização da indústria é problemática. Já se passaram 17 anos desde a legalização da marijuana medicinal, e o governo estadual ainda não aprovou qualquer legislação para fiscalizar o mercado, a produção agrícula ou os postos de venda. Isto ocorre, em parte, porque governantes e população não conseguiram chegar num acordo sobre um produto que é tão controverso.
O resultado é que as leis vigentes são de âmbito municipal, o que gera “um verdadeiro circo”, de acordo com Dale Gieringer, coordenador estadual da NORML (Organização Nacional para a Reforma das Leis da Maconha). “Algumas cidades têm regras bem definidas, enquanto outras simplesmente não permitem a venda ou o consumo”, afirma.
Enquanto isso, de acordo com dados da própria NORML, a venda de maconha continua  ocorrendo, em grande parte, na ilegalidade. Metade dos usuários do Estado compram a droga de vendedores irregulares. E uma grande proporção de Cannabis produzida no norte da Califórnia é vendida para estados onde o consumo é ilegal.
Para os defensores da maconha, a única solução é legalizar completamente a droga – como ocorre nos estados Washington e Colorado - o que forçaria uma legislação abrangente e geraria ainda mais impostos. Mas um plebicito pela legalização foi rejeitado em 2010, enquanto outro está sendo planejado para 2016. “É um tema polêmico”, conclui Gieringer.

Fonte - Terra

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Cerca de 8,5 milhões de russos são dependentes de drogas, diz um relatório oficial

Cerca de 8,5 milhões de russos são dependentes de drogas, diz um relatório oficial
Cerca de 8,5 milhões de russos são dependentes de drogas, diz um relatório oficial de Moscou. Isto sugere que a 6% dos 144.700.000 pessoas na Rússia são toxicodependentes.
"Um número total de pessoas que usam drogas ilícitas e substâncias psicotrópicas na Rússia é estimado em 8,5 milhões", segundo o relatório oficial realizado pela estatal RIA Novosti.
 
A Rússia encabeça a lista de países com o maior número de toxicodependentes per capita no mundo. A heroína é a principal droga usada por cerca de 90% dos dependentes de drogas no país. O relatório financiado pelo governo foi postado no site do governo russo ao lado das directivas emitidas por organizações não-governamentais no combate à situação.

As diretrizes incluem o financiamento de ONGs, que estão trabalhando para programas de reabilitação para viciados em drogas. De acordo com estimativas, o mercado de heroína na Rússia está avaliado em cerca de US $ 6 bilhões (R $ 3,8 bilhões).

Os números oficiais dizem que em qualquer lugar entre 30.000 e 40.000 pessoas morrem devido a problemas relacionados com a droga a cada ano. A Rússia é também um paraíso para os cartéis do tráfico de drogas e grupos, principalmente do Afeganistão na Ásia Central. Devastada pela guerra no Afeganistão continua sendo o maior produtor mundial de heroína, de acordo com estatísticas da ONU.

De Moscou anti-narcóticos bureau havia dito quase 1.900 grupos organizados e 150 cartéis, que atuam na região, são ativos na Rússia.

Viktor Ivanov, chefe do Serviço Federal de Controle de Drogas da Rússia (FSKN), disse que 100 mil droga "mulas" estão sendo usados ​​para transportar os entorpecentes.

Cerca de 150 mil criminosos são capturados todos os anos pelas agências russas para crimes relacionados com drogas.

Para relatar problemas ou para deixar comentários sobre este artigo, e-mail: v.sridharan @ ibtimes.com - Para contactar o editor, e-mail: editor@ibtimes.co.uk
 
Fonte - ibitimes

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Cientistas conseguem apagar memórias em laboratório

Cientistas conseguem apagar memórias em laboratório

Experimento consiste em um passo mais próximo para um dia alterar memórias e reduzir traumas em humanos


Cientistas conseguem apagar memórias em laboratório Experimento consiste em um passo mais próximo para um dia alterar memórias e reduzir traumas em humanos
Já desejou poder esquecer algo? As lesmas do mar da espécie Aplysia californica já podem fazer isso. Cientistas americanos conseguiram apagar a memória de longo prazo dos moluscos. O feito, embora tenha sido realizado em um animal não exatamente conhecido pela complexidade de seu cérebro, pode representar um importante passo para o entendimento sobre a formação da memória de longo prazo e um dia alterar memórias e reduzir traumas.

É o que acredita o neurocientista celular David Glanzman, autor do estudo publicado no periódico científico Journal of Neuroscience. “Acho que um dia será possível modificar a memória nos nossos cérebros, embora o método atual não tenha nada a ver com o usado no filme ‘Brilho eterno de uma mente sem lembrança’, que era pura ficção científica”, disse ao iG, referindo-se ao filme estrelado por Jim Carrey onde uma máquina consegue apagar a memória de pessoas que sofrem com términos de namoro.

Glanzman afirma que a meta de seu estudo não é necessariamente apagar uma memória traumática ou dolorosa, mas amortecer o trauma ou dor emocional produzida por ela. Nenhum dos dois mecanismos ainda está bem compreendido pela ciência. “Não está claro quantos neurônios são necessários a manter uma memória específica, o número pode ser tão baixo como centenas ou tão elevada como milhares de neurônios”, disse.
A equipe de Glanzman na Universidade da Califórnia descobriu que seria possível apagar a memória de longo prazo das lesmas do mar pela inibição de uma específica proteína do grupo das kinases, chamada PKM (Proteína Kinase M). As kinases fazem parte de uma classe de moléculas que modifica quimicamente as proteínas ao adicionar fosfato, mudando não só a estrutura da proteína, mas também sua função.

Memória traumática
Primeiro os pesquisadores primeiro se certificaram de que as lesmas haviam desenvolvido uma nova memória de longo prazo. Para isso, eles administraram choque elétrico nos moluscos e depois, eles tocavam um órgão respiratório chamado de sifão. Como resposta ao trauma dos choques, as lesmas contraíam o sifão por 50 segundos, um prazo muito maior que sua reação normal, que seria uma contração de dois segundos. Uma semana depois, quando os cientistas apenas tocavam o sifão, a contração foi de 30 segundos. Isso mostrou que as lesmas haviam aprendido a associar o toque no sifão ao choque, ou seja, desenvolvido uma memória.
Com a memória formada, os cientistas injetaram um inibidor de PKM na lesma e 24 horas depois, ao tocar o sifão elas tiveram uma leve contração, igual ao do grupo controle, que nunca havia sido submetido aos choques. Os pesquisadores concluíram que a memória havia sido apagada.
“Nós apagamos a memória de longo prazo no circuito neural mais simples possível, o que envolve apenas dois neurônios. O fato de termos anulado a memória de uma forma tão simples vai facilitar estudos futuros para descobrir o quão importante a PKM é para reverter à memória de longo prazo”, disse Glanzman.
O pesquisador ressalta que as sinapses (ligações entre os neurônios), na lesma do mar ocorrem de maneira muito semelhante à do cérebro de humanos. “Estudar o papel da PKM na manutenção da mudança sináptica na Aplysia deverá nos fornecer informações importantes sobre como a PKM pode alterar a sinapse em nossos cérebros”, disse.

Diferentes níveis de complexidade
O cérebro humano contém cerca de um trilhão de neurônios, já o da lesma do mar é muito mais simples. Ao invés de um cérebro grande e centralizado, estes animais têm uma massa de neurônios, denominada gânglio, que é interligado por grandes nervos. Há apenas 20 mil neurônios em todos os núcleos que compõem o sistema nervoso central da lesma do mar. “Apesar desta diferença considerável na quantidade de neurônios, os mecanismos básicos celulares e moleculares subjacentes à função neuronal são muito semelhantes entre humanos e lesmas do mar”, disse Glanzman.
Acredita-se que as memórias de longo prazo no cérebro de humanos aumenta devido a melhoria ou reforço das conexões sinápticas. “A forma como este aumento ocorre em humanos é um pouco diferente da forma como ocorre no sistema nervoso da lesma do mar, mas os mecanismos celulares básicos são muito semelhantes”, afirmou o pesquisador.

Fonte - G1

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Centro que trata usuários de drogas gera polêmica

Centro que trata usuários de drogas gera polêmica

Centro que trata usuários de drogas gera polêmica
Inaugurado há exatamente um ano, no dia 14 de setembro de 2012, o Ponto de Encontro - centro que acolhe e trata usuários de drogas no Santo Antônio Além do Carmo  - causa polêmica neste bairro do Centro Histórico.

Moradores queixam-se de que a implantação teria levado insegurança e violência ao local. A insatisfação é tanta que eles fizeram um abaixo-assinado que já reúne mais de 600 assinaturas. O objetivo é entregar ao governador Jaques Wagner, solicitando a retirada do Ponto de Encontro do bairro.

Já a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), o Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas da Universidade Federal da Bahia (Cetad-Ufba) e as Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), responsáveis pela unidade, rebatem que não há relação entre o aumento da violência no bairro e a implantação do centro. E dizem que o local é pioneiro no atendimento e acolhimento de usuários de droga no País.
 
Visões opostas
"Nosso bairro era pacato, mas depois da vinda do Ponto de Encontro para cá não temos mais segurança", reclama a fotógrafa Lúcia Correia Lima, 53 anos.
Idealizador e entusiasta do centro, o coordenador do Cetad, Antônio Nery Filho, rebate que a insatisfação abarcaria apenas uma pequena parcela dos moradores do bairro. "Isso é coisa de meia dúzia de incomodados, desvalorizando um serviço considerado pioneiro no Brasil. As pessoas acham que os miseráveis não têm que ter lugar, porque são usuários de drogas", aponta Nery.
A líder do Ponto de Encontro, Maria Del Carmen Moleiro, explica que o local funciona como um centro de convivência e acolhimento.

"O Ponto de Encontro não é um presídio. É um espaço em que as pessoas atendidas podem tomar banho, fazer a barba, cortar o cabelo, participar de cursos profissionalizantes", argumenta Maria Del Carmen Moleiro. Segundo a gestora, "não podemos obrigar que eles fiquem dentro do prédio o dia todo, até porque a rua é pública".

Para o professor universitário Paulo Munhoz, morador do Santo Antônio Além do Carmo  há cerca de 30 anos, os frequentadores do Ponto de Encontro representam uma ameaça para quem reside ou visita a área.
"Não somos contra o acolhimento. Só achamos que o trabalho deveria ser feito em um outro lugar. Eles não tratam, não têm uma ressocialização efetiva, e os usuários ficam por aqui, pelo largo, onde rolam drogas e sexo", assegura Munhoz.
 
Reuniões

Diversas reuniões entre responsáveis pelo centro e moradores do bairro já foram realizadas, mas sem que houvesse consenso. "As reuniões acabaram porque os moradores são sempre hostis, humilham os usuários", acusa Del Carmen. A fotógrafa Lúcia já vê de forma diferente: "Eles desdenham de nós nas reuniões, acham que somos preconceituosos".
Oficialmente denominado    Ponto de Encontro - Centro de Convivência para Usuários de Álcool e Outras Drogas, o espaço    foi idealizado pelo Cetad e pela ONG Voluntárias Sociais. Realiza em média  1.200 atendimentos por mês no prédio onde funcionou a Escola Estadual Marquês de Abrantes, desativada em 2010.  Há cerca de três meses,  a administração é feita pelas Obras Sociais Irmã Dulce.

Fonte - Portal a Tarde

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Tratamento de choque contra o crack

Tratamento de choque contra o crack

Além câmeras, viaturas e motos, PM e GCM receberam kits com armas de eletrochoque e sprays de pimenta 

 
Tratamento de choque contra o crack
São Paulo está armada para enfrentar um dos principais problemas de segurança e saúde públicas no país: o crack. A cidade vai usar armas de eletrochoque e sprays de pimenta, além de câmeras, viaturas e motocicletas customizadas, unidades móveis de videomonitoramento (micro-ônibus) e treinamento de agentes na luta contra a droga.
Ontem, cem agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) concluíram um curso de capacitação para colocar em prática o programa Crack, é Possível Vencer, oferecido pela Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública), do governo federal. Outros cem começam a estudar na segunda-feira.  O objetivo é a capacitação para operar toda essa aparelhagem em cinco regiões diferentes da cidade onde o tráfico e o consumo da droga são maiores.
A GCM recebeu cinco kits. Cada um contém um micro-ônibus, capaz de monitorar vinte câmeras, duas motos e dois carros. Vieram também 250 tasers e 750 sprays, armas consideras de menor potencial ofensivo. A PM recebeu outros cinco kits e a Polícia Civil, um, segundo a GCM. A informação não foi confirmada ontem pelas duas corporações do estado. O investimento total chega a R$ 22 milhões.
Só para o crack/ “Nossos agentes foram formados só para o manejo do crack. Ou seja, são capazes de identificar e coibir traficantes e vão usar esses equipamentos apenas no programa”, explica a secretária executiva do GGM-I (Gabinete de Gestão Municipal Integral), Angélica Molina.
Ela explica que as ações do pacto federativo foram divididas em dois eixos: prevenção e autoridade. O primeiro visa monitorar os espaços públicos, escolhidos após pesquisas de maior incidência de tráfico e consumo do crack.
A GCM ficou com as praças da Sé, da República, da Luz, Metrô Saúde e Avenida Senador Teotônio Vilela, altura do número 1.778. Cada local vai ser monitorado em um espaço de três quilômetros quadrados e contará com um micro-ônibus, duas motos e duas viaturas. A meta principal é inibir novos consumidores e  dispersar os já existentes.
Projeto quer proibir arma não letalO deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT) não vê com bons olhos o uso das armas de menor potencial ofensivo no combate ao crack. Ele é autor de um projeto que visa proibir o uso das balas de borracha pela PM. “Tivemos  problemas com isso nos últimos protestos. Qualquer ação tem de combater a origem do problema e, depois, o consumo”, diz. O projeto está em fase de discussão na Assembleia  e deve sofrer emendas. “É provável que sejam incluídas outras armas, como spray e tasers”, diz.
GCM admite, em último caso, usar armas contra os usuários
Treinados para aplicar as armas não letais no programa, os GCMs só vão fazer uso dos aparelhos em casos de flagrante de tráfico e furto, garante Angélica Molina, do GGM-I.  “Nossa função é dar uma pronta resposta aos agentes das secretarias municipais da Saúde e de Assistência e Desenvolvimento Social. Mas nossos guardas podem atuar com os aparelhos em último caso”, admite.
As armas não letais são objeto de polêmica. No ano passado, o brasileiro Roberto Laudísio Curti, de 21 anos, foi morto pela polícia australiana, em Sidney, após supostamente ter roubado biscoitos em um mercado. Foram aplicados 14 disparos de tasers no rapaz.
No dia 19 de agosto, em Florianópolis (SC), um adolescente de 16 anos também foi contido pela polícia, dentro de uma escola, com uma arma do tipo.   O DIÁRIO questionou a PM sobre  o uso deste equipamento no combate ao crack, mas nenhum oficial falou com a reportagem. O governo federal também não quis comentar sobre o programa.

Entrevista com Melina Risso, Diretora do Instituto Sou da Paz: ‘Não pode ser só repressão’

DIÁRIO_ O programa Crack, é Possível Vencer é uma boa resposta a este problema crônico?MELINA RISSO_ Não sou profunda conhecedora do projeto do governo federal, mas me parece mais repressivo do que preventivo. E isso está errado.
Por quê?Quando vemos as nossas autoridades investirem pesado no aparelhamento das forças de segurança pública é porque algo não funcionou ou não foi feito lá atrás, na origem do problema. Ao que me parece, processos que deveriam ser prioritários não estão sendo feitos.
E o que você entende como prevenção?Investir mais nas políticas públicas voltadas para a saúde e assistência social, por exemplo. Pensar nestas duas frentes de trabalho é o ideal.
E o uso de armas não letais?É um assunto complexo demais, assim como tudo que envolve dependência de drogas. Mas penso que existem outras perspectivas. A capacidade de verbalização, investimento em defesa pessoal dos policiais, técnicas de imobilização, entre outras possibilidades.
Entrevista com Jorge Lordello, Especialista em segurança pública e privada: ‘Nossa cultura latina é reativa’
DIÁRIO_ O governo federal age bem em fornecer armas de efeito não letal para as polícias combaterem o crack?
JORGE LORDELLO_ Em qualquer abordagem o que deve ser feito é um escalonamento de forças. Ou seja, primeiro deve-se usar o diálogo. Depois, a intimidação com a presença de vários agentes. Em último caso, as armas de menor potencial ofensivo.
Você pensa que as ações de combate às drogas estão no caminho certo?
Infelizmente o que vemos nossos governos fazerem é só enxugar gelo. O que precisa ser feito é trabalhar em três frentes e atacar as duas primeiras com mais afinco.
Quais são essas frentes?
A primeira é investir no jovem que não usa drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas. A segunda é saber lidar com o sujeito que já faz uso delas, mas ainda não é dependente. A terceira é quando o jovem sai da fase de usuário ocasional para comprar e, portanto, torna-se um consumidor habitual. A partir desta última etapa, ele, com o passar do tempo, vira um viciado.

Fonte - DiarioSP

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Políticas sobre drogas devem ser baseadas na saúde e não na punição, destaca UNODC em Simpósio Internacional sobre Drogas

Políticas sobre drogas devem ser baseadas na saúde e não na punição, destaca UNODC em Simpósio Internacional sobre Drogas


Brasília, 11 de setembro de 2013 

Políticas sobre drogas devem ser baseadas na saúde e não na punição, destaca UNODC em Simpósio Internacional sobre Drogas
"Os transtornos relacionados ao uso de drogas devem ser reconhecidos como problemas de saúde e tratados como qualquer outra doença", afirmou o Chefe do Departamento de Prevenção às Drogas e Saúde do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), Dr. Gilberto Gerra, durante o Simpósio Internacional sobre Drogas: da Coerção à Coesão, realizado esta semana no Museu Nacional da República, na capital federal.
Gerra participou na manhã de ontem da primeira mesa de debate do Simpósio, na qual apresentou evidências científicas sobre a maior eficácia das políticas sobre drogas baseadas na saúde, e não na punição. Além disso, ele destacou que é fundamental reconhecer condições de vulnerabilidade e acabar com a discriminação e o estigma associados aos usuários de drogas.
Fazendo referência às convenções internacionais sobre drogas das quais o UNODC é guardião, Gerra lembrou que usuários de drogas não devem ser punidos ou detidos e, quando cometem crimes, devem ter a opção de tratamento como alternativa à prisão. O tratamento da dependência de drogas deve ser voluntário, baseado em evidências, confidencial e com consentimento informado: "A ética da clínica médica não permite tratamentos sem o consentimento do paciente", explicou Gerra.
Segundo ele, o tratamento sem o consentimento de usuários de drogas deve ser somente uma medida emergencial de curto prazo, não ultrapassando poucos dias, e aplicada apenas em casos de intoxicação aguda ou quando o indivíduo possa colocar em risco a sua própria segurança ou a de outros. "Tratamentos de longo prazo e sem consentimento são caros e desnecessários. Precisamos de tratamentos humanizados e de custos acessíveis nas comunidades", completou.
Gerra é co-autor do documento Da coerção à coesão - Tratamento da dependência de drogas por meio de cuidados em saúde e não da punição,  publicado pelo UNODC em 2010, que serviu como base para a organização do Simpósio .

Abertura contou com autoridades do governo brasileiro e de organismos internacionais

Durante a abertura do Simpósio na noite de segunda-feira, o Representante do Escritório de Ligação e Parceria do UNODC no Brasil, Rafael Franzini, afirmou: "O que estamos tentando fazer aqui é reforçar experiências positivas, mudar o rumo em direção a melhores práticas e, sobretudo, colocar o cidadão no centro da questão".


Fazendo referência ao documento do UNODC que dá nome ao Simpósio, ele continuou: "Da coerção à coesão trata disso: de reconhecer as situações de vulnerabilidades em que vivem os indivíduos, seus problemas e suas circunstâncias, e dar uma resposta humana, aliviando sua condição ao invés de agravá-la. Por isso coesão social e não coerção policial. Porque o dependente químico é sujeito do direito de saúde, não do direito penal".
Além de Franzini, representantes da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e dos Ministérios da Saúde, da Justiça, da Cultura e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome também participaram da abertura.
O Secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Vitore Maximiano, destacou a diversidade e a experiência dos expositores do Simpósio: "Este é o espaço para um debate absolutamente qualificado. Temos muito a  aprender a partir dessas contribuições fundamentais, decisivas para que tenhamos uma política cidadã, com um olhar para quem realmente faz uso abusivo de drogas, que tanto merece o olhar do Estado brasileiro".
O Secretário de Atenção à Saúde, Helvécio Magalhães, vê no Simpósio um importante espaço para debate: "É uma excelente oportunidade para crescermos e discutirmos a política para cuidar das pessoas com dependência química. O enfrentamento dos problemas relacionados às drogas é um compromisso de governo como um todo, não apenas da saúde, mas de todos os agentes envolvidos".

Programação

Na tarde de terça-feira foram realizadas duas mesas de debate sobre "Drogas, economia e exclusão social" e "Inovações internacionais frente à política sobre drogas: pragmatismo e direito", com a participação do ex-secretário de Políticas sobre Álcool, Drogas e Tabaco da Holanda, Eddy Engelsmen, e do Secretário Nacional de Drogas da Presidência da República do Uruguai, Julio Calzada, entre outros convidados.


O Simpósio foi encerrado hoje, após uma discussão sobre o papel da mídia na veiculação de informação sobre a questão das drogas e uma mesa de debate sobre "Direitos humanos, cidades e drogas", que contou com expositores do Canadá, Portugal e República Tcheca.
Amanhã está programada uma atividade pós-Simpósio, na qual serão apresentadas e discutidas as normas internacionais para ações de prevenção do uso de drogas, lançadas pelo UNODC durante a última reunião da Comissão de Narcóticos em março de 2013.
Realizado entre 9 e 11 de setembro com a presença de mais de 400 participantes, o Simpósio teve organização e apoio do Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD); do ministério da Saúde, por meio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais/Secretaria de Vigilância em Saúde e da Área Técnica de Saúde Mental, Álcool e outras drogas/Departamento de Articulação de Rede de Atenção à Saúde/Secretaria de Atenção à Saúde; do UNODC e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em parceria com o Consórcio Internacional de Políticas sobre Drogas (IDPC) e o Instituto Igarapé.

Fonte - UNODC

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