Considerações Sobre a Maconha I

Sobre a Maconha

Maconha

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Muitos debates, tem envolvido esta droga, nos últimos tempos. Defensores, legalizadores, discriminalizadores, e contrários tem levantado sus bandeiras, explicando prós e contras sobre esta erva, que tem uma história de milênios, na humanidade. Lembrando que é até mesmo difícil chamar as pessoas ao debate, porque pode ser interpretado como "apologia às drogas" e, portanto, punível com cadeia. A maconha, conhecida também como cânhamo, tem no mundo todo, diversas utilidades ( ? ), usada em forma de fibras, calmante, chá, em pratos, e até, hoje em dia, como remédio, em doentes terminais. Porém, tratamos aqui, da substância que é utilizada como narcótico, ou droga. A qual, neste país é proibida qualquer forma de consumo, sendo ilegal, ressaltando que, diante da nova Lei de Tóxicos:
Art. 28.  Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
II - prestação de serviços à comunidade;
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.
Isto, já é um avanço, considerável, ou seja, extinguiu-se praticamente a punição, e entrou a informação, educação, tratamento. Claro, que a educação neste sentido, terá muito mais efeito, se iniciada no núcleo familiar, escolas, sociedade, etc. Quando chega nas esferas judiciais, é ainda que benéfica, mas é tardia.

A seguir, os efeitos da droga no organismo ( Fonte-Banco de Saúde ) :

Os efeitos da maconha (THC)  
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Os efeitos da maconha variam muito, dependendo da qualidade da erva, da quantidade consumida, da forma de consumo e da experiência do usuário. Os efeitos psicológicos da maconha incluem:

Alteração do humor, com tendência a euforia e relaxamento,
Distorções espaço-temporais,
Sensação de insights ou pensamentos mágicos,
Taquicardia,
Dilatação dos vasos sanguíneos oculares,
Boca seca,
Aumento do apetite,
Tontura.
Entretanto, doses elevadas podem provocar uma intoxicação aguda com alucinações audio-visuais, ansiedade, depressão, reações paranóicas e outras psicoses, além de incoordenação motora e desconforto físico.
 
Maconha faz mal à saúde?

Depois de mais de um século de pesquisas, a resposta não é simplista e necessita de uma avaliação em relação ao padrão de consumo e ao aspecto analisado. Veja abaixo um resumo do que se sabe: 

Efeitos da maconha: Dependência

As estatísticas americanas mostram que 1% dos usuários de maconha faz uso pesado ou prejudicial, enquanto um a cada 300 usuários apresentam dependência de acordo com os critérios do DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças). Muitos especialistas apontam que os efeitos da maconha podem estar ficando mais potentes. Ao longo dos últimos 40 anos, foi feito um melhoramento genético, cruzando plantas com alto teor de THC. Surgiram variedades como o Skank. O fato é que, para quem é dependente maconha faz muito mal. Isso é especialmente verdadeiro para crianças e adolescentes, que não deveriam estar expostos a nenhuma forma de droga lícita ou ilícita.
Efeitos da maconha no desenvolvimento do câncer

Por muito tempo, os riscos do cigarro foram negligenciados e só nas últimas duas décadas ficou claro que havia uma bomba-relógio armada - porque os danos só se manifestam depois de décadas de uso contínuo. Há o temor de que os efeitos da maconha na indução do câncer possam se manifestar tardiamente. Até o momento não se provou nenhuma relação direta entre fumar maconha e câncer de pulmão, traquéia, boca e outros associados ao cigarro, principalmente em usuários eventuais. No entanto usuários diários e por períodos maiores que 10 anos têm uma chance maior de desenvolver câncer. 

Efeitos da maconha no cérebro e personalidade:   

Com relação a alterações fisiológicas e psicológicas, muitas experiências foram feitas revelando que o usuário de maconha, no momento do uso, fica com a memória de curto prazo prejudicada. Mas esse dano não é permanente. Basta interromper o uso que tudo volta a funcionar normalmente. Os efeitos da maconha sobre raciocínio e coordenação motora são semelhantes, que ficam mais lentos quando o usuário fuma muito freqüentemente.

No entanto, existem pesquisas com usuários "pesados" e crônicos (aqueles que fumam vários baseados por dia há mais de 15 anos), mostrando que a concentração, memória, e raciocínio podem estar prejudicados de forma permanente.

Na comparação com o álcool, a maconha leva grande vantagem: beber muito provoca danos cerebrais irreparáveis e destrói a memória. O maior risco para pessoas dependentes ou que fazem uso pesado da maconha é a síndrome amotivacional, nome que se dá à completa perda de interesse que a droga causa em alguns indivíduos.

Efeitos da maconha no coração:

O princípio ativo da maconha, o THC, dilata os vasos sangüíneos e acelera os batimentos cardíacos. Isto por si só não oferece risco para a maioria dos usuários. No entanto, os efeitos da maconha em pessoas com problemas cardíacos podem agravar a doença.
 
Efeitos da maconha na fertilidade:

Pesquisas mostraram que o usuário freqüente tem o número de espermatozóides reduzido. Ainda assim não está comprovado que maconha seja causa de infertilidade ou impotência.
 
Efeitos da maconha na imunidade:

As pesquisas vêm buscando compreender a relação entre a maconha e o sistema imunológico. No entanto, não existem evidências que liguem a maconha a alterações imunológicas persistentes ou aumento da incidência de infecções.

Efeitos da maconha no cérebro e no desenvolvimento de doenças psiquiátricas:

Está bem documentado que a intoxicação por maconha pode causar sintomas psicóticos breves, tais como delírios de perseguição. Adicionalmente, usuários pesados e crônicos têm maior chance de desenvolver quadros psicóticos crônicos como a esquizofrenia.  O desenvolvimento de tais quadros psicóticos está relacionado à dose e freqüência de uso.
 
Efeitos da maconha na gravidez:
 
O uso de qualquer substância psicoativa durante a gravidez representa um risco para a mãe e o bebê. E no caso da maconha, não poderia ser diferente. Algumas pesquisas apontaram uma tendência de filhos de mães que usaram maconha durante a gravidez de nascer com menor peso. 

Fontes e referências
Compton. W. The Journal of the American Medical Association, 2004; vol 291: pp 2114-2121.
National Institute on Drug Abuse: "NIDA Info Facts: Marijuana."
The Medical Letter on Drugs & Therapeutics, 2002; vol 44: pp 71-73.
National Highway Traffic Safety Administration: "Cannabis/Marijuana."
American Psychiatric Association, Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, 4th edition, 1994.
Nocon, A. Journal of Psychiatric Research, 2006; vol 40: pp 394-403.
Kolodny, R. New England Journal of Medicine, 1974; vol 290: pp 872-74.
Nahas, G. Marijuana and Medicine, Humana Press, 2001.
Tashkin, D. American Review of Respiratory Disease, 1987; vol 135: pp 209-16.
Jones, R. National Institute on Drug Abuse Research Monograph 14, 1977.
Nocon, A. Journal of Psychiatric Research, 2006; vol 40: pp 394-403.

Ainda, lembrando que no Brasil, trata-se de droga ilícita, o mercado, consumo, ou tráfico desta droga, financia crimes como roubo, sequestro, assassinatos, tráfico de armas, e outros.


Além do que, a maconha, é a principal porta de acesso a outras drogas, inegavelmente, onde cerca de 70 % dos usuários, tendem a experimentar outras drogas. Nenhum ser humano nasce, com a necessidade de usar qualquer tipo de droga. 

Viver de cara limpa, é o maior barato !

Mais 24 Hrs de Paz e Serenidade
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