Considerações sobre a legalização da maconha

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Considerações sobre a legalização da maconha

No âmbito de assuntos ligados à DQ, reflito sobre a crescente discussão em algumas esferas, sobre a legalização do uso de maconha no país, e os efeitos desta lei (graças a Deus, não existe), que se for aprovada, trará um sério impacto social. Radicalmente contra, sou da opinião, baseada em experiências, e pesquisas até, de que trará mais malefícios, do que o contrário. Toda uma sociedade, e cultura, serão influenciados. O modo de pensar, e agir, mudará.
Uma das implicações será a de que, com o tempo, a normalidade do uso, irá criar pais, que usarão a substância, dentro de seus lares (o que talvez já aconteça), normalmente, como o hábito criado das bebidas alcoólicas em algumas famílias brasileiras, senão na grande maioria. Isto, tem diversas implicações a curto prazo. Criar filhos usuários ? Ter regras para o uso dentro de casa ? Sabemos, que o controle dos pais, nestes casos (álcool, e utopicamente maconha), é baixo, quando existe uma cultura familiar do uso recorrente a estas substâncias. Pois muito bem, que garantias, os pais, usuários eventuais e recreativos da droga, terão de que seus filhos, não desenvolverão a Dependência Química por exemplo ? Ou que, por um ou outro motivo, não venham a experimentar crack, cocaína, ecstasy etc ? Os defensores da legalização, usam de elementos fracos e inconsistentes, para defender a idéia da "liberação controlada". Ora, se hoje, o governo se vê as voltas com uma luta que, até o momento custa para ter controle, o que faz pensar, que liberando o terá ? E os comércios paralelos, tais como hoje existem do cigarro, e álcool ?  Não falamos aqui, de aumento ou diminuição de crime (leia este post), isto é só uma das vertentes. Fala-se, da dependência química, de outras drogas, e de que, inegavelmente a maconha é sim, porta de entrada, para outras drogas.



Veja esta matéria:

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, negou em audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado que tenha feito apologia ao uso da maconha em passeata no Rio de Janeiro favorável à legalização da droga. Ele foi convidado, por iniciativa do deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), a prestar esclarecimentos sobre sua participação na marcha. Minc ressaltou ter participado de passeata autorizada pela Justiça e manifestado sua posição favorável à mudança da legislação, e não ao seu descumprimento.  
 
Ainda nesta mesma matéria: Dutra defendeu um debate sério, sem preconceitos, sobre a maconha e seus poderes terapêuticos, e para discutir se sua legalização seria benéfica no combate à criminalidade. (Fonte: Agência Câmara)  Link para a matéria

É um verdadeiro absurdo. Pessoas, que fico estupefato, serem ainda autoridades de 1º escalão. Completamente desconhecedoras da DQ, suas consequências, e que, pensam somente na micro-questão, que é o uso do baseadinho por seus eleitores, ou por eles próprios, porque os defensores do uso, em sua esmagadora maioria, são maconheiros, claro, ou algo próximo disto. Esta bandeira utópica, de que diminuiria o poder do tráfico, não existe, é ilusão, completa e total. Ainda que, isto fosse uma realidade, ora, o outro lado da moeda, é o usuário, aí volta-se na questão da mudança de cultura, de toda uma sociedade, escancarando as portas já arrombadas do uso de drogas, e expondo legalmente ao risco de que, no futuro, milhares de filhos, venham a experimentar, o crack, por exemplo. Ora, não sei que espécie de Brasil, esta gente quer. Nenhum traficante, vai esquentar a cabeça, porque não vai mais vender maconha, as opções são variadas; crack, cocaína, mesclado, oxi, merla, ecstasy, lsd, skank, e por aí vai...

Autor-Mais 24 Hrs

Efeitos da maconha no organismo

Ao chegar na corrente sangüínea, a maconha passa por todos os tecidos do organismo. As sensações experimentadas variam com o teor de Delta 9THC das preparações (que varia de acordo com a parte da planta utilizada e o modo como são preparadas), via de introdução e absorção do Delta 9THC. Os efeitos variam muito de indivíduo para indivíduo e dependem da personalidade e mesmo do grau de experiência do indivíduo no uso da droga. (Mais Sobre este assunto)
 
A curto prazo, os efeitos comportamentais típicos são:
-período inicial de euforia (sensação de bem-estar e felicidade, seguido de relaxamento e sonolência).
-quando em grupo, ocorrem risos espontâneos (risos e gritos imoderados como reação a um estímulo verbal qualquer).
-perda da definição de tempo e espaço: o tempo passa mais lentamente (um minuto pode parecer uma hora ou mais), e as distâncias são calculadas muito maiores do que realmente são (um túnel de 10 metros de comprimento, pôr exemplo pode parecer ter 50 ou 100 metros). -coordenação motora diminuída: perda do equilíbrio e estabilidade postular.
-alteração da memória recente.
-falha nas funções intelectuais e cognitivas.
.maior fluxo de idéias
.pensamento mais rápido que a capacidade de falar, dificultando a comunicação oral, a concentração, o aprendizado e o desenvolvimento intelectual.
.idéias confusas.
-aumento da freqüência cardíaca (taquicardia).
-hiperemia das conjuntivas (olhos vermelhos).
-aumento do apetite (especialmente por doces) com secura na boca e garganta.
 
Doses mais altas de Delta 9 THC podem levar a:
-alucinações, ilusões e paranóias.
-pensamentos confusos e desorganizados.
-despersonalização.
-ansiedade e angústia que podem levar ao pânico.
-sensação de extremidades pesadas.
-medo da morte.
-incapacidade para o ato sexual (até impotência).
 
A longo prazo, a extensão dos danos, bem caracterizados, se restringem ao sistema pulmonar e cardiovascular.

Sistema pulmonar:
-maior risco de desenvolver câncer de pulmão. 
-diminuição das defesas, facilitando infecções. 
-dor de garganta e tosse crônica.

Sistema cardiovascular:
-aumenta os riscos de isquemia cardíaca. 
-percepção do batimento cardíaco. 

Ainda, aumenta os riscos de desenvolvimento da esquizofrenia, em pessoas que já tem esta predisposição (veja esta matéria), e em igualdade com o tabaco, de impotência sexual.
Obs: A mulher que amamenta passa as toxinas da droga para a criança através do leite materno.

Fonte-www.cenpre.furg.br

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