Ibogaína....Possível ajuda ? Ou desespero de causa ?

Ibogaína....Possível ajuda ? Ou desespero de causa ?



Ibogaína - Ajuda ou desespero de causa ? - http://www.mais24hrs.blogspot.com.br
Há pouco tempo, surgiram notícias, sobre um tratamento alternativo para os dependentes químicos, neste tratamento, os médicos utilizam o princípio ativo de uma planta africana, a Iboga. Da raiz desta planta pode ser obtida a ibogaína. O número de tratamentos com este novo medicamento está crescendo de tamanha forma a provocar uma escassez da planta que ainda é produzida de maneira artesanal. Nos últimos quatro anos, cerca de sete mil pessoas passaram pelas terapias com ibogaína.

A ibogaína, cuja denominação química é 12-metoxibogamina, é uma forte droga alucinógena que age no combate à dependência química. Seus efeitos ainda estão sendo estudados, mas pesquisas feitas em humanos e animais indicam que a droga age em dois sentidos, por um lado ela age na química cerebral, estimulando a produção do hormônio GDNF, que promove a regeneração do tecido nervoso e estimula a criação de conexões neuronais. Isso permitiria que áreas do cérebro relacionadas com a dependência fossem reparadas e estimularia a produção de neurotransmissores responsáveis pela produção do prazer, a serotonina e a dopamina. O que pode explicar o desaparecimento da fissura pela droga relatados por dependentes logo após saída de uma sessão.

Ibogaína - Ajuda ou desespero de causa ? - http://www.mais24hrs.blogspot.com.brEm outra frente, os comprimidos feitos da Iboga trariam uma espécie de psicoterapia intensiva, fazendo o paciente enxergar imagens da própria vida enquanto a mente fica lúcida. Estas imagens não são alucinações, elas podem ser comparadas ao sonho de olhos abertos, o que ajudaria o paciente a identificar fatores que o teriam levado a usar drogas. 



Efeitos


Em pequenas doses, assim como as folhas de coca na América do Sul, a iboga é ingerida pelos índios Bwiti para permanecerem acordados e alerta durante as grandes caçadas e viagens de canoa, as quais podem durar dois ou mais dias. Diz-se também possuir propriedades afrodisíacas. (Os frutos laranja-amarelados da T. iboga, do tamanho de azeitonas, são por vezes usados para tratar problemas de esterilidade nas mulheres).

Em quantidades maiores, a ibogaína é alucinógena. Causa náuseas e vómitos, à semelhança do peiote. A este nível, o utilizador entra num estado de transe intenso e profundo, onde o movimento fisíco é impossível. O transe é muito visual, e normalmente manifesta-se como uma longa viagem. A este nível a ação da ibogaína divide-se em três partes. A primeira é um período de quatro a seis horas semelhante ao sonho, durante o qual se experimentam apresentações visuais e pensamentos relacionados com acontecimentos passados. A segunda é um período intelectual ou cognitivo, no qual essas experiências são avaliadas, e a terceira é um período de estimulo residual que eventualmente resultará em sono. É após o utilizador acordar que nota a falta de desejo de tomar ou procurar as drogas das quais estava dependente. Todavia, deve notar-se que as respostas à ibogaína são bastante variáveis, de acordo com as características individuais do utilizador.

As visões da ibogaína contêm invariavelmente muitos detalhes pessoais. Um artifício simbólico que parece ser frequentemente usado pela ibogaína é a dissimuação de problemas pessoais do tipo mundial, geralmente enredos políticos ou ecológicos que aparentam ameaçar o planeta.

Avisos


Em níveis excessivos a ibogaína causa convulsões, paralisia, e morte por paragem respiratória. Os níveis tóxicos estão relacionados com o peso corporal. Quem está a considerar tomar ibogaína para o desenvolvimento pessoal e ainda não experimentou terapia, é importante saber que o uso da droga pode parecer atrativo simplesmente porque representa um tratamento que evita o processo psicoterapêutico formal. Se este é o caso, há o risco da ibogaína piorar os sintomas. Quando existem muitas sensações reprimidas, e para muitas pessoas de cultura ocidental isto acontecerá inevitavelmente, o uso das drogas psicadélicas pode invocar reações perigosas como mecanismo de defesa contra o aparecimento de sentimentos dolorosos. Isto pode resultar em crenças ilusórias ou neuróticas que persistem muito após a sessão treminar.

Também é importante saber que o uso exclusivo da ibogaína será provavelmente insuficiente para causar uma transformação pessoal profunda. A ibogaína dá às pessoas uma perceção mental de aspetos reprimidos pela psique, mas sem ligação emocional significativa.

Outras Fontes
Ibogaine.org The ibogaine dossier Ibogaine.co.uk Iboga.org em francês, italiano e inglês.
Making a Tabernanthe iboga extract Ibogaine: complex pharmacokinetics, concerns for safety, and preliminary efficacy measures por Mash DC, Kovera CA, Pablo J, Tyndale RF, Ervin FD, Williams IC, Singleton EG, Mayor M (2000) (Ann N Y Acad Sci 2000; 914:394-401).  
Ibogaine research project The Ibogaine Story por D. Beal, P. de Rienzo e membros do project Staten Island project (versão online)
Ibogaine.co.uk An Introduction to Ibogaine por Nick Sandberg 
Erowids Ibogaine FAQ
Ibogaine info from alt.psychoactives
Erowids Ibogaine Vault


Toda forma de tratamento, que venha a ser útil, deve com certeza ser analisada, levando-se em consideração os prós e contras. Mas, quanto menor o uso de outros agentes químicos, melhor, em se falando de outras substâncias, mais ainda. Deve se levar em conta que, caso venha a ter bons resultados, cada ser humano, é diferente do outro, e reage de forma diferente...

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