Proporção de fumantes na população caiu à metade no Brasil em 25 anos

Proporção de fumantes na população caiu à metade no Brasil em 25 anos

Proporção de fumantes na população caiu à metade no Brasil em 25 anos
O número de fumantes no Brasil em relação a população foi reduzido à metade nos últimos 25 anos, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer(Inca) em parceria com a Universidade Georgetown, nos Estados Unidos.

Em 2010, 16,8% dos brasileiros com mais de 18 anos fumavam. De acordo com o Inca, se o Brasil não tivesse tomado nenhuma atitude para frear o consumo de cigarro, como às restrições à propaganda do produto, a prevalência de fumantes no país seria de 31%. Nesta sexta-feira, vários países do mundo, inclusive o Brasil, comemoram o Dia Mundial sem Tabaco.

Com a redução no número de fumantes, o instituto estima que 420 mil mortes foram evitadas entre 2010 e 1985. Além da lei de restrição à propaganda, iniciativas como a lei federal que proíbe o fumo em locais públicos fechados também contribuíram para a redução no hábito de fumar da população brasileira. Em São Paulo, por exemplo, estima-se que a Lei Antifumo, de 2009, contribuiu para reduzir em 9% o número de fumantes no estado.

Além de São Paulo, os estados de Paraná, Rondônia e Rio de Janeiro foram alguns dos pioneiros em suas próprias leis de ambientes livres do cigarro, ou seja, não pode nem no fumódromo, só ao ar livre. A lei federal, sancionada no final de 2011, não especifica a proibição em quartos de hotéis, mas há redes de hospedagem que escolheram ser mais rigorosas e proibiram também o fumo dentro das instalações fechadas, grande vantagem para quem não gosta de conviver com estofados e cortinas impregnados de nicotina, cheiro agora tido como nocivo.

Até a lei federal de 2011, no entanto, muita fumaça teve que ser dispersa. Apenas em 1950, séculos depois da introdução do fumo como hábito entre europeus e seus descendentes, um estudo britânico conseguiu associar a queima do tabaco ao câncer. Só 34 anos depois, a partir de uma pesquisa japonesa feita com mulheres de fumantes, a ciência provou pela primeira vez que o fumo passivo aumentava os riscos de morrer com a doença.

Já o banimento de propaganda, promoção e patrocínio está previsto no Artigo 13 da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco da Organização Mundial de Saúde, primeiro tratado internacional de saúde pública, ratificado pelo Brasil em 2005. No final de 2011, a mesma lei federal que ampliou o cerco contra o cigarro nos espaços públicos também proibiu a propaganda nos pontos de venda dos produtos de tabaco, cuja restrição anteriormente aplicava-se apenas aos meios de comunicação como jornais, revistas e televisão.


Fonte - O Globo
 
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